Guia
para o cuidado do paciente com câncer
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Postura e atitude do cuidador |
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Como deve agir o cuidador |
Proporcionar
o cuidado domiciliar implica solucionar problemas. Esta é uma contingência
da vida, mas, na situação da doença, você e o paciente irão enfrentar
problemas novos, e para isso necessitam de certa orientação especializada.
Este é o objetivo do HOSPITALGERAL.com no presente guia; busque
em cada tópico das diversas seções pistas para solucionar suas dúvidas.
No entanto,
você e o assistido devem estar conscientes de que somente vocês poderão
solucionar os problemas que sobrevenham. Vocês são responsáveis por decidir
o que fazer, pelos resultados e pela avaliação de acordo com os planos.
Além disso, devem perceber que adaptações são necessárias, e como agir
a cada nova situação. Ao usar este guia, o cuidador e o assistido não
se limitam a seguir instruções, mas mantêm-se como pessoas que têm capacidade
de decidir e agir.
Os pontos
a seguir objetivam orientá-lo para atuar da melhor forma possível como
cuidador domiciliar, atendendo bem ao paciente e não descuidando de si
próprio.
Trabalho
em equipe
O bom cuidador
teve ter em mente que:
é mais um membro da equipe, não o único responsável pelos cuidados:
trabalha em conjunto com o assistido, com os outros familiares e amigos
e com os profissionais de saúde;
a pessoa com câncer é o centro da equipe: o êxito dos procedimentos
requer a participação ativa do assistido, e principalmente seu consentimento.
Além disso, o paciente tem o direito de participar de seus próprios
cuidados e deve tomar parte em todas as decisões relativas aos problemas
que o afetam.
os profissionais de saúde também são membros-chave da equipe: são uma
fonte valiosa de informação e conselho também sobre os problemas não
relacionados à área médica. Além disso, ao seguir este guia, saiba que
está agindo adequadamente, pois as orientações foram preparadas por
profissionais especializados.
os familiares e amigos são, da mesma forma, peças muito importantes:
além de ajudar de forma prática, eles dão ânimo e apoio emocional, e
podem compartilhar as experiências e conhecimentos ganhos em vivências
anteriores.
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Atitude
positiva em relação ao cuidado domiciliar |
Você deve
a princípio ver o aspecto positivo do cuidado domiciliar. Por exemplo,
alguns cuidadores encaram seu trabalho como uma ajuda e um ato de amor
para com a pessoa que amam e com quem se preocupam. Outros o vêem numa
perspectiva espiritual, como uma missão destinada por Deus. Há ainda os
que o consideram uma experiência enriquecedora, ou um desafio em que devem
fazer o melhor possível. E outros concebem a assistência como uma forma
de agradecimento pelo amor e a atenção que receberam daquela pessoa querida.
O ato de
cuidar de um parente ou amigo enfermo também pode trazer benefícios importantes,
como o sentimento de satisfação e o aumento da confiança. As famílias
que optam por proporcionar os cuidados em casa se sentem mais unidas entre
si e com o paciente. Você pode também encontrar novos amigos naquelas
pessoas que o auxiliam, e que já atravessaram experiências semelhantes.
Com isso, descobrirá forças internas que não supunha ter. A enfermidade
muitas vezes abre as portas para novas relações e amizades verdadeiras,
a partir do contato com participantes de grupos de apoio e voluntários,
e com familiares e amigos que haviam se afastado.
O
cuidado consigo mesmo
Ajudar a
alguém submetido aos tratamentos contra o câncer pode ser difícil e estressante.
Por isso, quanto mais atenção você der à sua própria necessidade de descanso,
de alimentação adequada, diversão e relaxamento, mais condições terá de
ajudar efetivamente a pessoa com câncer. Utilize para si mesmo as idéias
das seções relativas a problemas emocionais e sociais, para ser capaz
de fazer o melhor possível pelo paciente.

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Quando procurar ajuda profissional |
Procure ajuda
do médico, de assistentes sociais ou de membros de entidades religiosas
em alguma destas circunstâncias:
Ansiedade ou depressão fortes: é preciso identificar os sintomas que
indicam necessidade de ajuda médica. Este tema será posteriormente
tratado com detalhes na seção Depressão.
