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Dentre as várias aplicações em áreas do ambiente hospitalar, o vácuo é utilizado para a sucção de substâncias líquidas e resíduos moles (secreções, coágulos, entre outras), provenientes de processos hospitalares, principalmente cirúrgicos. Os resíduos infectantes são sugados para um reservatório. A central de vácuo nada mais é que uma central de ar comprimido funcionando de forma inversa. Em uma central de ar comprimido, o ar é succionado do ambiente para o interior de um reservatório, adquirindo pressão maior que a atmosférica. Já na central de vácuo, a bomba succiona o ar do interior do reservatório, deixando-o com pressão menor que a atmosférica — a chamada pressão vacuométrica. O reservatório da central de vácuo está ligado a uma rede construída com tubos de cobre, de onde é igualmente retirada uma parcela do ar, ficando também a rede com pressão menor que a atmosférica. Esta rede é distribuída para os locais que utilizam vácuo, onde são instaladas válvulas de esfera de abertura rápida (1/4 de volta) denominadas pontos de vácuo. Embora a grande maioria dos materiais succionados fique retida no reservatório de coleta, parte deles (aerossóis) entra na rede e pode chegar até o reservatório da central de vácuo. Quando a central possui bomba de anel liquido, a presença desses resíduos não causa danos à máquina; já quando há compressores alternativos, podem ocorrer sérios problemas se os resíduos entrarem no cilindro. Como entra em contato com material orgânico biologicamente perigoso, o ar succionado pela central de vácuo tem grande possibilidade de estar infectado. Nos compressores a pistão, o ar contaminado é jogado para a atmosfera; nos de anel liquido, acontece uma "lavagem" do ar (quando não se utiliza água recirculada) que se mostra bastante eficiente, mas o problema é transferido para a água do selo do compressor. Assim, é necessário controlar o ar infectado dos compressores alternativos e a água dos compressores de anel líquido. Em uma central de vácuo, o equipamento recomendado é uma bomba de vácuo de anel líquido que, apesar de possuir um custo inicial maior, tem manutenção e operação significativamente menos dispendiosas que os sistemas a pistão.
A central
de vácuo tem praticamente os mesmos equipamentos de controle de uma central
de ar comprimido. A diferença é que, em
lugar do pressostato, utiliza-se um vacuostato, responsável pelo controle,
acionamento e desacionamento da central. Neste caso, a central é acionada
para baixos valores de vácuo e desacionada para altos valores.
É importante que haja uma garantia de funcionabilidade do sistema. Isso é uma responsabilidade também em termos de segurança. Recomenda-se portanto a elaboração de um programa de manutenção preventiva, podendo ser determinado com o fabricante quando da aquisição do equipamento.
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