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   AIDS

A tradução da sigla inglesa é Síndrome da imunodeficiência adquirida (Sida, como também é conhecida a doença). A Aids é marcada pelo progressivo enfraquecimento do sistema imunológico, que é o centro de defesa do organismo contra qualquer doença. Ao atacar este sistema, a Aids deixa o organismo completamente vulnerável a qualquer tipo de infecção.

 

A AIDS foi reconhecida no ano de 1981, nos EUA, a partir da identificação de grande número de pacientes adultos do sexo masculino, homossexuais e moradores das cidades de São Francisco e Nova York, que apresentavam o sarcoma de Kaposi, um câncer de pele também causador de pneumonia e comprometimento do sistema imunológico. Este fato levou à conclusão de que uma nova doença surgia, e se transformaria em um dos maiores desafios da ciência na atualidade — uma síndrome até então não classificada, de etiologia provavelmente infecciosa e transmissível. Posteriormente, alguns casos ocorridos nos últimos anos da década de 70 foram identificados como tendo sido Aids.

 

No Brasil, a Aids foi identificada pela primeira vez em 1982, quando foi diagnosticada em sete pacientes homo ou bissexuais. Já havia indícios de um caso ocorrido no estado de São Paulo, em 1980. Nos últimos anos, vêm ocorrendo importantes mudanças no perfil epidemiológico da Aids no país e no mundo. Atualmente, mais de dois terços das infecções no adulto são devidas à transmissão heterossexual, sendo esta a principal causa do aumento de casos entre as mulheres.

 

Dados da Organização Mundial de Saúde estimam que, em 1996, havia no mundo 22,6 milhões de pessoas com AIDS, embora somente 6,7 milhões de casos tivessem sido notificados. Estima-se que, atualmente, o número acumulado de infectados esteja em torno de 30 a 40 milhões, e que a AIDS será responsável, no novo milênio, pela morte de 3 milhões de mulheres e 2,5 milhões de crianças. Acredita-se que, no mundo, mais de 10 milhões de crianças serão órfãs, sendo a maioria delas nos países em desenvolvimento.

 

  O que causa a AIDS?

 

A Aids é causada por um retrovírus chamado “vírus de imunodeficiência humana” – HIV. O HIV-1 foi isolado em 1983, nos EUA. No ano de 1986, foi identificado um segundo vírus, também do tipo retrovírus, com as mesmas características do HIV, denominado HIV-2. Estes vírus se ligam a células que são mais suscetíveis a eles, as células do sistema imunológico. O retrovírus se liga a receptores CD4 da superfície das células, entrando nelas e começando a se replicar.

 

O HIV é extremamente ativo, pois se reproduz de forma muito rápida e, posteriormente, dificulta o funcionamento do sistema imunológico, provocando o aparecimento de doenças — na sua maioria as chamadas “infecções oportunistas”. São doenças causadas por microorganismos pouco nocivos, que o indivíduo com sistema imunológico normal combate rapidamente, não chegando a ter sintomas. Além deste tipo de enfermidade, a Aids pode também predispor ao câncer e a infecções de repetição.

O que é um retrovírus? 

Ainda existe grupo de risco? 

Formas de contágio  

Os sintomas 

  Sintomas Iniciais

 

Nesta fase a pessoa pode apresentar sintomas variáveis e não-específicos — fadiga, febres, suores noturnos, perda de peso, diarréia ou tosse —, além de infecções oportunistas, especialmente na pele e nas mucosas.

 

Em crianças com AIDS, o tempo entre a exposição ao HIV e o aparecimento de sintomas parece ser mais curto (de 8 meses, em média). Em fase já avançada, aparecem as seguintes doenças:   

Citomegalovirose, Herpes simples, Leucoencafalopatia Multifocal Progressiva;

Microbacterioses (tuberculose e complexo Mycrobacterium avium-intracellulare), Pneumonia (S. pneumoniae), Salmonelose;

Pneumocistose, Candidíase, Criptococose, Histoplasmose;

Toxoplasmose, Criptosporidiose, Isosporíase;

Sarcoma de Kaposi, linfomas não-Hodgkin, neoplasias intra-epiteliais anal e de colo de útero.

É importante lembrar: o câncer de colo do útero faz parte do grupo de doenças que pontuam a definição de caso de Aids em mulheres. 

 

  O Diagnóstico

 

A única maneira de confirmar se uma pessoa é portadora do vírus da Aids consiste em um exame sangüíneo específico para este tipo de diagnóstico. Os testes mais comuns são o ELISA e Imunoflorescência, que detectam a presença de anticorpos HIV no sangue. Caso estes anticorpos sejam identificados, é obrigatório um terceiro exame de outro tipo para se confirmar o diagnóstico positivo, ou seja, a infecção pelo HIV.

Além do ELISA e do Imunoflorescência, existem outros tipos de teste, tais como o PCR e o Western-Blob. Estes são mais caros e nem sempre são disponibilizados rapidamente pela rede pública de saúde.

De acordo com os Centros para Controle e Prevenção da Doença, um diagnóstico de AIDS é confirmado pela presença de uma infecção oportunista, com evidência laboratorial de infecção pelo HIV e, ainda, pela contagem de CD4.

  Qual o tratamento?

 

Atualmente, não existe cura para a Aids. Porém, drogas inibidoras de transcriptase reversa, como o AZT, inibem a replicação, isto é, a duplicação da molécula de DNA do vírus, bloqueando a ação da enzima transcriptase reversa. Atualmente, existem no mercado os seguintes inibidores de transcriptase reversa: Zidovudina (AZT), Didanosina (ddI), Zalcitabina (ddC), Lamivudina (3TC), Estavudina (d4T), Abacavir (ABC), Nevirapina, Delavirdina, Efavirenz e o Adefovir dipivoxil.


Existem também os inibidores de protease. Estas drogas agem no último estágio da formação do HIV e impedem a ação da enzima protease, que é fundamental para a clivagem (divisão de uma molécula em moléculas menores) das cadeias de proteína produzidas pela célula infectada, em proteínas virais estruturais e enzimas que formarão cada partícula do HIV. Atualmente estão disponíveis no mercado Indinavir, Ritonavir, Saquinavir, Nelfinavir e Amprenavir.

 

É bom lembrar que, acima do poder de qualquer droga, estão o carinho, o afeto e o respeito pelo soropositivo. O preconceito é mais forte do que o vírus. A melhor defesa contra a Aids é a proteção. Por isso, pratique o sexo seguro.

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