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Problemas cárdio-respiratórios |
Problemas cardíacos mais freqüentes:
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Sinais, sintomas e doenças |
Estes são
alguns dos principais sinais e sintomas dos problemas cárdio-respiratórios
; incluímos ainda as
doenças cardíacas mais comuns:
Cianose:
é o arroxeamento da pele e das mucosas, relacionado com algum problema
na oxigenação sangüínea ou na circulação;
Dispnéia:
é a sensação de falta de ar. A respiração fica rápida, difícil
e ofegante;
Dor precordial:
é a pressão sentida pelo paciente na altura do coração ou por trás do
osso do tórax (esterno). Esta pressão reflete-se no braço esquerdo, provocando,
em alguns casos, formigamento nas mãos. Os pacientes tendem a sentir medo
e angústia, podendo fazer referência a palpitações;
Edema:
é acúmulo de líquido seroso (parecido com soro) em qualquer parte do organismo.
Em muitos casos, a cor da pele torna-se azulada, arroxeada e esbranquiçada
(pálida), principalmente quando o edema é cardíaco. Já nos casos de inflamação
(abscesso, linfangite — inflamação dos vasos linfáticos —, entre outros)
a pele adquire um tom avermelhado. Pode ocorrer em vários locais, como
nos tornozelos, pernas, coxas, região genital e parede do abdômen,
atingindo até os membros superiores em alguns casos;
Hemoptise:
é a eliminação de sangue proveniente dos pulmões. Geralmente é
causada por bronquiectasias (dilatação dos brônquios),
infecções e neoplasias pulmonares;
Palpitações:
são definidas como batimentos cardíacos acelerados ou irregulares,
deixando os pacientes com a sensação de "disparos"
no coração;
Tosse:
é decorrente de irritabilidade das vias aéreas. Pode ser
produtiva (com expectoração) e improdutiva (tosse seca).
É importante salientar que a tosse é um reflexo e, em muitas
situações, não deve ser tratado, pois elimina secreções
que, de outra forma, ficariam retidas e seriam meio de cultura para infecções.
Cardiovasculares: entre estas causas, podemos citar: hipertensão
arterial (pressão alta), infarto do miocárdio, cardiomiopatias (fibrose
e dilatação do miocárdio), endocardite infecciosa
(inflamação nas válvulas do coração), pericardite (inflamação da
membrana que envolve o coração), arritmias cardíacas, cardiopatias valvulares
(enfermidade das válvulas do coração);
Não-cardiovasculares:
atividades físicas em excesso e que exijam muito esforço podem provocar
insuficiência cardíaca. A bronquite tabágica, a asma brônquica,
o enfisema pulmonar, as fibroses pulmonares, bem como os defeitos torácicos,
podem causar a incapacidade cardíaca direita (cor pulmonale)
;
Outras:
falta da vitamina B1 e hipertireodismo.
Insuficiência
cardíaca
É a incapacidade de o coração prover o nosso
corpo de quantidade suficiente de sangue para as nossas necessidades.
A redução da capacidade do músculo miocárdico é determinada pela reunião
destas causas, e se manifesta das seguintes formas:
acúmulo ou estagnação (estase) sangüínea nas cavidades cardíacas nos pulmões
e nos tecidos periféricos;
diminuição
da força de contração do miocárdio (músculo
do coração);
diminuição
(bradicardia) ou aumento (taquicardia) acentuados dos batimentos cardíacos,
levando à insuficiência de irrigação dos tecidos.
Antes da estagnação; o coração tenta alcançar o equilíbrio através da:
hipertrofia (aumento da espessura das paredes do coração);
dilatação do
coração (aumento das cavidades cardíacas);
taquicardia
(aumento do número de batimentos por minuto).
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Tipos de
insuficiência cardíaca |
Quando o coração
não consegue suprir adequadamente o corpo, acontecem os indícios de insuficiência
cardíaca. As insuficiências cardíacas se subdividem em congestiva (colapso
dos dois lados, ao mesmo tempo), esquerda e direita:
Congestiva
Causas: pressão alta (hipertensão arterial), infarto do miocárdio,
cardiomiopatias e hipertireodismo, entre outras;
Sinais e sintomas:
falta de ar (dispnéia), cansaço e fadiga, dificuldade de permanecer
deitado (necessitando de vários travesseiros para dormir, ou
de elevar a cabeceira da cama), falta de ar ao caminhar ou fazer exercícios,
edemas nos tornozelos e pernas, náuseas, dor abdominal, pulso
rápido e palpitações.
Esquerda
Causas: ocorre um acúmulo de sangue no ventrículo esquerdo, átrio
esquerdo e nos vasos sangüíneos pulmonares. Suas causas são as
mesmas da insuficiência cardíaca congestiva, podendo ser
a sua fase inicial. Ou seja, primeiro o paciente tem somente insuficiência
cardíaca esquerda e, posteriormente, com o evoluir da doença,
poderá ter insuficiência cardíaca congestiva;
Sinais e sintomas:
falta de ar aos esforços, dificuldade de permanecer deitado (tendo
que dormir com vários travesseiros ou com a cabeceira da cama
elevada), tosse, cianose, sudorese, fadiga e cansaço.
Direita
Causas: são
as doenças crônicas do parênquima pulmonar (bronquite crônica
tabágica, enfisema pulmonar, asma brônquica), das artérias
pulmonares (embolias pulmonares, arterites) ou decorrentes de enfermidades
do coração esquerdo (estenose mitral);
Sinais e sintomas:
edemas nos tornozelos, congestão dos vasos sangüíneos do pescoço,
aumento do tamanho do fígado com dor no local, dor no abdômen
e dificuldade na digestão (decorrente do edema nas alças
intestinais), cianose das extremidades, falta de ar e palpitações.
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Como ajudar um paciente com insuficiência cardíaca? |
reduzir a ansiedade do paciente durante a noite, fazendo companhia para
ele;
deixar uma luz
acesa para que ele durma melhor e fique mais tranqüilo;
elevar a cabeceira
da cama do paciente, ou colocá-lo em uma poltrona;
fazê-lo
descansar física e emocionalmente. Isto reduz o trabalho do coração e
dos músculos da respiração, além de diminuir o consumo de oxigênio.

