Espaço Publicitário


Cardiologia

   Fator de risco coronário
Vitor Luiz Ferreira Gomes, cardiologista

Apesar de completarmos 50 anos da primeira definição de fator de risco para a doença coronariana — através do Estudo de Framingham —, e também depois de toda evolução terapêutica e do fantástico crescimento tecnológico objetivando a preservação miocárdica, as taxas de mortalidade da doença coronariana pouco foram modificadas.

No entanto, é universal a aceitação de que podemos modificar a taxa de mortalidade desta doença se efetivamente minimizarmos a importância dos chamados fatores de risco na gênese ou no agravamento da enfermidade.

Tais fatores de risco podem ser divididos em:

Fatores modificáveis:

Obesidade: relação direta com a gênese da doença coronariana;
Estresse: funciona como fator desencadeante naqueles propensos à doença;
Sedentarismo: aumenta em 8 vezes o risco deste problema;
Tabagismo: causa diminuição do HDL-C, disfunção endotelial, aumento da freqüência cardíaca e pressão arterial, fatores estes de importância capital na gênese e/ou agravamento da doença coronariana;
Hipertensão arterial: aceita-se como definição que níveis pressóricos superiores a 140x90 mmHg estão relacionados ao aparecimento da enfermidade;
Diabetes: também é hoje reconhecido como fator de importância, semelhante ao colesterol, no surgimento da doença coronariana;
Dislipidemia: vários trabalhos mostram correlação entre níveis elevados de colesterol e risco de aparecimento da doença coronariana, risco este também demonstrado com níveis baixos de HDL-colesterol.

Fatores não modificáveis:

Sexo/idade: a doença coronariana é 3 vezes mais freqüente nos homens até 55 anos. Após esta idade, com a menopausa, as cifras entre as mulheres aumentam. Os percentuais se igualam após os 75 anos;
História familiar:
os parentes em 1º grau de pacientes coronarianos têm maior risco para desenvolver a doença.

Fatores algo modificáveis

Fibrinogênio: existe relação direta entre a diminuição do fibrinogênio (atividade física regular, abandono do tabagismo) e a redução do risco de doença coronariana;
Lp(a)/homocisteína:
não existem trabalhos comprobatórios de que o controle desses fatores diminua o risco de doença coronariana.

Conclusão:

Com o respaldo das publicações internacionais, concluímos que o controle dos fatores de risco citados leva indiscutivelmente à diminuição dos eventos isquêmicos, sejam eles coronários e/ou cerebrais. Isto nos permite deduzir que, com o tratamento global do paciente e o apoio da abordagem preventiva, podemos almejar menores taxas de mortalidade na doença arterial coronariana.

Consultoria

Índice Geral de Artigos

 

   

 

Webmaster

 

 
Guia de Hospitais
Guia Médico
Grupos de Ajuda Mútua
Central de Exames
 

 

 

Página Principal

Em caso de dúvidas ou sugestões,
entre em contato com nosso consultor:

Nome

Seu e-mail