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A partir de agora, o bebê cresce assustadoramente, dando uma pequena parada ao completar dois anos de idade. Até a entrada desta idade, o apetite do pimpolho será bem voraz. E para garantir que ele tenha todos os nutrientes necessários ao crescimento e à manutenção de seu organismo, é preciso seguir alguns princípios básicos: usar alimentos de todos os grupos na composição do cardápio, não ultrapassar a proporção adequada e variar ao máximo os alimentos. Um método de orientação para equilibrar a alimentação da criançada é fornecido pela pirâmide alimentar. Na base da pirâmide está o 1º grupo (pães e cereais), que são os carboidratos; logo acima está o 2º grupo (legumes e frutas), que são as vitaminas e os minerais; mais acima, o 3º grupo (carnes, leite e ovos), que são as proteínas; e, no topo da pirâmide, o 4º grupo, que são as gorduras e açúcares. A pirâmide mostra de forma clara a proporção dos alimentos a seram usados, observe: quanto maior a área que certo grupo de alimentos ocupa na pirâmide, maior quantidade deverá ser disponível na dieta.
Os carboidratos,
essenciais no processo de crescimento das crianças, são fornecedores da
energia que é utilizada pelo organismo. Base da alimentação infantil,são
encontrados nos cereais (arroz, milho, trigo e aveia), macarrão, cará,
inhame, mandioquinha (batata baronesa), mandioca (aipim ou macaxeira),
pães, batata, biscoitos, cereais matinais, amido de milho, milho e farinhas
de todos os tipos. As proteínas, que participam da multiplicação das células, são encontradas em todo tipo de carne, aves, peixes, vísceras, além do iogurte, queijo, salsicha, presunto e ovos. O feijão, a soja, a lentilha, o grão-de-bico, as favas, as nozes e as castanhas também são excelentes fontes de proteínas. As gorduras e açúcares devem ser usadas com moderação, mas sua total exclusão da dieta não é recomendada. São fontes de calorias e energia extras, mas por serem de fácil aceitação, e um caminho para o desenvolvimento da obesidade, devem ser oferecidos em quantidade certa e no momento adequado. Deve-se evitar gorduras saturadas: frituras, maionese, molhos cremosos. Dando preferência por óleos vegetais. E usar o açúcar no preparo de doces que contenham alimentos de outros grupos: bolos, doces de frutas, biscoitos e sorvetes caseiros; evitando os industrializados. Dos seis meses até o primeiro ano de vida a criança será alimentada com papas salgadas e sopas , mas durante o café da manhã ou no lanche da tarde a mãe poderá incluir bolos e biscoitos, além de frutas amassadas com farinhas. Lançar mão dos tradicionais mingaus da vovó e das sobremesas pode ser uma boa pedida para quebrar a rotina alimentar. Depois do primeiro ano, dependendo das restrições do pediatra, a criança poderá participar das refeições dos adultos.
A primeira dentição, denominada dentição de leite, consta de 20 dentes temporários, os quais devem estar todos presentes aos 36 meses. Aos 5 anos, começam a cair. Via de regra, a ordem de aparecimento é a seguinte:
O surgimento da dentição pode ocasionar reações físicas e emocionais na criança. Estas são classificadas como acidentes da dentição, e podem ser locais ou gerais. Os locais são os que se processam dentro da cavidade bucal. Entre eles destacam-se as inflamações das gengivas (gengivites); quando mais extensas, são chamadas estomatites às vezes, eritematosas (vermelhidão), e outras vezes mais graves, denominadas ulcerosas (feridas). A salivação abundante acompanha estes processos inflamatórios. Os acidentes gerais são aqueles que se processam fora da cavidade bucal, mas que têm como sua causa a erupção dentária. Variando de intensidade de um bebê para outro, salientam-se: a modificação do humor, inapetência, estados subfebris, sono agitado, e, em crianças nervosas, vômitos e diarréia. Neste período, é comum mãe e filho perderem noites de sono. Os diversos acidentes da dentição devem ser tratados com cuidado, a fim de que seja possível minimizar o sofrimento do pimpolho. Se necessário, o pediatra vai indicar um analgésico para evitar o mal-estar. A higiene é importantíssima nesta hora. Por isso, apartir do surgimento dos primeiros dentes deve ser feita limpeza com gaze ou fralda umidificada com água filtrada e fervida, deve-se esfregar delicadamente cada dentinho. Outra forma de limpeza dos dentes é feita com uma solução de 1 colher (chá) de água oxigenada volume 10 com 4 colheres (chá) de água filtrada. E a partir dos 2 anos, escove os dentes da criança (consulte Saúde Bucal para mais detalhes). As mamães gostam de administrar remédios com cálcio em sua fórmula, que, segundo os fabricantes, facilitam o aparecimento dos dentes e os fortificam. Entretanto, o uso empírico destes medicamentos de nada adianta. Se a alimentação da criança for correta, o cálcio do leite será mais do que suficiente. Portanto, para se ter dentes fortes e sadios é preciso apenas dar à criança alimentação balanceada e banhos de sol pela manhã ou no final da tarde. A exposição ao sol é benéfica à dentição, pois a fixação do cálcio se dá pelo contato com os raios solares.
