A parada cardíaca
acontece quando há interrupção ou diminuição significativa
dos batimentos do coração, o que provoca a redução
da quantidade satisfatória de sangue circulante. Como costuma ocorrer
simultaneamente à parada respiratória, daí tem-se a parada
cárdio-respiratória.
A parada cárdio-respiratória (PCR) é o tipo mais comum de emergência médica.
É importante ressaltar que, no entanto, uma pode ser conseqüencia
da outra; tanto a parada cardíaca quanto a respiratória podem ocorrer
de forma isolada, levando rapidamente ao aparecimento da outra ocorrência.
O tempo para o socorrista
identificar o ocorrido e tratar a vítima é de poucos minutos. E o sucesso
no atendimento conta com a agilidade e a perfeição com que são
feitas as manobras de socorro.
Os motivos de uma parada
cárdio-respiratória são os mais distintos possíveis, mas os mais comuns
são:
incapacidade
ou ausência respiratória; midríase (dilatação
das pupilas); perda de consciência; falta de pulso; cianose (as extremidades
dos dedos e dos lábios tornam-se roxas); ausência de batimentos
cardíacos.
Como ajudar?
verifique se a vítima ainda respira, e analise seu estado de consciência; remova resíduos
alimentares e próteses dentárias; faça a respiração
boca-a-boca tantas vezes quantas forem necessárias, até o restabelecimento
dos movimentos respiratórios; mantenha sempre
o mesmo ritmo: 15 massagens para 2 sopros; examine o pulso
e observe suas características (batimentos acelerados ou pouco perceptíveis,
por exemplo); realize a massagem
cardíaca; se necessário,
continue o atendimento de primeiros socorros durante o transporte para
o hospital.
Respiração boca-a-boca
deite a vítima com a cabeça inclinada e o queixo elevado; pressione a narina
da vítima com o polegar e o indicador da mesma mão usada para inclinar
a cabeça, e passe a outra mão por trás do pescoço, para dar apoio (veja
a figura); retire da boca
as próteses incompletas ("dentaduras", "pontes", etc.)
e alimentos (chicletes e balas, por exemplo); coloque sua boca
sobre a boca da vítima e faça duas ventilações (sopros para dentro da
boca da vítima), até notar que o peito se levanta; para que isto aconteça,
é preciso soprar com bastante força. Cada ventilação deve durar em média
de 1 segundo a 1 segundo e meio; em crianças, as
ventilações devem durar 4 segundos e, nos recém-nascidos, 3 segundos.
A boca do socorrista cobre a boca e o nariz da criança ao mesmo
tempo, por ser impossível fazer da mesma forma que com os adultos; permita que a vítima
expire livremente; repita o movimento
15 vezes por minuto; chame o médico
ou leve a vítima para o hospital.
Massagem cardíaca
coloque a vítima deitada de costas sobre uma superfície dura; coloque as mãos
sobrepostas na metade inferior do esterno (osso no meio do tórax). Os
dedos devem ficar abertos, sem tocar a parede do tórax;
a seguir, faça
pressão, com bastante vigor, para que se abaixe o esterno, comprimindo
o coração de encontro à coluna vertebral; descomprima em
seguida; repita a manobra
quantas vezes forem necessárias (cerca de 60 vezes por minuto); leve a vítima
ao hospital.
CUIDADOS:
Nas crianças com peso inferior a 30kg, deve-se fazer pressão apenas com
uma das mãos, e utilizando os dedos, a fim de que não ocorram fraturas
ósseas no esterno ou costelas.
Reanimação cárdio-pulmonar (RCP)
verifique a respiração; examine o pulso; quando a vítima
apresentar dispnéia (dificuldade respiratória) grave ou ausência de
movimentos respiratórios, comece rapidamente o atendimento com a respiração
boca-a-boca; encontre a área
de compressão que está localizada um pouco abaixo do meio do osso do
tórax (esterno); pressione esta parte; faça a
massagem cardíaca; faça respiração
boca-a-boca; leve a vítima
ao hospital.
Instruções
para a reanimação
coloque a vítima de barriga para cima sobre uma superfície lisa e rígida; ajoelhe-se do lado
da vítima, na altura de seus ombros; examine o estado
de consciência da vítima; faça o exame primário,
diagnosticando a parada cárdio-respiratória; faça a respiração
boca-a-boca em duas ventilações, cada uma com a duração de 1 a 5 segundos;
descubra o tórax
da vítima; identifique o ponto
de compressão da seguinte forma: localize o fim do osso esterno (o osso
do tórax, abaixo do estômago), dê a distância de um palmo e mais duas
polpas digitais; imediatamente acima deste nível, coloque as mãos para
iniciar a massagem cardíaca. Veja as figuras abaixo; realize 15 compressões
torácicas seguidas, com uma freqüência aproximada de 80 por minuto; mantenha a relação
de 15 compressões para 2 ventilações; examine o pulso
após 1 minuto de reanimação cárdio-pulmonar, e depois, a cada 3 minutos; chame o médico
ou leve a vítima ao hospital.
Em caso de dois socorristas
Siga estes passos:
o socorrista
líder faz o contato inicial e o exame
primário; um dos socorristas
se responsabiliza pela ventilação e o outro, pela compressão do tórax;
começar com
2 ventilações, fazendo em seguida 5 compressões no tórax para cada ventilação; contar as compressões
em voz alta; deve-se fazer
uma pausa entre as compressões para permitir a ventilação; o socorrista
a cargo da ventilação verifica a eficácia das compressões no tórax,
através do controle do pulso da vítima; depois do primeiro
minuto, e a cada 3 minutos de RCP, verificar o retorno da atividade
cardíaca;
deve-se chamar o médico ou levar a vítima ao hospital.
Como
saber se a RCP funcionou?
Observe
com muita atenção, durante o processo de reanimação:
se o tórax está se expandindo; se pulso está presente.