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   Parto e Pós-Parto

  O trabalho de parto

Os médicos definem o parto como uma seqüência de eventos pelos quais o útero expulsa o produto da concepção para a vagina, e desta para o mundo externo. O termo “parto” é reservado para a conclusão das gestações com mais de 20 semanas. O trabalho de parto prematuro é aquele que ocorre entre a 20ª e 37ª semanas. Já o parto a termo é o que ocorre entre a 37ª e 42ª semana. O parto que se inicia após a 42ª semana é dito pós-termo. O trabalho pode iniciar-se a qualquer momento durante a gravidez, mas a sua probabilidade aumenta à medida que a gestação chega ao final (nas duas últimas semanas). As alterações endócrinas são em parte responsáveis pelo início do trabalho de parto, e provavelmente pela sua manutenção.

O trabalho de parto a termo (parto normal em gestantes com mais de 37 semanas) caracteriza-se por uma seqüência regular de contrações uterinas que se tornam mais intensas, freqüentes e de maior duração com o correr do tempo. A intensidade da dor depende da qualidade e da intensidade das contrações uterinas, do estado físico e emocional da mãe. Na gestação avançada, as características são contrações irregulares e breves, acompanhadas de sensação de dor discreta no baixo abdômen. Normalmente são decorrentes da ansiedade da mãe, o que acaba por ocasionar a internação hospitalar.

A preparação para o parto é importantíssima para as mamães de primeira viagem. Por isso, consulte seu médico sobre a psicoprofilaxia, um programa que enfatiza os exercícios constitucionais, o relaxamento, as técnicas de respiração e o bem-estar. São empregados exercícios como os de sentar como “alfaiate”, onde a mamãe vai agachar-se, contrair os músculos abdominais e do assoalho pélvico. O relaxamento se concentra sobre os grupos musculares e inclui o comando relaxamento-contração. As técnicas compreendem a respiração torácica (não a abdominal). Estes exercícios, além de relaxarem a tensão da mãe, vão ajudá-la na hora do parto.

Todo o processo de parto é uma questão de horas. Em média, a duração é de 10 horas para as primíparas (mulheres que estão tendo o primeiro filho) e seis horas para as multíparas (a partir do segundo filho). Este período é dividido aproximadamente da seguinte forma:

período de dilatação - 5 a 9 horas - trabalho de parto

período expulsivo - 30 minutos - o parto

período de dequitação - 10 minutos - expulsão da placenta

4º Período - primeiras horas do puerpério (pós parto imediato)

Parece muito tempo, mas passa tão rápido que somente revendo as gravações ou fotos do momento é que a mamãe consegue entender o significado da frase “dar à luz a vida”. Para você aproveitar ainda mais este momento único, vamos explicar detalhadamente cada etapa do parto.

Dilatação
Expulsão 
Dequitação 
4º Período

 

  Dilatação

A dilatação do colo do útero inicia-se lentamente. A dilatação é expressa em centímetros e é medida pelo exame de toque, onde cada dedo equivale a 1,5 ou 2 cm de dilatação. No início, a dilatação é de 2 cm, e deverá chegar a 10 cm para que ocorra o parto normal. Esta é a fase mais demorada de um trabalho de parto. Entretanto, ela pode durar menos tempo dependendo da paridade da mãe, da freqüência, intensidade e duração das contrações uterinas, da capacidade do colo para dilatar e apagar (estabilizar a dilatação), dos diâmetros fetais e pélvicos e da apresentação, tamanho e posição do bebê. A ruptura de pequenos vasos cervicais durante o apagamento e dilatação do colo do útero, ou aquela causada pelo esgarçamento das membranas, podem ocasionar um sangramento vaginal.

  Expulsão

O segundo período começa quando a dilatação está completa e termina com a saída do feto. Nesta fase, os músculos da parede abdominal e o diafragma formam a prensa abdominal, que empurra o bebê para fora. É neste período que crescem os riscos de sofrimento fetal. Neste momento, a mamãe passa por um relaxamento e repouso clínico.

Para a expulsão do bebê, entram em jogo os chamados mecanismos do parto. A insinuação ou encaixamento do bebê ocorre próximo ao final da gestação. A cabeça insinua-se normalmente. A descida é progressiva, dependendo da força de contração uterina e da distensão do segmento inferior.

Neste momento, o médico fará a episiotomia, conhecida como “pique” ou “corte” — um procedimento cirúrgico que consiste em uma incisão vulvovaginal, médio-lateral, para ampliar o canal de parto. É realizado para evitar o dilaceramento ou a distensão excessiva da musculatura, do períneo e da vagina, para que a mãe volte a ter em breve seu períneo normal como antes do parto.

Depois que a cabeça do bebê rotacionar e sair, tudo fica mais fácil. É que a cabeça é a parte mais volumosa, e não é tão mole como o corpo, razão pela qual o restante do parto se processa de uma forma mais rápida e tranqüila.

O bebê vai nascer sujo, coberto por restos do vernix ceseoso, vomitará um pouco de liquido amniótico, estará irritado pelas compressões sofridas durante o parto e chorará forte.

  Dequitação

Apesar de o bebê já ter nascido, o corpo da mãe ainda continua no processo do parto, em uma fase bem mais simples e que não requer tanto esforço. É a fase da expulsão da placenta, ou dequitação.

Nesta fase o útero continua a se contrair para que a placenta se desprenda da parede uterina e seja eliminada do seu organismo. O médico vai proceder à sutura da incisão feita, para facilitar o parto, nos músculos e na pele da vagina.

  4º Período

Este período pode ser chamado também de pós-parto imediato. Apresenta fenômenos de miotamponamento (o útero fica contraído parcialmente), trombotamponamento (fenômenos de coagulação), a fase de indiferença miouterina (cólicas do pós-parto) e estabilização do útero com o tônus aumentado.

Sintomas e fases do trabalho de parto Pós-parto
Exames de rotina ao chegar à maternidade Cuidados com o recém-nascido
Anestesia Exercícios no pós-parto
A sala de parto Depressão pós-parto
Tipos de parto

   Veja também

A escolha pela maternidade Desenvolvimento do Feto
Planejamento Familiar Amamentação
Gestação Estatuto da Criança


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