Dificuldades de comunicação
com o paciente: o estresse causado pela doença, nos níveis físico, psicológico,
financeiro e emocional, pode colocar barreiras na comunicação entre
você e o paciente. Se o grau de tensão chegou a um ponto tal em que
não é possível conversar abertamente sobre pontos importantes, deve-se
buscar a intervenção de um terapeuta, religioso ou assistente social.
Problemas de relacionamento: quando aqueles encarregados da assistência
sofreram alguma espécie de abuso verbal, físico ou sexual por parte
da pessoa assistida, ou quando o álcool ou as drogas tenham afetado
suas relações, é provável que o cuidador tenha sérios problemas para
proporcionar os cuidados. Há às vezes sentimentos hostis muito enraizados,
geralmente acumulados durante anos. Esta situação delicada requer orientação
profissional desde o início.

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O que se deve fazer para ser um cuidador eficiente |
Comunicar-se eficientemente
com a pessoa que tem câncer
Isto é sem
dúvida o mais importante, e ao mesmo tempo pode constituir-se em um grande
desafio. A pessoa assistida tem que lidar com os efeitos físicos da doença,
dos tratamentos, e com as dificuldades psicológicas e sociais de viver
com câncer. No entanto, seu trabalho de cuidador consiste em envolver
a pessoa na tomada de decisões e ajudá-la a conduzir seus planos tanto
quanto possa.
Ajude o paciente a enfrentar emocionalmente o diagnóstico e a levar
uma vida o mais normal possível: algumas pessoas lidam com o câncer
tentando aparentar que não o têm. Isto pode ser bom se as ajuda a viver
de maneira agradável. Pode ser no entanto prejudicial, se tomarem atitudes
que piorem seu estado de saúde, como não fazer os tratamentos prescritos
ou praticar atividades físicas contra-indicadas. Apóie os esforços do
paciente para levar uma vida normal. Porém, se ele estiver tentando
ignorar a doença, precisa ter muito claro o que realmente está acontecendo.
Aqui é quando a objetividade do cuidador é importante, para assegurar
que tal atitude de fato beneficia o paciente e não lhe traz nenhum prejuízo.
Procure criar na casa um clima de apoio, adequado à partilha de sentimentos:
encontre o momento apropriado para tratar de assuntos delicados, e evite
fazê-lo durante uma crise ou discussão familiar. Procure lembrar-se
dos momentos em que a família costuma conversar assuntos importantes
- a hora das refeições, por exemplo. Tente então manter tais hábitos
para discutir os problemas relativos à doença. Esteja disponível. Uma
das mensagens mais importantes que você comunicar à pessoa com câncer
é: "se quer discutir este assunto difícil, estou disposto a fazê-lo."
Porém, deixe que a própria pessoa escolha o melhor momento para conversar.
Reserve ao assistido a escolha de quais sentimentos compartilhar, quando,
como e com quem fazê-lo; desta forma, você lhe possibilitará ter o controle
sobre uma parte da própria vida, em um período em que muitos assuntos
e decisões estão fora de seu alcance.
Tenha claro que os homens e as mulheres se comunicam de maneiras diferentes,
e leve em conta essas diferenças: de maneira geral, as mulheres expressam
seus sentimentos mais abertamente que os homens. Se você é uma pessoa
do sexo masculino e cuida de uma mulher, procure compreender que às
vezes ela quer apenas alguém que ouça seu desabafo, e não um "conselheiro".
Já no caso de você ser mulher e cuidar de um homem, entenda que ele
pode expressar os sentimentos de forma diferente de você. Dê atenção
especial quando ele falar de coisas importantes para si.
Seja realista e flexível com as necessidades de comunicação do paciente:
o paciente com câncer pode querer e precisar partilhar seus sentimentos,
mas não necessariamente com uma única pessoa. Deixe-o livre para falar
o que quiser com quem quiser. Afinal, é também uma questão de personalidade,
que não irá se modificar da noite para o dia.
Lembre-se
de que vocês não precisam estar sempre de acordo. Afinal, está é uma contingência
natural da vida - duas pessoas podem divergir em certas questões. Se o
paciente é seu marido ou sua esposa, pense em situações que vocês já viveram,
quando um sentia-se pronto para dar um passo — por exemplo, começar uma
família — e o outro não. Portanto, não há respostas simples para todas
as questões; procure encarar os problemas relacionados à doença como os
outros que vocês já enfrentaram, e não se frustre se não puder solucionar
todos.
