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  Drogas mais Conhecidas

Álcool   Anfetaminas  
Ansiolíticos Barbitúricos
Cafeína Cocaína
Codeína Cola, Solventes, aerossóis
Crack  Êxtase (Ecstasy,MDMA)
Haxixe Tabaco
Morfina Hipnóticos
LSD Maconha
Mella Mescalina
Metadona Peyote
Ópio Psilocibina
Skank Heroína

  Álcool

Definição

Álcool é uma droga psicoativa, depressora do sistema nervoso central, desinibidora e euforizante.

ORIGEM DO NOME

É de origem árabe, indicando inicialmente as substâncias voláteis em geral  AL - KOHOL.

DOSE LETAL

Criança - 3g de álcool por Kg de peso corporal  

Jovem - 5 a 8g de álcool por Kg de peso corporal.  

Adulto - 100 a 200g de álcool por peso corporal  

Adulto - 100 a 200g de álcool puro 90%

EFEITOS NO ORGANISMO  

Digestivos – gastrite, vômitos fáceis, hemorragia gástrica ou intestinal.

Hepáticos - hepatite alcoólica, fígado gorduroso, icterícia (cor amarelada da pele) e cirrose hepática.  

Respiratórios - laringe, bronquite, enfisema pulmonar (crônico) e dispnéia (falta de ar) ao falar ou subir escadas.  

Cardíacos - miocardiopatia alcoólica (doença do miocárdio) com alterações circulatórias sob os efeitos tóxicos etílicos; o álcool aumenta o trabalho cardíaco: é um vaso dilatador periférico e provoca taquicardia (aumento dos batimentos cardíacos). O álcool não é um cardiotônico e dilatador coronário, não sendo "bom para o coração" nem “evitando até enfarto do miocárdio", como os usuários do álcool pensam.  

Neurológicos - lesão etílica cerebral (desmielinização do corpo caloso e substância branca do encéfalo), Déficit da coordenação motora, delírios, confusão mental, neurites periféricas, miopatias (doenças dos músculos), demência progressiva. 

Gerais - anorexia (falta de apetite), hipoglicemia (diminuição da glicose sangüínea), anemias, carências (alimentares), pancreatite (inflamação do pâncreas).

  Anfetaminas

DEFINIÇÃO

São substâncias sintéticas, que excitam o sistema nervoso central, isto é, fazem o cérebro funcionar mais depressa. Vulgarmente são conhecidas como "bolinhas" ou "boletas". Foram muito utilizadas na Segunda Guerra Mundial, para fazer os soldados permanecerem mais tempo guerreando. Normalmente, as anfetaminas são utilizadas sem controle na busca por energia física e melhor rendimento nos esportes, em processos bruscos de emagrecimento e no combate às prostrações alcoólicas. Além disso, são procuradas para a obtenção de euforia, para a resistência à fadiga ou ao sono, e como simuladoras do estado de morbidez.

EFEITOS NO ORGANISMO

As anfetaminas tiram o sono e o apetite, dando ao viciado um estado de constante vigília e desnutrição, além da sensação de ansiedade para a busca de nova dose. Estabelece-se desta forma um círculo vicioso. Com o passar do tempo, o anfetaminodependente passa a ter a sensação de perseguição do tipo paranóico, na qual o usuário julga-se seguido, sensação esta acompanhada do medo e de grande exaustão. 

CARACTERÍSTICAS GERAIS

A dependência geralmente se inicia por via oral, passando depois para a via venosa. Os comprimidos mais usados são os moderadores de apetite, tais como Abulemin Ap, Hipofagin, Abulempax, Fanitil, Moderex e Dexamil. 

  CocaínaNA

DEFINIÇÃO

A cocaína é um alcalóide, extraído das folhas de uma planta que existe exclusivamente na América do Sul, a Erithroxlou Coca L, conhecida como Coca. No Brasil, é conhecida como "EPADÚ" (nome dado pelos índios brasileiros). Seu nome "Coca" é derivado do Inca Cuca, ou do Ayamaran KHOKA, que significa árvores. É um arbusto que atinge até cinco metros de altura. Após um ano e meio começa a produzir, e pode continuar economicamente ativo por trinta anos. 

AÇÃO

É um estimulante do Sistema Nervoso Central, isto é, sua atuação é no cérebro e na medula espinhal, exatamente nos órgãos que comandam os pensamentos e ações das pessoas.

