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A Alemanha é, atualmente, o país onde os resíduos de serviços de saúde recebem o melhor tratamento no mundo. Os resíduos de serviços de saúde alemão têm, em sua coleta, um tratamento específico, sendo separados em cinco categorias (de A a E), que indicam o grau de toxicidade de cada conteúdo. Os hospitais alemães são equipados com uma área especial para os contêineres. Existe uma enorme usina para a incineração dos resíduos infectantes, equipada com filtros eficientes, oferecendo risco zero à população e diminuindo o volume a quase nada. Os funcionários são treinados para o manuseio dos artigos hospitalares, e a população contribui para o aumento da conscientização em torno do problema, o que diminui o número de infecções hospitalares. Segundo Samuel de Souza Júnior, Superintendente de operações da CLIN (Companhia Municipal de Limpeza Urbana de Niterói) - RJ, o tratamento dos resíduos hospitalares do tipo infectante é caro. Os alemães gastam cerca de 2 mil US$/tonelada com estes resíduos por mês, enquanto os gastos com os resíduos domiciliares, mesmo com altos graus de tratamento, não representam metade desta quantia.
Assim como na Alemanha, os franceses
seguem severos padrões de coleta e tratamento dos resíduos do tipo infectante.
Na França, o resíduo é moído e incinerado. A incineração não representa
um risco à população, por causa dos altos padrões de filtragem dos gases
poluentes, procedimento semelhante ao germânico.
Constantemente envolvido em
conflitos que vitimam boa parte de sua população, o Líbano demonstra grande
precariedade no tratamento dos resíduos do tipo infectante. Das dez toneladas
produzidas por dia, somente 10% são incinerados. O resto representa um problema
que se agrava com a falta de recursos das autoridades médicas e governamentais.
Apesar das promessas recentes de aumentar o volume dos resíduos incinerados,
o Líbano ainda não tem uma solução efetiva para o seu resíduo infectante.
Tão precária quanto o Líbano,
a Índia luta para solucionar esta questão. Recentemente, foi definido um
sistema de cores para a melhor separação e incineração do resíduo de serviço
de saúde mais infectante. Por exemplo: seringas, agulhas e pérfuros cortantes
são colocados em contêineres azuis. Tecidos humanos e órgãos são selecionados
pela cor amarela, e medicamentos com prazo de validade vencido ficam com
a designação da cor preta.
No Brasil, nos estados onde não há legislação que prevê a prática da incineração, os resíduos de serviços de saúde do tipo infectante são coletados e aterrados em locais próprios. Há estados na Federação Brasileira onde a incineração dos resíduos infectantes recebe amparo legal.
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