Embora cada
acidente tenha características próprias, alguns procedimentos essenciais
devem ser observados em todas as situações de emergência.
É importante saber que as duas primeiras horas após o acidente
são decisivas para o tratamento eficaz dos ferimentos e a sobrevivência
da vítima. Portanto, uma leitura cuidadosa das técnicas
possibilitará mais segurança e controle emocional na hora
de prestar socorro. Confira.
mantenha a calma;
procure o auxílio de outras pessoas, caso seja necessário, e
peça que chamem um médico; ligue para emergência
em sua cidade;
mantenha os curiosos à distância, pois assim o socorrista
terá espaço suficiente para trabalhar; faça o
exame primário para a avaliação completa do
estado da vítima. Mas atenção: o exame
secundário, que visa descobrir quais foram as lesões
sofridas, só pode ser feito se a vítima se encontrar em
condições estáveis.
Proteja
a vítima
analise o ambiente
em que se encontra a vítima, a fim de minimizar os riscos tanto para
o acidentado como para o socorrista (fios elétricos, animais, tráfego,
entre outros); caso necessite
parar ou desviar o trânsito, procure pessoas capazes de fazê-lo;
se necessário, remova a vítima para um local adequado; aja sempre com
o intuito de acalmar a pessoa, e sem movimentá-la com gestos bruscos; converse com
a vítima, pois, se ela responder, significa que não existe problema
respiratório grave. Caso ela não consiga se comunicar adequadamente,
verifique se está respirando. Em caso negativo, você deve agir rápido:
proteja a sua mão, abra a boca da vítima e verifique se há algo
atrapalhando a respiração, como prótese dentária ou vômito; remova imediatamente.
Se necessário, faça a respiração
boca-a- boca e a reanimação
cárdio-pulmonar (RCP); se a vítima estiver
vomitando, coloque-a na posição lateral de segurança (com a cabeça
voltada para o lado, a fim de evitar engasgos).
Envolve a avaliação
completa da vítima, com especial atenção para tudo o que
possa provocar risco de vida:
observar o ambiente em que a vítima se encontra; colocar reto
o pescoço da vítima e manter a mandíbula segura, visando desobstruir
as vias respiratórias e amenizar a pressão na coluna cervical; avaliar se a
vítima apresenta parada respiratória
ou cardíaca. Em caso positivo, começar imediatamente a reanimação
cárdio-pulmonar (R.C.P.); analisar a existência
de hemorragias, e buscar
meios para contê-las; verificar o estado
de consciência da vítima; avaliar a intensidade
da dor; conferir a temperatura
do acidentado; manter a vítima
aquecida com cobertores e/ou lençóis.
Exame
secundário
Este exame
somente é feito quando o acidentado se apresenta em condições estáveis.
Siga as instruções abaixo.
Cabeça
e face
analise a região superior do couro cabeludo, procurando alguma alteração;
escorregue as mãos pela parte de trás da cabeça; apalpe a parte
frontal do crânio (testa e região superior).
Tronco
toque na clavícula (osso do ombro), um lado de cada vez; apalpe
a face anterior (da frente) do tórax; apalpe o abdômen; pressione o quadril
anterior e lateralmente.
Obs: durante
este exame, fique atento para o surgimento de bolhas e crepitações sob
a pele, que podem indicar necessidade de atendimento médico imediato.
Membros superiores
apalpe braços, ombros, cotovelos, antebraços e mãos; verifique o pulso
radial (no punho);
examine a movimentação dos membros.
Membros inferiores
apalpe a coxa desde a virilha; apalpe joelho,
perna e pé; cheque o pulso
pedioso (no peito do pé); examine
a motricidade (movimentação); repita o exame
na outra perna.
OBS: Ao analisar a capacidade
de movimento da vítima, deve-se ter cuidado redobrado ante uma
suspeita de fratura. Evite
ao máximo mexer no paciente, e providencie o socorro especializado.
Dez
mandamentos do socorrista
1. Manter a calma. 2. Ter em mente a
seguinte ordem quando prestar socorro: eu (o socorrista)
minha equipe vítima. 3. Checar se há riscos no local de socorro. 4. Conservar o bom senso. 5. Manter
o espírito de liderança. 6. Distribuir tarefas. 7. Evitar atitudes impensadas. 8. Havendo muitas vítimas, dar preferência àquelas
com maior risco de vida (sofrendo de parada cárdio-respiratória
ou sangramento excessivo, por exemplo). 9. Agir como socorrista, não como herói. 10. Pedir auxílio, especialmente do Corpo de Bombeiros
local.