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A rotina da primeira semana do puerpério tem como palavra de ordem o DESCANSO. Afinal, tudo é muito novo para a mamãe, quer seja ou não de primeira viagem — isto porque o parto nas multíparas (mulheres que tiveram mais de um filho) acontece em ocasiões diferentes, e por isso o corpo responderá de maneiras distintas. As alterações corporais vão acompanhar a mãe durante um bom período. Os hormônios, que começam a agir imediatamente após o parto, podem fazer a mulher oscilar entre a depressão e a euforia.
Os seios inchados
em função da “descida do leite”, algum ligeiro corrimento vaginal,
cólicas abdominais (em função de o útero estar se contraindo) e
dores nas incisões que foram efetuadas, quer seja a episiotomia
de um parto normal ou a cicatrização maior de um parto cesariano,
podem gerar desconfortos.
O cardápio deve constar de alimentos ricos em proteínas, além de frutas, vegetais e laticínios. Evitar a superalimentação é imprescindível para as mães. Mesmo as mulheres que amamentam não necessitam de mais do que 2600 ou 2800 calorias/dia, apesar das opiniões contrárias. Se for necessário, o médico poderá indicar um suplemento vitamínico durante as duas primeiras semanas para as mulheres que não amamentam; para as outras, as vitaminas são ministradas durante todo o período de aleitamento. Evite os enlatados, os doces e comidas feitas com farinhas refinadas.
É essencial evitar a distensão da bexiga. Por isto, procure urinar bastante. Mulheres que possuem dificuldades para esvaziar a bexiga normalmente são submetidas à descompressão por sonda.
A alimentação sem restrições consideráveis será fundamental para que as novas mães possam evacuar sem problemas. Muitas vezes a constipação é provocada pelo medo da mãe em provocar rupturas nos pontos da episiotomia. Os médicos esclarecem que os pontos perineais geralmente não sofrem nenhum tipo de dano durante a evacuação, portanto as mães devem ficar despreocupadas. Mas se, por algum motivo, a inatividade ultrapassar 24 horas após o parto, converse com seu médico para que ele possa indicar um laxante suave e, se possível, natural. Comer mamão, ameixa ou mel irá ajudar bastante nas funções intestinais.
Durante alguns dias, as mães terão que conviver com um sangramento que lembra a menstruação. Neste período, cólicas e desconforto abdominal podem ser comuns. Antigamente, as preparações de medicamentos, como a ergonovina e a metilergonovina (ocitócitos), eram empregadas de modo rotineiro a cada 4 ou 6 horas, durante pelo menos 5 ou 6 dias, para limitar o sangramento e acelerar a involução uterina. Atualmente, os médicos só utilizam medicamentos para atender problemas específicos das pacientes. O ideal é manter uma boa assepsia e fazer a troca do absorvente pós-parto, para evitar o acúmulo de pequenos coágulos que porventura possam ser expelidos.
Os pontos perineais se curam melhor quando não são supertratados. O ideal é limpar a área com sabonete neutro e água pelo menos uma vez ao dia e após micção ou evacuação. É impossível manter as partes genitais estéreis, mas, se elas forem conservadas limpas e secas, a cicatrização ocorrerá rapidamente.
Não existe uma fórmula para a cicatrização perfeita, mas se forem seguidos alguns cuidados básicos, a mãe pode evitar a infecção. Portanto, evite o uso de papel higiênico durante os três primeiros dias após o parto; ao invés disso, lave a região. Use absorvente pós-parto descartável, e evite a aplicação de ungüentos oleosos ou pomadas no períneo. Além disso, visite o médico para que ele possa inspecionar a área.
O desconforto causado pela dor pode ser aliviado por um banho quente ou morno, ou por uma ducha vaginal externa. Os pontos dos partos naturais costumam cair por volta do 4º ou 5º dia. Na cesárea, é preciso que a mãe procure o consultório médico para a retirada dos pontos. O tempo para a retirada vai depender do aspecto dos pontos. Geralmente, os médicos marcam a extração para o período entre o 8º e o 12º dia.
Cuidar
bem das mamas é importante para a saúde da mãe e do bebê. A amamentação
deve ser iniciada logo após o parto. No início, pode ser que o bebê
não chupe muito, mas o aleitamento permite que o corpo da mãe se
acostume à sucção e evita que os bicos do seio fiquem inflamados.
Neste
período, estão contra-indicados os exercícios de "malhação
pesada”, como aeróbica, ginástica localizada, corrida, step,
bicicleta ou abdominais. O cuidado maior deve ser com a parte interna
do corpo.
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