FORMAS DE USO 

Aspirada: quando o sal cloridrato de cocaína é inalado. 

Injetada: quando o sal é dissolvido em água e injetado por via endovenosa (na veia). 

Fumada: crack.

C: sob forma de chá, pouca cocaína é extraída das folhas, sendo baixa a quantidade absorvida pelos intestinos. Este chá é utilizado em países como Bolívia e Peru, liberado pelas autoridades governamentais. Há traços de cocaína na urina de quem usou o chá.

Mascada: esta forma é mais usual entre os índios, que mascam a folha para inibir o apetite, aliviar as tensões ou para suportar caminhadas extensas.

SINTOMAS E SINAIS DE USO 

Perda do apetite, perda do sono, ativação, excitação, diminuição da fadiga, excessiva vivacidade, euforia, eloqüência. 

Dilatação das pupilas (midríase), taquicardia, dores de cabeça, náusea, vômitos, congestão facial, aumento da temperatura corporal (hipertermia), perda de peso, corrimento nasal crônico (rinorréia) e atrofia do septo nasal. 

SINTOMAS E SINAIS DO SUPER USO (DOSE EXCESSIVA) 

Reflexos exacerbados (hiperflexia), tremores, vômitos persistentes, delírios e ilusões paranóides, convulsões (ataques), parada cardíaca e respiratórias, MORTE. 

O crack debilita fisicamente, podendo causar a morte em pouco tempo.

SINTOMAS PSIQUIÁTRICOS 

Sintomas secundários ao uso de doses elevadas de cocaína: ilusões, desconfiança, paranóia, comportamento compulsivo. Ansiedade, depressão crônica, diminuição da capacidade cognitiva com deficiência de concentração, diminuição da memória, perda do interesse pelo mundo, idéias suicidas. 

EFEITOS DA ABSTINÊNCIA

As manifestações físicas provocadas pela falta da cocaína são náuseas, vômitos, sensibilidade à luz, elevação da pressão sangüínea e da temperatura, dores em todo o corpo, insônia, crises de choro, tremores e diarréia. A dependência física é tão grande que o corpo passa a necessitar da droga para o seu funcionamento celular normal.

  Crack

DEFINIÇÃO

É extraída da lavagem dos sais de cocaína, deixando pedras conhecidas como freebase, a mais perigosa forma de coca. Tendo em vista que é pouco solúvel em água, seu uso é feito através da volatilização, quando aquecida, sendo portanto fumada em cachimbos. 

FASES DO CRACK 

O crack em estado gasoso chega imediatamente aos alvéolos pulmonares (próximo da circulação sangüínea). A absorção pulmonar é 200 vezes maior e mais perigosa que a absorção via nasal (inalada). Via alvéolos, o crack entra na circulação e começa a atuar nos órgãos mais irrigados do corpo, especialmente o cérebro. Uma vez no sistema nervoso central, age diretamente nos neurônios. São eles que, diante de uma mensagem elétrica, liberam os neurotransmissores químicos que atravessam os hiatos ou sinapses entre os nervos, mandando a mensagem para frente. O crack bloqueia a recaptura do neurotransmissor dopamina (de efeito estimulante). Essa substância fica mais tempo na região de comunicação entre dois neurônios e estimula o outro neurônio da rede. Resultado: hiperestimulação da atividade motora, sensação de bem-estar, euforia. Conseqüência: aumento da pressão arterial e da freqüência dos batimentos cardíacos, risco de enfarte e derrame cerebral. Em overdoses, os efeitos podem se prolongar levando ao coma. Nesses casos, há possibilidades de lesão dos neurônios. O crack é metabolizado no fígado. Os produtos da metabolização são eliminados pelos rins através da urina. 

OBSERVAÇÕES GERAIS 

A cocaína (crack) chega ao cérebro em apenas 15 segundos. O ápice de ação é alcançado em 30 segundos. Os efeitos de onipotência, euforia e sensação de bem-estar duram em média 5 minutos. Em seguida, ocorre um declínio no ápice desta sensação e a tendência é a depressão, a fadiga e o mal-estar. Normalmente, os dependentes químicos do crack ficam horas seguidas em buscas de novos ápices. São surpreendentes e imensuráveis os danos físicos, mentais e sociais ocasionados pelo crack. As alucinações cocaínicas são terríveis. Com o uso constante, o dependente químico pode ouvir zumbidos de inseto, queixar-se de desagradável cheiro de carrapato, sentir pequenos animais imaginários, como vermes e piolhos, rastejando-se embaixo da sua pele e coceiras e comichões que quase o levam à loucura. Nos casos agudos de intoxicações, pode haver perfuração do septo nasal, quando a droga é aspirada ou friccionada nas narinas, e perda da dentição quando friccionada na gengiva.

