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A
diabetes é uma síndrome sistêmica, crônica e evolutiva, caracterizada
pela alteração do metabolismo de carboidratos, gorduras e proteínas. Esta
doença é decorrente da incapacidade de a insulina agir adequadamente,
ou da falta ou diminuição da produção de insulina pelo pâncreas.
Quando o alimento é digerido, ele se decompõe em um açúcar
chamado glicose, que é usado pelo corpo para gerar energia. A insulina,
um hormônio produzido pelo pâncreas, é liberada na corrente sangüínea
quando o nível de glicose aumenta após as refeições. Este hormônio
ajuda a glicose a passar do sangue para o interior das células do corpo,
onde é usada como energia ou armazenada para uso futuro.
A pessoa com diabetes não produz insulina suficiente.
Assim, a taxa de glicose no sangue aumenta muito, ocorrendo a hiperglicemia.
O nível normal de glicose no sangue, em jejum, está entre 60 e 115 miligramas
por 100 ml.
A diabetes se manifesta de duas formas: a diabetes
melitus tipo I, que normalmente causa dependência de insulina,
e em geral começa na criança ou no adulto jovem; e a diabetes melitus
tipo II, que de regra não é insulino-dependente, pode
ter relação com a obesidade, e tem seu início geralmente
na maturidade. O outro tipo é a diabetes insipidus (DI),
menos comum, resultante da ausência do hormônio antidiurético, e que não
tem sua gênese em problemas no pâncreas.
É muito grande o número de indivíduos com diabetes no
Brasil. Muitos deles não estão cientes da sua condição. A causa da diabetes
é desconhecida, mas geralmente a doença é de origem genética. Entretanto,
um indivíduo poderá tanto passar a vida inteira sem desenvolver a doença
como adquiri-la através de um trauma ou choque emocional. Portanto, há
de se ter atenção aos fatores que podem desencadear o processo de diabetes.
São eles:
obesidade;
idade mais avançada;
traumas emocionais;
gravidez;
cirurgias;
infecções por bactérias ou vírus;
menopausa;
estresse;
alimentação rica em carboidratos (doces, balas, açúcar);
uso de alguns medicamentos.
fome excessiva;
sede excessiva;
freqüência urinária fora do comum;
dificuldades de visão;
emagrecimento rápido;
cicatrização demorada de ferimentos;
indisposição;
cansaço físico e mental;
dores no corpo, câimbras, formigamentos e dormências;
irritabilidade;
náuseas e vômitos;
coma.
O diagnóstico da diabetes se dá através do (dosagem da glicemia).
O tratamento da diabetes é orientado pelo médico. É baseado no tipo
da diabetes, destinando-se a controlar o nível de açúcar do sangue. O
tratamento e o controle cuidadoso da doença podem prevenir complicações
a longo prazo. A chave para um bom controle é o equilíbrio entre a quantidade
adequada de alimentos para manter o peso corporal normal, a prática
de exercícios, e, se necessário, o uso de medicamentos.
A dieta é uma importante arma do diabético contra a doença, e consiste
em refeições regulares bem balanceadas para ajudar a controlar a taxa
de açúcar no sangue. O médico irá prescrever um plano de refeições baseado
nas suas necessidades individuais. Alimentos ricos em açúcar devem ser
evitados, porque liberam rapidamente a glicose no sangue e exigem grandes
quantidades de insulina para restabelecer o equilíbrio.

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