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Não, pois existem também outras causas de dor ciática (reumáticas, metabólicas e ortopédicas); deve-se suspeitar de hérnia discal quando a dor é súbita, intensa e constante em pessoas até os quarenta anos (a partir daí os discos vão se calcificando e tendem a não mais se deslocar). No entanto, ela também pode ocorrer em idades avançadas.
Deve-se procurar não operar um paciente no primeiro episódio doloroso, por existir a "síndrome do disco flutuante" (o disco deslocado volta para o lugar); mas o que vai determinar a indicação de cirurgia é o resultado da ressonância magnética, e também a incapacidade de a pessoa conviver com aquela dor.
É essencial o repouso, se possível deitado por alguns dias, sem fazer qualquer esforço físico, ao lado de medicação antiinflamatória, analgésicos potentes e relaxante muscular (às vezes é necessário recorrer à cortisona injetável); acupuntura e fisioterapia podem ajudar numa etapa posterior, e a perda de peso previne a recidiva. Se com tudo isso a dor persistir com o mesmo padrão, cabe pensar em cirurgia.
De modo algum; a maioria das hérnias discais se localiza abaixo do final da espinha, portanto não há risco de paralisia ou de impotência; a incisão é pequena, a duração e o tempo de internação também (48-72 horas). A perda de sangue é desprezível, e o repouso domiciliar recomendado é de vinte dias, sem colete ou limitações de movimento.
O disco é retirado, porque quando ele se desloca perde a função de amortecedor; nada se coloca em seu lugar, porque um disco a menos temos 22 não compromete a estabilidade da coluna.
Antigamente, quase todos os casos de dor ciática eram tratados e operados como hérnia discal; com o advento da ressonância magnética, os diagnósticos ficaram mais precisos, e a seleção de pacientes a operar ficou mais criteriosa. Por isso, hoje estima-se que 80% dos casos levados à sala de cirurgia alcancem bons resultados.
Cada vez menos ortopedistas operam hérnias discais; com o advento da microcirurgia, a fase óssea desta operação tornou-se mínima, exigindo mais habilidade específica no manuseio das estruturas nervosas da coluna.
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