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São uma
das principais causas de morte acidental em idosos, devido à falta de
equilíbrio ou mesmo de mobilidade. Estes incidentes são de grande
importância dentro da geriatria, pela sua alta ocorrência e pelas sérias
conseqüências que podem acarretar. Nesta seção, o HOSPITALGERAL.com
reuniu informações importantes sobre as causas e conseqüências das quedas,
e medidas preventivas que podem ser muito úteis para o idoso e seus familiares.
Intrínsecas:
Osteoporose: é uma das causas
mais comuns de quedas na 3ª e 4ª idades. Como estão
enfraquecidos, os ossos se quebram mais facilmente. Na verdade, são
as fraturas, como a do fêmur, por exemplo, que provocam as quedas,
e não o contrário;
Fármacos: substâncias químicas usadas como medicamentos,
em geral sedativos, antidiabéticos e anti-hipertensivos. Os idosos são
particularmente predispostos aos seus efeitos colaterais, sofrendo perda
de consciência, de equilíbrio e atenção;
Doenças dos sentidos: desordem nos sentidos, como
audição e visão, causam com freqüência incidentes graves em idosos;
Doenças neurológicas: atingem a consciência (como
epilepsia ou acidente cerebrovascular), ou ainda causam falta de equilíbrio
ou mudança no andar;
Doenças reumatológicas: a artrose ou a artrite
reumatóide (doenças que levam a alteração nas articulações), por exemplo,
ocasionam mudanças no jeito de andar, dor ou rigidez nas articulações;
Doenças
cardiovasculares: as arritmias (qualquer desvio da normalidade no
ritmo das contrações cardíacas) e a insuficiência cardíaca podem provocar
perda de consciência, levando às quedas.
Extrínsecas:
São as causas ligadas aos aspectos
externos, como os ambientais e sociais. Estão inclusas neste grupo as quedas
meramente acidentais. É importante ressaltar que fatores aleatórios também
estão incluídos. Por exemplo:
no
hospital: falta de mobília apropriada e de sinalização em áreas de risco;
na rua: calçadas
em mau estado de conservação, tráfego excessivo, adaptação inadequada
dos meios de transporte, falta de sinalização e dificuldade de acesso
por pessoas deficientes;
em casa: iluminação
inadequada, escada muito alta, falta de corrimão e maçaneta, pavimento
escorregadio, obstáculos no caminho.

Podem ser divididas em:
lesões relacionadas com as longas permanências no chão, o que pode causar
até hipotermia (baixa excessiva de temperatura);
lesões neurológicas:
hematomas e hemorragias, contusões (lesões superficiais,
sem laceração, produzidas por impacto) e comoção cerebral (perturbação
orgânica);
contusões e
ferimentos: este tipo de lesão é de grande importância, devido à
sua freqüente ocorrência; podem causar dores e até levar a vítima
à imobilidade;
fraturas: são
as lesões que mais acontecem. A fraturas dos quadris é considerada
uma das mais sérias, pela dificuldade e lentidão de recuperação óssea.
Psicológicas
depressão e
ansiedade;
mudança de rotinas
anteriores;
perda de independência
e auto-estima;
comportamento
superprotetor de amigos e familiares, reduzindo ainda mais a autonomia
do paciente;
receio de cair
novamente.
Sociais
hospitalização;
necessidade
de auxílio para realizar atividades rotineiras;
alteração de
endereço (morar com parentes) por não ter capacidade de viver sozinho;
internação (asilo/casa
de repouso).

Como levantar o idoso do chão
após um tombo:
colocá-lo
deitado no chão com a barriga para cima;
pedir que fique
na lateral;
ajudá-lo
a ficar "de quatro" (apoiado nas mãos e joelhos);
orientá-lo
a firmar-se em uma das pernas, caso não exista outro apoio;
ajudá-lo
a se levantar com cuidado. Se estiver se segurando em algum suporte, tomar
cuidado para que seja firme e estável.

Intoxicação por gás
É relacionada com a utilização
de gás encanado ou a combustão de carvão.
Conseqüências
ter sempre por perto um extintor de incêndio;
procurar não
utilizar cobertores elétricos em idosos incontinentes;
fechar bem
as bolsas de água quente e envolvê-las com um pano ou tolha;
não fumar
na cama nem jogar pontas de cigarros ou fósforos no chão;
proteger-se
do contato com qualquer fonte de calor.
Acidentes na via pública
Os atropelamentos são acidentes
de grande importância dentro da geriatria, pela incidência elevada e
a gravidade. Mais de 10% das mortes de idosos são ocasionadas
por acidentes em vias públicas. A situação se torna
ainda mais complicada se o idoso é portador de alguma deficiência
física.
Prevenção
É
importante, nos ambientes públicos, cobrar para que os semáforos
sejam ajustados de forma a garantir tempo suficiente para travessia, além
de sinal sonoro para os deficientes auditivos. Nos transportes públicos,
o tempo deve ser suficiente para o desembarque.

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