EFEITOS DA ABSTINÊNCIA

As manifestações físicas provocadas pela falta do crack são náuseas, vômitos, pupilas dilatadas, sensibilidade à luz, elevação da pressão sangüínea e da temperatura, dores em todo o corpo, insônia, crises de choro, tremores e diarréia. A dependência física é tão grande que o corpo passa a necessitar da droga para o seu funcionamento celular normal.

  Tabaco

INTRODUÇÃO 

O tabaco é uma planta da família das solanáceas. Existem algumas espécies de tabaco que são apenas ornamentais. O vegetal recebeu o nome de NICOTIANA TABACUM em homenagem a Jean Nicot, embaixador francês em Portugal por volta de 1600. Nicot acreditava que a planta tinha poderes medicinais e estimulou seu cultivo. É uma planta de mais de 2 metros de altura; suas folhas chegam a medir 70 centímetros; as folhas amareladas, vermelhas ou brancas agrupam-se formando cachos. Atualmente, o tabaco é cultivado em quase todos os países, embora os maiores produtores sejam Cuba, Brasil, Java, Estados Unidos, Turquia e alguns países asiáticos. 

ORIGEM DO NOME

Fumo, do latim "fumus", denomina-se também tabaco, porque quando Cristóvão Colombo aportou na Ilha de São Salvador, os índios da ilha, com o intuito de oferecer as boas graças aos visitantes, deram-lhe presentes, entre eles algumas folhas secas. Os primeiros exploradores ficaram pasmos ao descobrir índios colocando na boca pequenos rolos acesos daquelas folhas. Alguns índios usavam cachimbos, denominados por eles de tabaco, para queimar as folhas. O fumo era utilizado pelos índios durantes seus ritos religiosos e práticas de magia para afastar os maus espíritos. No século XVI, o tabaco foi introduzido na Inglaterra, através dos navios britânicos que levavam índios americanos e suprimentos. A tripulação de Fernão de Magalhães, navegador português, fumou tabaco e espalhou suas sementes nas Filipinas e em outros portos de apoio. Os holandeses trouxeram tabaco para a África do Sul. Os portugueses levaram tabaco para a Polinésia. No final do século XVI, sob o reinado de Jaime I, foi proibido o uso do tabaco, que foi tachado de insalubre e imoral. Tentativas de restringir a distribuição apenas elevaram o preço do tabaco, fazendo com que seu peso valesse em prata. Na Turquia, Murad, o governante por volta de 1623 até 1640, furava o nariz dos fumantes com um cano de cachimbo. Os usuários que repetiam o ato eram condenados à morte. O Czar Michek Romanov exilava os fumantes para a Sibéria. Apesar de todas as punições, no entanto, nenhum governante foi capaz de impedir a penetração do tabaco na sua sociedade. 

CONSTITUIÇÃO

Do gênero Nicotiana, de plantas herbáceas, da família das Solonáceas, as espécies mais cultivadas são a Nicotina Tabacum e a Nicotina Rústica. As folhas de tabaco contêm 3,6% de protídeos, 4,5% de lipídios e cerca de 20% de cinzas. No que se refere à nicotina , alcalóide complexo, situa-se na média de 2%. Na combustão, uma parte desse agente tóxico queima-se e a outra parte é destilada e absorvida pelo fumante. São inúmeros os componentes do fumo, mas os mais citados são: nicotina, alcatrão, colidina, monóxido de carbono, ácido cianídrico, fenol, furturol, cresol, acroleína, piridina, lutidina, arsênico, sais amoniacais, dióxido de carbono, nitrogênio, butanona, hidrocarbonetos aromáticos saturados e não saturados e cancerígenos.

EFEITOS NO ORGANISMO

Liberação de adrenalina através das glândulas supra-renais

Taquicardia (aumento dos batimentos cardíacos) 

Contração das artérias 

Hipertensão arterial (aumento da pressão arterial) 

Sobrecarga do coração. 

