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Bem-estar
e qualidade de vida na 3ª idade
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Nova
fase do "velho" Comparação com a
adolescência
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Não
foi gratuitamente que escolhi o estridente período da adolescência.
De fato, creio que nosso paralelo inicia-se já pela intensidade,
velocidade e conflitos com que as transformações desta fase
se nos apresentam. Outro ponto forte é a evidente necessidade de
todos os sujeitos que passam por este período, e creio que muitos
de nós ainda nos lembramos disto, do construir-se, do pensar, criar
e recriar valores éticos, das nossas lutas e esperanças,
de refazer-se, de tornar-se definitivamente "gente", adulto,
livres, cidadãos, sujeitos, etc. Época das quimeras, momento
em que acreditávamos piamente que um dia seríamos completos,
auto-suficientes, inabaláveis, formidáveis, etc. Hoje, se
olharmos com franqueza, veremos que esta utopia era grande, forte, muito
motivadora. Lembraremos também o quanto foi difícil, e o
mundo de sofrimento, medo, crises, inseguranças e incertezas que
acompanhou todo, ou parte, deste período.
Contudo,
gostaria de neste paralelo abordar de forma especial três aspectos
de tão rico e conflituoso período. Se na adolescência
podemos encarar todas estas dificuldades e por nossas lembranças
e experiências não é sem razão por muitos chamada
de "aborrescência" , perceberemos que, se hoje podemos
falar desta idade com mais tranqüilidade, paciência e distância,
com o tempo e muita troca, pesquisa, enfim, investimentos vários,
também poderemos fazer o mesmo com a terceira idade.
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