![]() |
![]() |
|||||||||||||||||||||||||||||
|
|
||||||||||||||||||||||||||||||
|
Recursos Humanos
A insatisfação e o ambiente de trabalho ruim geram como conseqüência uma série de problemas; um deles é o estresse, que surge, entre outros fatores, em decorrência das pressões no trabalho em que o grau ocupacional é elevado, o poder de decisão é baixo e o colaborador não tem a percepção da importância do seu trabalho. Se a empresa não muda esse cenário e não se preocupa com a saúde e a qualidade de vida de seus colaboradores, gradativamente há uma queda de produtividade, um aumento do estresse, e grandes gastos com planos de assistência, assim como aumento de acidentes de trabalho, absenteísmo, rotatividade e, por fim, o comprometimento da imagem organizacional. As empresas que fidelizam seus clientes internos (colaboradores), investindo também em programas de qualidade de vida, ganham destaque e se diferenciam no mercado. Destacamos as empresas prestadoras de serviços de saúde como as que mais devem se preocupar com estas questões, pois os seus colaboradores, mais do que quaisquer outros, precisam estar saudáveis e satisfeitos com as suas atividades, uma vez que cuidam dos doentes e de suas doenças. Portanto, as empresas precisam cuidar dos cuidadores dos doentes. Porém, o que percebemos é um cenário diferente:
É quase impossível cuidar/assistir bem se não estamos saudáveis. Uma das conseqüências negativas relacionadas à baixa qualidade de vida no trabalho, que afeta o indivíduo de forma particular, é o estresse. O estresse é uma condição que afeta as emoções, os processos de pensamentos, as condições físicas de uma pessoa. Segundo Hans Seyle (endocrinologista radicado no Canadá, estudioso do tema), estresse é um conjunto de reações que um organismo desenvolve ao ser submetido a uma situação que exige esforço para a adaptação. O ser humano é capaz de adaptar-se ao meio ambiente disponível, mas esta adaptação não ocorre impunemente. Seyle também cita que as doenças de adaptação são conseqüência do excesso de hostilidade ou excesso de reações de submissão. Algumas doenças de esforço de adaptação são citadas como exemplo: úlceras digestivas, aumento de pressão arterial, crises hemorroidárias, afecções dermatológicas, alérgicas e outras. Várias das doenças hoje estudadas pela medicina do trabalho têm íntima correlação com o estresse. O desgaste a que as pessoas são submetidas nos ambientes e nas relações com o trabalho é fator dos mais significativos na determinação de doenças. Também podemos observar na empresa as respostas psicossomáticas, que são mecanismo defensivo, nas quais o indivíduo transforma um problema psicológico num problema fisiológico; estas também são reações adaptativas às ansiedades experimentadas no trabalho. Eis alguns exemplos de sintomas típicos do estresse:
E causas típicas de tensão no emprego:
É importante destacar que um dos sintomas de estresse é o excesso de fumo, além de depressão, muito freqüente nos profissionais de saúde, os que "cuidam dos doentes". Nos diversos programas de qualidade de vida que existem nas empresas (muito pouco freqüentes nas empresas de saúde), percebemos que programas de combate ao tabagismo pouco se preocupam com a compreensão mais profunda do indivíduo no que diz respeito a entender porque fuma. A pessoa fuma porque vive em ritmo de ansiedade extrema, e a nicotina é uma das drogas que alivia esta ansiedade, além de ter também efeitos estimulantes. Se a pessoa está trabalhando com prazer num bom ambiente empresarial, a nicotina vai ficando cada vez menos necessária. Em relação à depressão, esta é muito freqüentemente acompanhada de síndrome de pânico. O estresse e o ambiente competitivo, com muita pressão, são importantes fatores desencadeadores de crises de pânico. Enfim, os critérios de saúde nas empresas sofrem influências das práticas administrativas e do modo de conceber as pessoas para o trabalho organizado. A saúde física ou mental não foi incorporada no contexto dos pressupostos das escolas de administração tradicional. Este aspecto é tratado apenas através de referências ergonômicas das condições de segurança do trabalho, com os procedimentos da análise de acidentes e de doenças ocupacionais, apenas de ordem física tratamento que é praticado em função de determinação legal ou de queda de rendimento de trabalho. A empresa tem de ser um bom ambiente de trabalho, e os colaboradores precisam estar comprometidos com o negócio. Qualidade de vida é trabalhar onde se quer, onde se sinta bem, com transparência nas relações internas. As empresas que conseguem trazer qualidade de vida para seus colaboradores contam com pessoas comprometidas, produtivas e parceiras no negócio da empresa. Os resultados esperados de um Programa de Qualidade de Vida são tendências evolutivas de indicadores tais como:
Um programa de qualidade de vida, quando implantado, deve atingir os seguintes objetivos:
|
||||||||||||||||||||||||||||||
|
|
|||||||||||||||||||||||||||||
|
|
||||||||||||||||||||||||||||||