Entre os
6 meses e os 2 anos, a criança já começa a mostrar agrado ou desagrado
para com determinados atos dos adultos ou situações que lhe são impostas.
Até os 12 meses, quando incomodada, elas irá expressar sua insatisfação
através de caretas e manhas. Depois, com as primeiras palavras, dirá
"não" ou "neném não quer".
A partir dos seis meses, a criança começa a ganhar espaço entre os adultos da casa não mais como um bebezinho que passa boa parte do tempo dormindo, mas sim como alguém que tem preferências, que gosta de ser chamado pelo nome e que adora estar presente nas refeições e reuniões de família. Neste período, quando as preferências por pessoas e objetos começam a ser expostas, é importante estimular a criança com jogos de esconde-esconde, montagem de cubos, associação de sons de animais e repetições do nome, fotos da família, brinquedos com rodas e objetos de diferentes cores e pesos. Aproveite para trocar a mamadeira pelo copo com alças e estimule a criança a alimentar-se sozinha. A independência é uma excelente conquista em qualquer idade. E como um ser independente, o ideal é que família passe a chamar o pimpolho pelo nome. A partir dos 11 meses, as frases curtas começam a ser formuladas, e normalmente as crianças dizem "o neném quer", quando o mais correto seria "Ana quer". O bebê sabe que é Ana e, aos 15 meses, poderá fazer a associação Ana/EU, passando a dizer então "eu quero". A nomeação dos familiares e objetos é importantíssima para que a criança possa entender o universo à sua volta e corresponder aos comandos. Esta fase também é caracterizada pela descoberta dos órgãos genitais. Os pais ou a pessoa que for cuidar do bebê devem observar se o interesse nestas partes é originário de algum prurido (coceira) ou se é pura descoberta. Se o caso for de puro prazer, os pais não devem aplicar violência, gritar ou bater para evitar este gesto. Acostumem-se. Existem fases na vida da criança que devem ser compreendidas pelos pais como parte do processo de desenvolvimento. Estas fases foram definidas por Sigmund Freud:
O melhor a fazer nesta hora é distrair a atenção da criança para brinquedos e outras brincadeiras. Dizer que é feio, sujo, ou referir-se aos órgãos genitais com desprezo pode gerar preconceitos no futuro. O controle da micção e das necessidades fisiológicas pode ser ensinado a partir de 1 ano e meio. Geralmente, os pediatras aconselham as mães a primeiramente retirar as fraldas durante o dia, mostrar o vaso sanitário ou pinico para a criança e pronunciar sílabas sugestivas como "pii..., chii...", a fim de que o bebê as relacione ao ato. Se isto for feito até os 24 meses, o neném já deverá ter aprendido a governar a micção diurna. Algumas dicas podem ser seguidas para facilitar a adaptação do bebê e da mamãe:
O sono neste período passa a ser mais tranqüilo. Dos 7 aos 10 meses, a criança ainda pode apresentar algumas alterações nos horários, acordando uma ou mais vezes durante a noite. O mais comum é o sono completo das 18 horas até às 6 horas, sem intervalo para mamadas ou trocas de fralda. É comum certas crianças condicionarem o adormecer ao contato de um objeto, travesseiro, fralda, boneco ou bichinho de estimação. Não convém tirar o objeto de sua preferência nesta hora. A dependência a qualquer estimulante do sono desaparece depois de alguns anos. Geralmente
toda criança entre 1 e 2 anos é mais social do que biológica. Ela aprende
mais e engorda menos. Os progressos psicomotores serão mais perceptíveis,
e a manifestação de formas de afeição, ciúme, simpatia e ansiedade também
poderão ser notados. Nesta fase, a criança gosta de audiência, platéia,
de ser festejada, aplaudida. É muito comum fazer manhas quando não tem
a atenção dos familiares. Para evitar que pequenas birras transformem-se
em situações desagradáveis quando a criança bate o pé e grita,
joga-se no chão ou revida uma repreensão dos pais com chutes e pontapés
o melhor é estipular os limites, mostrando que os direitos da criança
terminam quando ela começa a invadir o espaço dos adultos.
Até os 11 meses, a mãe poderá acompanhar o engatinhar da criança, e com isso evitar possíveis acidentes domésticos como choque elétrico e cortes nas mãos e joelhos. Depois, o interessante é que a mãe passe a mostrar e explicar à criança os possíveis perigos de uma visita à cozinha, ao banheiro e demais dependências onde haja objetos que possam despertar curiosidade e ocasionar acidentes. E se as mamães estão achando que depois é moleza, grande engano. As crianças crescem e os cuidados devem ser redobrados. Claro. Descobrir o mundo a partir do chão ou de gatinho é atraente, mas mais interessante é estar de pé, como um adulto, podendo correr em busca daquelas coisinhas tão engraçadinhas que a mamãe teima em guardar. E esta fase da curiosidade, associada ao controle do equilíbrio do corpo sobre as pernas vai facilitar as escapadas para uma aventura entre os objetos da casa. Portanto, fechar portas de armários, manter produtos inflamáveis e tóxicos fora do alcance, retirar o lixo da área de circulação da criança e colocar protetores nas tomadas são algumas das precauções que os pais devem tomar para evitar surpresas desagradáveis.
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