Forte excitação do S.N.C. (Sistema Nervoso Central)

Diminuição da tonicidade muscular

Diminuição dos reflexos profundos

Diminuição da absorção de insulina

Intoxicação aguda: náuseas, vertigens, salivação excessiva, vômitos, sudorese fria, palidez, tremores, fraqueza nas pernas, diarréia. Podem ocorrer convulsão e parada respiratória ou cardíaca, podendo levar à morte. Os sintomas mais comuns são: vertigens, diarréia, palpitações. 

Intoxicação crônica; 

Gerais: língua seca, saburrosa, faringite crônica irritativa. Laringite crônica (ronqueira - rouquidão).

Pulmonares: bronquite crônica, enfisema pulmonar. 

Gastrintestinais: gastrite, refluxo esofagiano, úlcera gástrica. 

Cardíacas: infarto do miocárdio, doenças coronarianas. 

Câncer: Na cavidade oral, lábios, faringe, esôfago, laringe, brônquios. O estado inflamatório crônico predispõe ao câncer dos brônquios, sendo 10 vezes mais freqüente nos fumantes do que nos não fumantes.

Na bexiga: A eliminação urinária do ácido nicotinúrico, 3-4 Benzopireno e outras substâncias cancerígenas favorecem o câncer da bexiga, rim e pâncreas.

  LSD 

DEFINIÇÃO

O LSD 25 é o Lysergic Saure Diethylamide, cujas iniciais deram origem ao seu nome popular (dietilamida do ácido lisérgico). Em abril de 1943, o pesquisador Albert Hoffman isolou esta substância, extraída do esporão do centeio. A primeira alucinação causada pelo LSD de que se tem história aconteceu com o próprio Hoffman, que durante suas pesquisas absorveu uma pequena porção da droga e fora tomado de grande agitação; mergulhou em um estado desagradável, com visões fantasiosas e terríveis, que duraram aproximadamente duas horas. 

CARACTERÍSTICAS GERAIS

O LSD é um psicotrópico da classe dos psicodisléticos, ou seja, aqueles que desestruturam a atividade mental influindo diretamente sobre o sistema nervoso central, provocando alucinações, delírios e percepção falsa da realidade, dependendo das características físicas e psíquicas do usuário. O LSD é inodoro, incolor e insípido, o que quer dizer que, se colocado em um líquido, a pessoa pode ingeri-lo até sem saber, mas sofrerá suas alucinações. E estas sensações, em muitos casos, vão assemelhar-se aos sintomas de diversas enfermidades mentais. Toda a produção de LSD atual é clandestina, e sua potencialidade é medida em microgramas; daí o fato de muitas pessoas morrerem ao ingerir uma dose, que é feita sem os cuidados laboratoriais necessários a tão potente alucinógeno.

EFEITOS NO ORGANISMO

Os efeitos da ingestão do LSD no organismo podem ser neurovegetativos, perturbações motoras, psico-sensoriais e psíquicas, gerando até um estado de pânico e desencadeando uma psicose do tipo esquizofrênico; quando o indivíduo for predisposto, pode levar ao suicídio. Esta substância pode ainda ocasionar perda da noção de tempo e espaço, alterações nos estímulos visuais, auditivos e táteis, dilatação das pupilas, rubor na face, hipertensão arterial, náuseas, vômitos e dores no corpo.

  Maconha

DEFINIÇÃO

Hashish, Marijuana, Bangh, Haxixe, Ganja Diamba e Maconha (nome dado aqui no Brasil) são sinônimos para esta droga. Seu nome científico é Cannabis Sativa. A maconha pode ser mascada, comida, fumada, aspirada sob forma de rapé ou engolida como se fosse pastilha. No Brasil, o emprego mais comum é sob a forma de pequenos e finos cigarros.

FARMACOLOGIA 

O THC (Tetrahidrocannibinol) é uma substância química fabricada a partir da própria maconha, sendo o principal responsável pelos efeitos da planta. As concentrações de THC da planta variam de acordo com o local em que foi 
plantada. A variação nos efeitos depende também da própria pessoa que fuma a planta. A dose de maconha que é insuficiente para um pode produzir efeito nítido em outro e até uma forte intoxicação num terceiro. 

METABOLISMO DA DROGA

Quando a maconha é fumada, 50% do THC são rapidamente absorvidos pela corrente sangüínea, produzindo efeitos clínicos que se iniciam dentro de 5 minutos e podem durar 2 horas ou mais, após uma simples e única tragada. Uma única dose de THC pode levar 30 dias para ser completamente eliminada do organismo. O uso freqüente permite que o THC se acumule no organismo. A eliminação (excreção) é lenta, sendo que a maior fração de THC aparece nas fezes.