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O que fazer
quando há discordância entre cuidador e paciente |
Exponha abertamente suas necessidades: não se acanhe de pedir-lhe algo
que facilitará sua vida como cuidador. Porém, tenha claro que a solução
do conflito nem sempre agrada a todos. Em algumas situações, você terá
que ceder, ao passo que o paciente o fará em outras.
Proponha experiências temporárias: se você quer ou precisa que o paciente
mude certo hábito (por exemplo, uma nova cama ou outro horário de um
medicamento), e se ele resiste, peça-lhe que o faça ao menos por um
tempo de experiência — uma semana, por exemplo — e depois avalie os
resultados. Isto evita que a pessoa se sinta incomodada ou pressionada.
Seja cuidadoso nas discussões: evite ser inflexível em determinados
pontos, apenas para ganhar uma discussão. Você pode poupar energias
dando pouca atenção a discussões sem importância, e assim manter seu
grau de influência e persuasão sobre o paciente.
Permita que o paciente tome todas as decisões possíveis: um bom exemplo
é quando os filhos que moram longe da pessoa com câncer querem voltar
para casa. Ainda que possam se sentir melhor, é provável que o próprio
paciente não o queira. Se ele tiver noção das conseqüências desta decisão
(que, morando sozinho, pode por exemplo não ter auxílio no caso de uma
queda), você, como cuidador, deve respeitar esta decisão e ajudar os
filhos a compreendê-la. Privar o paciente de tomar decisões pode fazê-lo
se sentir sem o controle sobre a própria vida, o que interfere no lidar
com outros aspectos desgastantes da doença.
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Atender às suas próprias necessidades e sentimentos |
Você precisa
estar em sua melhor condição emocional se quiser realizar bem seu trabalho
de ajuda. Portanto, preste atenção às suas próprias necessidades, assim
como às necessidades do assistido. Estabeleça limites para o que você
pode fazer, e reserve um tempo para cuidar de si próprio. E, principalmente,
peça ajuda antes que se sinta esgotado.
É natural
que se tenha sentimentos fortes e desconfortáveis quando se cuida de um
paciente com câncer. Veja a seguir sugestões de estratégias para lidar
com alguns destes sentimentos.
Transtorno
emocional
Tanto o
cuidador quanto a pessoa podem se sentir confusos e angustiados ao receberem
o diagnóstico do câncer, ou quando sabem que a doença não está respondendo
ao tratamento, ou que está progredindo. Estas são algumas atitudes tomadas
por outros cuidadores quando se depararam com tais situações:
Não tomar decisões quando estiver aborrecido: algumas vezes é preciso
tomar decisões imediatas, mas normalmente é possível esperar. Pergunte
ao profissional quanto tempo tem para "esfriar a cabeça" e decidir.
Solucionar os problemas com calma.
Falar dos problemas importantes com pessoas emocionalmente equilibradas:
principalmente se estão fora da situação, certas pessoas podem ajudá-lo
a aliviar a angústia e o desânimo. Um amigo, vizinho ou familiar podem
lhe proporcionar uma perspectiva mais serena da situação, assim como
colaborar com novas idéias para resolver os problemas que se apresentam.
Aborrecimento
Há muitas
razões para que você às vezes perca a paciência ao cuidar da pessoa enferma.
Por exemplo, ela pode ser exigente ou irritante em certas ocasiões. Alguns
cuidadores também se aborrecem porque sentem que a religião os abandonou.
É natural sentir-se irritado e chateado quando se vê a vida "virar pelo
avesso", como muitas vezes acontece no caso do câncer. Conscientize-se:
estes sentimentos são normais! Não há problema em sentir-se assim algumas
vezes; a questão é o que você faz com estes sentimentos. A melhor forma
de superá-los é reconhecê-los, aceitá-los e encontrar alguma forma de
expressá-los adequadamente. Do contrário, a raiva e a amargura podem atrapalhá-lo
em suas tarefas e em seu dia-a-dia.
Veja experiências
de outros cuidadores:
Tentar
ver a situação do ponto de vista de outra pessoa: procure
entender porque ela agiu de tal forma. Reconheça que, mesmo sob estresse,
alguns são melhores que outros para lidar com as situações de pressão
psicológica.
Expressar sua irritação antes que tome proporções incontroláveis:
se você deixar que os sentimentos negativos se acumulem, isso pode afetar
sua razão, e provavelmente influenciará as pessoas que estão à sua volta.
