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  Marketing de serviços

Marketing interno ou endomarketing Marketing interativo
Satisfação do cliente: superando suas expectativas Qualidade total percebida
Os seis critérios da boa qualidade Pós-venda e recuperação do serviço
Gerenciamento da imagem e comunicação  

  Marketing interno ou endomarketing

É a filosofia que consiste em tratar os funcionários como clientes. Define-se como a estratégia de moldar o produto-trabalho às necessidades dos seres humanos. Um funcionário bem informado e satisfeito é o melhor agente de marketing de uma organização de serviços.

A instituição hospitalar é uma organização basicamente humana; sua matéria e produto final são gente. Se por um acaso o hospital não tiver instalações, equipamentos adequados e pessoal motivado e habilitado, a possibilidade de realizar um serviço de qualidade é praticamente zero. O marketing interno deve preceder o marketing externo, uma vez que não faz sentido anunciar serviços excelentes antes que se tenha funcionários capacitados para desempenhá-los.

  Marketing interativo

A qualidade dos serviços percebida pela ótica dos clientes depende da interação entre clientes e vendedores do serviço. O cliente valoriza a qualidade de serviço não só pela o uso da técnica adequada, mas também pela preocupação dos funcionários com o bem-estar do paciente, e pela confiança que o médico inspira. Para que exista uma perfeita interação entre as partes (cliente-vendedor), é necessário que este último proporcione serviços técnicos, como também domine as funções de marketing interativo. Estas interações são denominadas "horas da verdade", em que a empresa vai provar sua competência através do desempenho dos empregados de serviços, tendo em vista as evidências de serviço e expectativas dos clientes.


   Satisfação do cliente: superando suas expectativas

As expectativas do cliente são imprescindíveis para a análise do serviço do hospital. Os consumidores avaliam a qualidade do serviço comparando o que obtêm com o que desejam ou esperam, e as empresas alcançam o sucesso quando conseguem satisfazer ou superar as expectativas.

Existem 2 tipos de expectativas de cliente:

nível de serviço desejado — reflete o serviço que o cliente deseja e espera receber. É uma mistura do que ele acredita que "pode ser" com aquilo que "poderia ser";
nível de serviço adequado — reflete o que o cliente acha aceitável.

A zona de tolerância é o âmbito de desempenho do serviço que se localiza entre o desejado e o adequado. É este o nível que o cliente considera satisfatório.

As instituições hospitalares devem administrar as expectativas dos clientes basicamente realizando o que foi prometido, fazendo o serviço de maneira confiável e tendo uma comunicação eficaz com o seu cliente. Superados os dois níveis já citados acima (desejado e adequado), a relação resultará na lealdade permanente do público-alvo.

É muito importante monitorar e avaliar a evolução das expectativas dos clientes e adequar o desempenho dos serviços, não se esquecendo de analisar as ações da concorrência. Assim, a organização estará sempre um passo à frente das empresas do mesmo ramo.

   Qualidade total percebida

A empresa que presta serviços peca quando comete erros possíveis de serem evitados. Quando não cumpre as promessas feitas para atrair o cliente, a organização estremece a relação de confiança e abala as oportunidades de obter reputação pela excelência do serviço.

Na ótica dos clientes, a plena satisfação de suas expectativas é considerada a prova de qualidade de um serviço.

Segundo Berry e Parasuraman, existem cinco dimensões gerais que influenciam a avaliação da qualidade de serviço pelo cliente:

confiabilidade — habilidade de prestar o serviço prometido de modo confiável e preciso;
tangibilidade — a aparência física das instalações, a tecnologia e condições de uso dos equipamentos, a capacitação de pessoal e os materiais de comunicação;
sensibilidade — a disposição para ajudar o cliente e proporcionar com presteza um serviço desejado;
segurança — o conhecimento e a gentileza dos funcionários em suas tarefas, e sua capacidade de transmitir confiança;
empatia — a atenção e o carinho dedicados a cada um dos clientes.

O conjunto da qualidade funcional e técnica e a imagem corporativa e/ou local completam o processo de avaliação pelo consumidor, sendo este último de máxima importância. O consumidor funciona como um filtro, atenuando os erros se sua avaliação geral for positiva — caso contrário, seu julgamento tende a enfatizar o impacto das falhas.

