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O pagamento das organizações de Managed Care aos hospitais e médicos ocorre de várias formas, incluindo abatimentos (discounted charges), remuneração por tabela de patologias (DRG diagnoses related group) e capitação. Esta consiste na definição de um grupo de pacientes sob a responsabilidade de um clínico geral, a quem caberá uma pré-remuneração mensal fixa, não subordinada ao número ou ao tipo de serviços prestados. Os planos de capitação são uma tentativa um tanto radical de controlar custos. Com o método da capitação, a seguradora de saúde paga a um médico generalista um piso mensal por cada paciente inscrito sob seus cuidados, e o profissional recebe este pagamento independente de atender ao paciente ou não! Porém, se o médico indicar tratamento especializado ou exames, este custo pode ser deduzido do salário mensal. Esta é apenas uma das abordagens mais enérgicas tentadas pelos planos de Managed Care, embora não seja um conceito novo. O plano Kaiser aplicou a capitação de pagamentos em seu início, nas primeiras décadas do século 20. A capitação desloca o foco da remuneração do médico, como é o caso da fee-for-service, para o custo requerido por um determinado tratamento. Este compartilhamento de riscos tem crescido a ponto de a grande maioria das HMO's terem algum tipo de um programa de capitação. Já que o sucesso destes programas está parcialmente baseado em médias legais (próprias da legislação americana), é necessário que cada médico tenha pelo menos de 250 a 300 pacientes sob seus cuidados para controlar os riscos e obter ganhos econômicos a longo prazo.
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