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De acordo com o Estatuto da Criança e do Adolescente, "considera-se criança, para os efeitos desta Lei, a pessoa até doze anos de idade incompletos, e adolescente aquela entre doze e dezoito anos de idade." Esta fase é caracterizada pelo desenvolvimento parcial de algumas partes do corpo que são fundamentais para uma gestação saudável. Por exemplo: neste momento a parte óssea da bacia não está totalmente formada, e a opção por uma cesariana, pouco recomendada pelos médicos, é muitas vezes a melhor medida para evitar riscos à mãe e ao filho. A incidência de complicações nas gestações de meninas adolescentes é maior do que nas gestantes com mais de 20 anos. Por isso, a gestação na adolescência também pode ser dita de alto risco. A imaturidade biológica da adolescente resulta em organismo não preparado para sustentar uma gravidez e, muito menos, prover um parto sem complicações. Dentre os riscos apresentados na gestação da adolescente podem-se citar a anemia, a doença hipertensiva específica da gravidez (toxemia), parto prematuro, desproporção céfalo-pélvica (o tamanho da cabeça do bebê é muito maior do que a pélvis da mãe), parto operatório (cesárea) e natimortalidade. A adolescência constitui um dos períodos de maiores necessidades nutricionais, a fim de prover o rápido crescimento e desenvolvimento corporal. A gestação impõe uma demanda nutricional ao organismo em desenvolvimento, levando a uma depleção (perda excessiva) das suas limitadas reservas de água e sais, o que pode ocasionar a desidratação. A incidência de desnutrição nestes casos se deve a hábitos alimentares pobres em vitaminas e à falta de conhecimento sobre a importância da nutricão na formação de fetos de baixo peso. Grávidas adolescentes são mais suscetíveis a trabalho de parto prolongado, incidência de hemorragia e infecção puerperal. O aspecto emocional também é um fator relevante que deve ser levado em consideração, uma vez que toda gravidez traz, por si só, alterações psicológicas. O período da adolescência é marcado por uma quebra com vínculos considerados infantis. Nesta fase, as adolescentes passam a descobrir as funções do corpo, principalmente a sexual e reprodutória, a partir do surgimento da menarca (menstruação). De acordo com especialistas, a primeira providência que os pais devem adotar após a menarca é consultar um ginecologista, para que a adolescente obtenha informações sobre a evolução da genitália, o sexo, métodos contraceptivos, fecundação, Aids e outras doenças sexualmente transmissíveis. Caso haja necessidade, a adolescente pode procurar também a ajuda de um psicólogo para entender as transformações físicas e emocionais.
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