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   A instituição e os serviços — conceitos básicos

Segundo o Ministério da Saúde, o hospital é a parte de uma organização médica e social que tem a função de:

oferecer à comunidade assistência médica completa, curativa e preventiva;
ser um centro educativo;
possibilitar a capacitação de recursos humanos;
promover estudos na área de saúde;
encaminhar os pacientes;
supervisionar e orientar os estabelecimentos de saúde a ele vinculado.

Os hospitais são organizações compostas de diversos elementos relacionados, que produzem serviços para o consumo do usuário e/ou interessados. Logo, as instituições hospitalares necessitam de empenhos específicos, voltados para a área de serviços.

Serviços
Aspectos básicos dos serviços

   Serviços

O serviço é uma atividade, ou um conjunto de atividades, de natureza mais ou menos intangível, em que não ocorre a transferência de posse. Geralmente, porém não necessariamente, acontece entre os clientes e os prestadores ou empregados de serviços, ou mesmo os equipamentos e sistemas do fornecedor de serviços. É fornecido como solução aos problemas dos clientes.

Serviços x Produtos

Bem físico
Serviço
Tangível
Intangível
Homogêneo
Heterogêneo (varia de cliente para cliente)
Produção e distribuição separadas do consumo
Produção, distribuição e consumo são processos simultâneos
Uma coisa
Uma atividade ou processo
Valor principal (o bem propriamente dito) produzido em fábricas
Valor principal produzido nas interações entre comprador e vendedor
Clientes normalmente não participam do processo de produção
Clientes participam do processo de produção
Pode ser mantido em estoque
Não pode ser mantido em estoque
Transferência de propriedade
Não transfere propriedade

 

   Aspectos básicos dos serviços

É possível identificar 4 aspectos básicos pertinentes à maioria dos serviços. São eles:

intangibilidade: tais serviços são abstratos, porque não podem ser tocados, sentidos, cheirados ou até mesmo vistos antes da compra. Em um hospital, os serviços oferecidos pelos médicos, enfermeiros e outros profissionais são essencialmente intangíveis, enquanto os equipamentos de diagnósticos e medicamentos têm aspectos tangíveis.

A intangibilidade representa um desafio, pois dificulta a avaliação prévia do serviço, gerando incerteza quanto à qualidade e confiabilidade dos resultados. É preciso administrar as "evidências de serviços" para torná-los tangíveis, como por exemplo, o ambiente físico (iluminação, temperatura, limpeza e organização, aromas, arquitetura, mobiliário, equipamentos), pessoas (quantidade, aparência e comportamento do prestador e funcionários de serviço, além dos demais clientes presentes), preços, material e outros símbolos de comunicação (folhetos, cartazes, filmes, certificados e títulos profissionais).

inseparabilidade: os serviços são produzidos e consumidos ao mesmo tempo, de modo geral. Um bom exemplo é uma consulta médica, onde o paciente exerce o papel de consumidor, e o médico, de produtor do serviço.

Este aspecto diz respeito à disponibilidade do produtor e à presença do consumidor na produção do serviço. Quando há a preferência específica por um determinado médico, o paciente precisa disputar a disponibilidade (horário de atendimento) em sua agenda. E um paciente testemunha o médico examiná-lo e realizar a consulta, avaliando todo o processo de produção do serviço. O desafio consiste em aumentar a produtividade e a qualidade de atendimento, quer seja otimizando os horários, quer seja treinando e formando uma equipe qualificada e confiável para os pacientes.

heterogeneidade: a qualidade do serviço está diretamente associada à seguinte relação: de quem oferece para quem recebe, quando acontece e de que forma são oferecidos os serviços. Esta é uma propriedade individual, pois é muito relativo comentar sobre o comportamento de um médico, enfermeiro, paciente ou hospital como um todo; cada um destes poderá ter uma atitude diferente em cada ocasião específica.

O desafio consiste no controle da qualidade através de: recrutamento, desenvolvimento e avaliação profissional contínuos; estabelecimento de processos e procedimentos de serviços; e monitoramento da satisfação do cliente através de sistemas de sugestões, reclamações e pesquisas.

perecibilidade: não existe a possibilidade de se estocarem os serviços. Se por um acaso um hospital estiver lotado, e existir a necessidade de mais leitos, o paciente deverá procurar outra instituição; da mesma forma ocorre na situação em que um paciente não comparece à consulta — aquele horário ocioso não é recuperado pelo médico ou instituição.

O desafio consiste na busca pelo equilíbrio entre demanda e oferta, quer seja pela flexibilização da capacidade de atendimento (terceirização ou compartilhamento de serviços radiológicos, por exemplo), ou pelo estímulo à demanda em horários/dias de queda, e mesmo pelo aumento de serviços durante a espera (revistas, jornais, café, água, lanches, televisão).

   Veja também
   
Marketing e saúde A instituição e os serviços — conceitos básicos
Administração do marketing hospitalar Ambiente de marketing
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Planejamento estratégico de marketing Marketing de serviços
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