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Dependendo
da gravidade do acidente vascular cerebral, é preciso que o paciente
inicie o mais rápido possível os exercícios de recuperação. Deve-se repetir
de 20 a 30 vezes cada um dos exercícios, respeitando o limite de cada
paciente.
O paciente deve entrelaçar as
mãos, com o polegar lesado sobre o saudável e os cotovelos estendidos. Depois,
deve elevar os braços para frente, para trás e também para os lados. Desta
forma, o paciente exercita toda a articulação do ombro.
Deitado de barriga para cima
e com os joelhos flexionados, o paciente deve elevar o quadril da cama,
posicionando os braços com as palmas das mãos para baixo. Caso não consiga
fazê-lo sozinho, o cuidador deve ajudá-lo. Este exercício é fundamental
para desenvolver o bom equilíbrio da pelve (bacia), a fim de que o paciente
possa ficar de pé, andar e sentar com mais mobilidade e equilíbrio.
A reabilitação dos músculos do tronco tem grande responsabilidade na função
respiratória, prevenindo pneumonias e outras complicações respiratórias
que prejudicam a recuperação do paciente com AVC.
Com os braços estendidos e
os joelhos flexionados, o idoso deve girar para ambos os lados na cama.
Este exercício, muito similar ao anterior, auxilia o paciente a ter consciência
dos dois lados de seu corpo.
Este exercício tem como finalidade reabilitar as funções da linguagem, mastigação e deglutição. O paciente deve fazer repetidas vezes os seguintes movimentos:
Se for o caso, nos primeiros dias após o AVC, é recomendável a avaliação do nível de disfagia (dificuldade na deglutição) do paciente e, caso seja necessário, deve-se iniciar a hidratação endovenosa. Se após 7 a 8 dias não seja reabilitada alimentação normal, a sondagem é indicada, mas nunca abandonando o tratamento da disfagia (dificuldade de engolir). Após a recuperação, devem ser progressivamente inseridos ao cardápio alimentos semi-sólidos, como purê, por exemplo, e finalmente líquidos mais espessos.
Depois de
superado o estágio agudo do AVC, é imprescindível planejar a alta hospitalar
do paciente. Por isso, tudo deve ser bem organizado, com as devidas adaptações
tanto no lar como na vida do paciente. As visitas ao fisioterapeuta, psicoterapeuta
(ou destes em casa) e o acompanhamento são fundamentais para o êxito do
tratamento. Alguns pacientes levam meses, ou até mesmo anos, para se adequarem
às novas condições físicas e psicológicas; logo, a colaboração destes
profissionais na recuperação é fundamental.
A presença de depressão após um acidente vascular cerebral (AVC) está ligada ao diagnóstico, e às possibilidades terapêuticas a longo prazo; isto pode reduzir a motivação de freqüentar grupos de reabilitação. Diagnosticar a depressão pós-AVC é muito difícil, pois pode haver supervalorização por causa da afasia (perda da fala) e subvalorização em pacientes que não a apresentem ou ainda não mostrem sintomas aparentes. A ausência de resposta ao tratamento de recuperação indica um dos motivos mais comuns para o aparecimento da depressão.
O paciente não pode se sentir
desamparado; por isso, é fundamental encontrar uma forma, seja verbal ou
gestual, de se comunicar eficientemente com ele. Ao tratar o paciente com
dificuldade de fala (afásico), é fundamental:
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