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Ao falar em hipertensão arterial, dividimos a gravidez em duas fases: a fase inicial (até a 24ª semana), na qual temos a hipertensão prévia (isto é, já existente antes da gravidez); e uma fase final (após a 24ª semana), onde as causas são as doenças hipertensivas específicas da gravidez (toxemia). Na hipertensão prévia, as gestantes experimentam uma queda dos níveis tencionais no segundo trimestre, devido à baixa resistência da circulação placentária em paralelo com a circulação materna. Mulheres com hipertensão crônica moderada podem apresentar níveis normais de pressão nunca antes notados por volta da metade da gestação. O diagnóstico de hipertensão prévia (ou preexistente) é confirmado durante o exame pré-natal. Durante toda a gestação, o médico vai monitorar a futura mamãe, para evitar riscos como a pré-eclâmpsia e o crescimento fetal retardado. A avaliação da mãe inclui exames como fundoscopia, checagem da excreção renal, radiografia do tórax e eletrocardiograma. O bebê também será monitorado por exames como ultra-sonografia, cardiotocografia basal e amniocentese. A eclâmpsia, uma conseqüência drástica do quadro hipertensivo induzido pela gravidez, pode levar a gestante a ter convulsões e coma. É uma grande causa de morbidade e mortalidade fetal e materna. Por isso, é de extrema importância que a futura mamãe relate ao médico sintomas como dor abdominal, distúrbios visuais, cefaléia e tremores.
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