Encontrar formas próprias de expressar seu desconforto:
estas incluem coisas como bater em uma almofada, gritar em um quarto
fechado ou no carro, ou fazer algum exercício vigoroso. Algumas vezes
é proveitoso desabafar com alguém emocionalmente equilibrado, que não
venha a se ofender ou revidar.
Saia da situação por um tempo: trate de acalmar-se e
só volte quando puder enfrentar com sensatez aquilo que o aborreceu.
Fale com alguém sobre seus sentimentos: explicar a outro porque
se sente desta forma ajuda a entender sua reação e a analisá-la com
distanciamento.
Medo
É natural
que você sinta-se amedrontado quando uma pessoa que muito estima tem uma
enfermidade grave. Isto porque você não sabe o que está reservado para
ela ou para você, e então pode temer não conseguir administrar as conseqüências
da doença. Veja algumas sugestões de como agir:
Conhecer da melhor forma possível o que está acontecendo e o que pode
vir a se suceder: isto pode diminuir o medo do desconhecido e lhe dar
uma visão realista da situação, a fim de que se prepare para o futuro.
Pergunte a profissionais de saúde e a outros cuidadores se está exagerando
na previsão das conseqüências;
Consultar as seções Ansiedade e Depressão : as idéias e técnicas sugeridas
podem ser aproveitadas tanto por você quanto pelo paciente;
Fale com alguém sobre seus temores: explicar a uma pessoa compreensiva
porque se sente amedrontado costuma ajudar a refletir sobre tais sentimentos.
Além disso, o apoio de outro demonstra que você pode contar com a solidariedade
e o respeito dos amigos.
Melancolia
e sentimento de perda
Uma doença
grave, que traz perigo de vida, freqüentemente provoca sentimentos de
perda e tristeza. Pode-se sentir melancolia porque os planos do futuro
talvez não venham a se realizar, ou porque se sente saudade do estado
normal do paciente e das situações anteriores à doença. Para superar estes
sentimentos, procure auxílio em grupos de apoio, pois a troca de experiências
com outros que já viveram a mesma situação costuma ser gratificante. Além
disso, busque orientação sobre depressão, para evitar o estado depressivo.
Culpa
Muitos se
sentem culpados pelo câncer de uma pessoa querida, e isto por diversos
motivos: porque julgam ter feito algo que houvesse causado a doença, ou
por pensarem que deveriam ter reconhecido antes o câncer; por acharem
que poderiam cuidar melhor do paciente; porque se irritam ou chateiam
com ele; ou porque gozam de saúde, e a pessoa amada está doente. Algumas
pessoas já têm o "hábito" de se sentirem culpadas - acostumaram-se desde
pequenas a se culparem pelas situações desfavoráveis como forma de explicá-los.
Ainda que
os sentimentos de culpa sejam compreensíveis, de uma forma ou de outra
interferem na realização do trabalho a que o cuidador se propõe, pois
fazem-no pensar unicamente no que tenha possivelmente feito de errado.
Na verdade, os problemas têm muitas causas; suas atitudes são apenas uma
parte da razão de um problema. Portanto, para solucioná-lo é preciso reunir
e analisar objetivamente todas as causas, e a seguir desenvolver planos
de ação. Por exemplo, se você se irrita com o paciente, isso se deve tanto
a um comportamento seu quanto a algo que ele tenha feito. Para encontrar
o porquê deste sentimento, você deve conversar abertamente com ele para
descobrir em que ambos devem mudar, e não somente sentir-se culpado por
agir de tal forma.
Algumas formas
de minimizar os sentimentos de culpa são:
Manter contato com pessoas que tenham vivido a mesma experiência, e
perguntar-lhes como se sentiram: é mais fácil encarar uma situação objetivamente
quando a vemos ocorrer com outra pessoa. Isto pode lhe oferecer uma
análise mais distanciada de seus problemas.
Não querer ser perfeito: lembre-se de que é humano e, por isso, comete
erros.
Não dar importância excessiva às suas falhas: aceite os erros e supere-os
o melhor que puder.
Tenha em
mente: você pode ajudar muito mais quando está bem consigo mesmo. Se sentir-se
culpado o aborrece, isto pode interferir para o sucesso dos cuidados.

Pense o que
pode impedi-lo de realizar um bom trabalho como cuidador. Aqui apresentamos
alguns aspectos que têm sido obstáculos para alguns prestadores de cuidados.