MANIFESTAÇÕES FÍSICAS 

Taquicardia (aumento da freqüência dos batimentos cardíacos). Normal: 70 a 80/minuto; usuário: 120 a 140/minuto. 

Olhos avermelhados e congestos. 

Boca e gargantas secas. 

Hipertensão arterial. 

Aumento do apetite.

Bronquite.

Câncer de pulmão: o efeito cancerígeno da maconha é muito grande nos usuários da droga. A substância chamada Benzopireno é um agente cancerígeno.

Diminuição em até 60% da quantidade normal de testosterona (hormônio masculino).

Diminuição da quantidade de espermatozóides, o que pode muitas vezes ocasionar infertilidade ou dificuldade de gerar filhos.

Perda de memória. 

  Ópio

DEFINIÇÃO

Derivado do grego opus, que significa suco, ou da palavra árabe afyum , o ópio é a seiva coagulada da dormideira, uma planta da espécie "Papaver Somniferum L", mais conhecida como papoula. O látex leitoso da planta dormideira é um suco resinoso, coagulado, extraído por incisão feita na cápsula da planta depois da floração. O ópio tem odor típico e desagradável. Seu sabor é amargo e um pouco acre. Os principais alcalóides do ópio são a morfina, a dodeína, a tebaína, a papaverina, a narcotina e a narceína. Seu uso científico teve início a partir de 1680, graças ao médico inglês Thomas Sydenham e, posteriormente, a F. C. Adem, que descobriu a morfina, e a Robiquet, que descobriu a codeína. Dentre os derivados sintéticos encontramos a heroína, a dionina e a dilaudid.

AÇÃO DA DROGA

A ação do ópio sobre organismo pode apresenta-se de duas formas:

Alcalóides de ação deprimente: morfina (que causa influência no córtex cerebral) , codeína (que causa influência no sistema respiratório), papaverina, narcotina e narceína (ambas possuem efeitos antiespasmódicos e paralisantes das fibras musculares dos órgãos de musculatura involuntária).

Alcalóides de ação excitante: laudanosina e tebaína

EMPREGOS MEDICINAIS

Os empregos medicinais do ópio estão nos xaropes antitussígenos e antiespasmódicos e no elixir paregórico. Já a morfina é aplicada em caso de dores insuportáveis. Desta forma, pode-se concluir que a plantação de papoula, apesar de produzir uma substância viciante, não poderá ser banida pois seu uso medicinal ainda é grande. 

EFEITOS NO ORGANISMO

Falta de apetite e emagrecimento

Cor amarelada

Diminuição da resistência contra infecções

EFEITOS DA ABSTINÊNCIA

Diarréia, rinorréia, suores, tremores, câimbras, vômitos, inquietação e lacrimação

  Heroína

DEFINIÇÃO

A heroína (Diacetilmorfina) foi introduzida para fins medicinais, em 1898, após testes clínicos na Universidade de Berlim. Porém, foi sintetizada em 1974, pelo químico Dreser. Esse tóxico é obtido da síntese da morfina. Nesse processo químico são substituídos dois átomos de hidrogênio por dois núcleos de acetilo. Seu efeito é dez a vinte vezes mais potente que o da morfina, daí o nome Heroína - do alemão heroich, que significa potente, enérgico. Da mesma forma que os opiáceos, a heroína determina dependência física e psíquica, isto é, a sua retirada vai gerar a síndrome da abstinência. 

CARACTERÍSTICAS GERAIS

A droga é totalmente clandestina, não tendo nenhuma aplicação médica nos dias de hoje. É usada nas narinas através de aspiração ou fricção, por via intravenosa ou em fricções na gengiva. A droga provoca adição, ou seja, para obter os mesmos efeitos, o dependente químico vai necessitar de doses cada vez maiores em intervalos menores. 

EFEITOS DA ABSTINÊNCIA

As manifestações físicas provocadas pela falta da heroína são náuseas, vômitos, pupilas dilatadas, sensibilidade à luz, elevação da pressão sangüínea e da temperatura, dores em todo o corpo, insônia, crises de choro, tremores e diarréia. A dependência física é tão grande que o corpo passa a necessitar da droga para o seu funcionamento celular normal.

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