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Todas as tendências indicam que empresas com um modelo de gestão tradicional não sobreviverão ao limiar do novo milênio. Líderes, empresas e instituições que orientam as suas ações e decisões pela mentalidade tradicional serão cartas fora do baralho. O modelo mecanicista de gestão vigente era até então, por definição, lento e reativo. Ele respondia às necessidades de décadas de estabilidade e de crescimento contínuo, no qual o futuro era mais ou menos previsível. Erros e acertos são o que mais tem acontecido no mundo das empresas que passaram e passam por mudanças. Acreditando que as mudanças organizacionais só ocorrem se as pessoas mudarem a maneira de encarar as situações e, conseqüentemente, mudarem suas atitudes, aqui registramos os erros mais comuns observados em ambientes empresariais em transformação, e indicamos algumas regras que podem ser aplicadas às situações mais comuns, quando o estresse da mudança parece que nunca irá acabar. O primeiro erro é tentar controlar o incontrolável. Algumas vezes, as mudanças às quais reagimos vêm a nós exatamente para nos ensinar a aceitar o que não podemos mudar. Não vale a pena colocar energia naquilo que não podemos modificar! Um outro erro diz respeito a esperar que os outros reduzam o seu estresse. Não conte com ninguém para aliviar o seu estresse; coloque-se numa posição de administrador de sua própria tensão. É erro, ainda, resistir a não mudar ou fazer de conta que nada está acontecendo. A organização está mudando para sobreviver e prosperar. Ao invés de bater a sua cabeça contra a parede da dura realidade, invista a sua energia em rápidos ajustes. Mova-se quando a organização mudar. Agir como uma vítima também é um erro; aceite o fato consumado e continue andando, não estacione. Não ceda ao sedutor impulso de sentir pena de si próprio, ao menos por um longo período de tempo. Agir como vítima ameaça o seu futuro. Tentar jogar um novo jogo com velhas regras também é considerado um equívoco quando o assunto é mudança nas empresas. Estude a situação atentamente; faça uma imagem de como o jogo mudou, visualize o tabuleiro e todas as suas peças. Decida quais aspectos do seu trabalho você deverá focalizar para elevar sua efetividade ao máximo. Um sexto erro diz respeito a projetar um baixo grau de estresse no trabalho durante a mudança. Não caia na armadilha de crer que há alguém querendo "aprontar" para você. É o próprio processo que é desgastante. Esteja ciente de que é preciso muita paciência e aceitação. É um erro, ainda, ter a expectativa de que, num curto prazo, o bônus da mudança superará as perdas. Lembre-se de que para cada mudança consumada há uma curva de aprendizado. O tempo pode ser um grande amigo ou inimigo; cabe a você decidir como trabalhar na transição. Além disso, ser um arauto da mensagem de que as mudanças trarão o pior também deve ser evitado. Isto porque não é a mudança que causa danos, é a resistência a ela. Pense nisso, reflita sobre todas as mudanças que você já vivenciou e tire suas próprias conclusões. Mas o pior erro é seguir à risca todas as regras de sobrevivência listadas acima. Não pense que, se você seguir essas regras, estará pronto para enfrentar os processos de mudanças; isto não acontecerá. Não pense que quem escreveu isso o fez de um único fôlego, isto não é verdade. Isso é produto do processo número um, isto é, os erros. Se descobrirmos a fórmula de lidarmos com as mudanças, tão certas em nossas vidas, perderemos algumas das razões de viver: a aventura, a descoberta, o inusitado, a inovação, as surpresas, mesmo com todas as outras conseqüências que algumas mudanças por certo trazem (nem sempre muito boas).
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