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Nos Estados Unidos, a transição da prática de clínica geral para a especialização médica se deu, com relativa facilidade, durante o século XX. No começo da Segunda Guerra Mundial, início dos anos 40, só 25% de todos os médicos norte-americanos eram especialistas. Ao término da guerra, quase dois terços dos médicos que deixavam as forças armadas iniciaram a residência em alguma especialidade, utilizando em seu treinamento os benefícios educacionais do GI Bill. A conseqüência foi que, em meados dos anos 60, cerca de 70% dos médicos haviam se tornado especialistas. Com esta mudança, também teve início uma passagem significativa da prática individual para o trabalho de grupo. Hoje, nos Estados Unidos, aproximadamente um terço de todos os médicos atuam em equipe, sendo que mais de 60% deles em grupos de multiespecialidades. A prática de equipe é definida pela Associação Médica Americana (AMA) como "um grupo de três ou mais médicos que prestem cuidado conjunto aos pacientes, façam uso comum de equipamento e pessoal e dividam a renda através de uma fórmula pré-estabelecida." No começo do século 20, médicos que atuavam em regime privado quase sempre cobravam do paciente a chamada fee-for-service, quer dizer, uma taxa por cada serviço ou procedimento realizado. Embora a prática de serviço pré-pago em equipe houvesse começado durante o segundo quarto do século XX, os movimentos iniciais em direção ao Managed Care foram relativamente lentos. Managed Care é um termo que começou a fazer parte do vocabulário médico nos últimos anos. Sua definição não é um consenso universal, mas o conceito é normalmente entendido como um meio de fornecer cuidados de saúde através de uma rede definida de profissionais, que têm a responsabilidade de administrar e prover serviços de qualidade a preços acessíveis. A implantação do programa de Managed Care nos Estados Unidos foi impulsionada por estímulo do governo federal, através da promulgação das leis de Cuidado e Assistência Médica ("Medicare and Medicaid laws"), em 1965, e a aprovação da Lei de Organização da Manutenção da Saúde, que criou as HMO's (Health Maintenance Organizations), em 1973 as conhecidas HMO's são empresas de medicina de grupo, que atuam em sistema corporativo. Esta legislação sanitária lançou as bases para o controle mais efetivo dos serviços de assistência médica a terceiros, através de regulamentação autorizada pelo governo. Além disso, o HMO Act possibilitou o incremento quantitativo do Managed Care e a ampliação das adesões através de programas de saúde, financiados por concessões, contratos e empréstimos. Tanto as empresas particulares quanto o governo apoiaram com ênfase os programas de Managed Care, por acreditarem que tais organizações pudessem diminuir seus custos participando em um mercado de livre concorrência na área de saúde.
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