| Dicas
importantes para o paciente
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evitar esforços físicos que aumentem o trabalho do coração;
tomar os medicamentos
de acordo com as recomendações médicas;
evitar o consumo
de sal e a alimentação exagerada (comer pouco de cada vez,
dividindo a alimentação em várias etapas);
evitar emoções
fortes, calor e frio, que aumentam o trabalho do coração;
detectar o surgimento
de sintomas que possam indicar o aparecimento de doenças cardíacas, para
que o diagnóstico seja feito precocemente;
praticar exercícios
físicos aeróbicos regularmente, sob orientação de um profissional
e com conhecimento de seu médico.
É o aparecimento de dor torácica,
ou na parte anterior do tórax, que pode se espalhar para os braços (principalmente
o esquerdo) e para o pescoço, devido ao fluxo insuficiente de sangue nas
artérias coronarianas (artérias que nutrem o coração).
Prevenção:
não ingerir alimentos em excesso; fazer refeições bem balanceadas (que
contenham todos os ), evitando problemas nutricionais que piorem a alteração
cardíaca;
não fumar,
pois o cigarro aumenta a freqüência cardíaca, a pressão arterial e os
níveis de monóxido de carbono no sangue;
ter sob rígido
controle a hipertensão arterial, a diabetes mellitus e o colesterol
sangüíneo;
evitar a prática
de atividades físicas intensas, ou sempre revezá-las com intervalos
de repouso;
procurar sempre
ter um bom condicionamento físico, com acompanhamento de um profissional
e de seu médico;
não provocar
situações de emoção ou tensão profundas, que possam elevar subitamente
a pressão sangüínea;
ter sempre
nitroglicerina à mão; em caso de dores no tórax, fazer repouso
e colocar a nitroglicerina embaixo da língua.

É a necrose (morte) de uma
área do coração por oclusão de uma das artérias coronárias ou de
uma de suas ramificações. Não é necessário esforço físico para que ocorra
infarto. E suas dores não são amenizadas com a nitroglicerina e nem com
o repouso, persistindo, a despeito das medidas adequadas, geralmente por
mais de 20 minutos.
Sinais
e sintomas:
dor no peito, insuportável, irradiada para as costas, mandíbula
e braço esquerdo;
sudorese protusa
e fria;
angústia
e ansiedade extremas;
medo e sensação
de morte iminente;
náuseas ou
desmaios;
batimentos
cardíacos lentos ou acelerados (bradicardia ou taquicardia);
dispnéia (falta
de ar);
Caso ocorra
algum destes sintomas, e sobretudo se durarem mais de 20 minutos, deve-se
procurar o médico ou o pronto-socorro imediatamente.
É uma alteração
do ritmo normal do coração, que normalmente é regular
e tem uma freqüência entre 60 e 100 batimentos por minuto.
Ocorrerão, então, batimentos cardíacos irregulares,
bradicardia (menos de 60 batimentos por minuto) ou taquicardia (mais de
100 batimentos por minuto). O diagnóstico é feito com o eletrocardiograma.
É
uma das maiores causas de morte súbita. A vítima apresenta ausência de
pulso e de batimentos cardíacos, seguindo-se a parada respiratória.
Em caso de parada cardíaca, deve-se golpear com força o peito do paciente,
para restabelecer o ritmo cardíaco; se não for o suficiente, iniciar imediatamente
a e a , até que se chegue a locais onde o paciente possa
ser atendido por profissionais habilitados.

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Dicas importantes pós-infarto |
caminhar diariamente, aumentando a distância e o tempo progressivamente;
não praticar
atividades físicas após as refeições;
evitar bebidas
que contenham cafeína;
mudar hábitos
diários, segundo recomendações médicas;
parar de fumar,
sempre (isto é essencial);
emagrecer, conforme
orientação médica;
fazer refeições
freqüentes, mas não comer em demasia;
controlar a
pressão arterial, mantendo os níveis abaixo de 140/90 e,
preferencialmente, se possível, abaixo de 120/90 mmHg;
manter os níveis
de colesterol total abaixo de 220 mg/dl, o HDL-C (o colesterol "bom")
acima de 55 mg/dl e o LDL-C (colesterol "ruim") abaixo de 100
mg/dl;
se diabético,
manter os níveis glicêmicos abaixo de 110mg/dl.

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