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Até não muito tempo atrás, a maioria das intervenções médicas se dava na casa do paciente. O hospital de emergência tal como o conhecemos hoje soma apenas um século de vida. No entanto, ao lado das inúmeras vantagens, resultantes dos avanços na ciência médica e do desenvolvimento tecnológico, a "institucionalização" do atendimento traz também o problema da desumanização e modifica profundamente a vida do paciente e de sua família, além de encarecer os serviços sanitários. Em 1974, o Dr. E. M. Bluestone, do Hospital Guido Montefiore, de Nova York, idealizou uma extensão do atendimento para a casa dos pacientes, nascendo assim o que se considera a primeira unidade de hospitalização em domicílio do mundo. Duas foram as motivações iniciais: descongestionar o atendimento no hospital e proporcionar aos pacientes e familiares uma atmosfera psicologicamente mais favorável. Desde então, as experiências deste tipo vêm se multiplicando na América do Norte e Europa. Nos anos 60, começaram a funcionar, no Canadá, serviços de hospitalização domiciliar direcionados à alta antecipada de pacientes cirúrgicos. A partir de 1987, agregam-se a estes outras experiências-piloto em três hospitais da área de Montreal, que atendem a casos agudos e dão atenção especial à ministração e controle de antibióticos parenterais em domicílio. Na Europa,
a primeira experiência formal aconteceu no Hospital Tenon, de Paris, em
1951. Posteriormente, criou-se nesta mesma cidade o Santé Service, uma
organização não-governamental sem fins lucrativos, que continua a prestar
assistência social e sanitária a pacientes crônicos e terminais.
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