"O assistido não quer falar de seus sentimentos". O paciente com câncer
é a melhor pessoa para julgar essa situação. O cuidador deve proporcionar
oportunidades de partilha dos sentimentos, mas quando o paciente decidir.
"O que fazer se a pessoa fala de coisas que não quero ouvir?" Ainda
que tal assunto o machuque ou magoe, leve em consideração o contexto
total de o que significa para a pessoa poder expressá-lo. Lembre-se
de que não precisa resolver nada; apenas escutar já ajuda.
"Ele não seguirá meu conselho". Se você se sente frustrado porque o
paciente não atende às suas sugestões, entenda que é importante para
ele manter certo controle da situação. Você com certeza sabe o que é
melhor para a pessoa, mas admita que seu papel é apoiá-la, e não tomar
decisões por ela. Se você tem uma personalidade forte ou é a pessoa
que sempre tomou decisões na casa, prepare-se para deixá-lo resolver
seus próprios problemas também.
"Estou tão preocupado e aborrecido com os problemas que não tenho tempo
para cuidar de mim mesmo". Esta é a razão mais freqüente de esgotamento
dos cuidadores. Você só poderá dar o melhor de si se reservar certo
tempo para fazer as coisas de que gosta e que o relaxam.
"Se eu não faço o que precisa ser feito, não há quem o faça". Sim, sempre
haverá quem o possa fazer. Ninguém é insubstituível. Você deve fazer
as coisas que realmente precisam ser feitas, e não as que você gostaria
que o fossem. Não há problema em deixar tarefas por fazer, como a arrumação
da casa, quando se tem outras responsabilidades.
"Sinto-me incomodado e constrangido em pedir ajuda a outras pessoas."
Há duas formas de contornar esta dificuldade. Você pode contar com ajuda
de parentes e amigos, que se ofereçam como voluntários, ou deixar que
outros peçam auxílio por você. Busque sugestões em Conseguindo o apoio
de familiares e amigos para tornar as visitas mais agradáveis e gratificantes.
Desta forma os amigos se sentirão dispostos a visitar outras vezes e
a ajudar.
"A pessoa a quem estou ajudando não quer que outros ajudem". Sugira
ao paciente que faça um período de experiência com o auxílio de outra
pessoa, profissional ou não; depois, vocês podem avaliar a experiência.
Além disso, explique-lhe que é você que precisa de ajuda, não ele.

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Executando e adaptando o planejamento
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Comece utilizando
as idéias deste guia agora. Não espere até se sentir desanimado. É mais
fácil começa a cultivar bons hábitos e atitudes no início, antes que os
problemas saiam de controle.
Tenha expectativas
realistas no que diz respeito a compartilhar sentimentos. A maioria das
pessoas não modifica seu estilo de comunicação rapidamente. Meça seu êxito
em pequenos passos.
A cada semana,
aproximadamente, reserve um tempo para pensar naquilo que está fazendo
como prestador de cuidados. Reveja o guia e pergunte a si mesmo o quanto
se identifica com a descrição de "cuidador" transcrita aqui.
Seja realista
em suas expectativas consigo mesmo. Não espere ser perfeito. O aprendizado
dos cuidados leva certo tempo. Se há determinadas tarefas que são especialmente
difíceis ou penosas para você, peça ajuda - ao médico, à enfermeira, à
assistente social ou a algum membro da família.
Também peça
ajuda se seu estado de ânimo estiver interferindo na sua capacidade de
realizar um bom trabalho. Caso apresente depressão profunda ou sintomas
de ansiedade, busque ajuda para si próprio, com um terapeuta ou psicanalista.
O importante
é ter em mente que você não é um profissional de saúde, e por isso tem
que se adaptar às novas circunstâncias. E, principalmente, que é um ser
humano, sensível e emocionalmente envolvido com a situação. Por isso,
seja paciente e compreensivo consigo mesmo, pois, inconscientemente, o
tratamento que damos a nós mesmos refletirá nas atitudes para com a pessoa
enferma e todos os que estão à nossa volta.

Problemas sexuais
Queda de cabelo
Ansiedade
Depressão
Conservando as experiências positivas
Conseguindo o apoio de familiares e amigos
Problemas para conseguir
orientação médica
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Consulte
em Assistência Domiciliar |

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