O nível da qualidade total percebida é determinado pela diferença entre a qualidade esperada e a qualidade experimentada.

   Os seis critérios da boa qualidade
Profissionalismo e habilidades (critérios relacionados aos resultados): os consumidores acreditam que a organização tenha os serviços, funcionários, sistemas operacionais e recursos físicos capacitados, e que possua habilidades necessárias para solucionar os problemas do cliente de forma profissional;
Atitudes e comportamento (critérios relacionados aos processos): os clientes percebem a preocupação e a vontade dos funcionários em resolver as dificuldades de forma espontânea e amistosa;
Localização e flexibilidade (critérios relacionados aos processos): os clientes notam que a localização, o horário de funcionamento, os funcionários da organização e os sistemas operacionais foram planejados para facilitar o acesso aos serviços, e ajustados para possíveis alterações que se façam necessárias, adaptando-se às necessidades dos consumidores de maneira bem flexível;
Confiança e honestidade: os consumidores têm certeza de que as promessas feitas serão cumpridas pela prestadora de serviços, e também percebem o comprometimento de toda a organização em realizar o melhor desempenho, visando sempre a satisfazer os interesses do cliente;
Recuperação: os clientes sabem que, se alguma coisa não der certo ou caso algum imprevisto aconteça, a empresa prestadora do serviço tomará de imediato as atitudes cabíveis para solucionar o problema, mantendo os consumidores sempre informados sobre a resolução (critérios relacionados a processos);
Reputação e credibilidade: os consumidores acreditam que a empresa mereça confiança, e que os serviços prestados valem o seu dinheiro pago, além de apresentarem um bom nível de desempenho e valor, a serem compartilhados com os clientes e a empresa prestadora de serviços.

   Pós-venda e recuperação do serviço

O acompanhamento ao cliente após uma venda é fundamental para avaliar seu nível de satisfação. A cada período, as vendas da empresa vêm de 3 tipos de clientes: novos, antigos e reconquistados. Reconquistar clientes perdidos, assim como conquistar novos clientes, custa mais caro do que manter satisfeitos os clientes atuais.

É imprescindível que a empresa se preocupe com a excelência no fornecimento do bem e/ou serviço, no atendimento e no relacionamento pós-venda, porque o cliente presta mais atenção na empresa quando alguma não funciona bem, o que abala sua confiança junto à mesma.

A organização deve implantar um processo de recuperação constante, que avalie sempre o grau de satisfação, economize os custos utilizados na recuperação de clientes e mantenha uma boa imagem junto aos clientes em potencial, junto àqueles já existentes e aos não-clientes.

   Gerenciamento da imagem e comunicação

O gerenciamento da imagem é um fator inseparável do desenvolvimento do serviço, como um produto.

Em longo prazo, as comunicações com o mercado — como publicidade, vendas e relações públicas — realçam e modelam a imagem da empresa, assim como podem influenciar na percepção de qualidade. Da mesma forma, a comunicação boca-a-boca exerce influência tanto no momento de produção do serviço como no impacto da imagem perante o público-alvo.

Podem-se identificar oito diretrizes para gerenciar a comunicação com o mercado:

dirigir esforços de comunicação com os funcionários;
tirar proveito da comunicação boca-a-boca;
dar pistas tangíveis sobre o serviço;
fornecer informações suficientes, para que o serviço fique claro;
manter continuidade da comunicação com o consumidor;
prometer somente o que é possível;
monitorar os efeitos de longo prazo da comunicação com o mercado;
ter consciência dos efeitos negativos da ausência de comunicação.

A comunicação boca-a-boca tem quase sempre um impacto enorme para a organização, e engloba sua imagem, credibilidade, localização, a qualidade dos serviços e as referências perante a comunidade. Toda forma de conversação que é feita entre pessoas, clientes ou não, sobre a empresa caracteriza este tipo de comunicação como uma fonte muito importante de informações.

O círculo da comunicação é formado de partes distintas:

expectativas/compras (clientes antigos e novos);
interação (entre cliente e prestador de serviço);
experiências;
comunicação boca-a-boca/referências.

Este círculo da comunicação tem efeito multiplicador; acredita-se, sem a comprovação de dados científicos, que quando um cliente tem uma experiência desagradável com o serviço e/ou produto, ele espalha para pelo menos mais 12 pessoas, enquanto que as boas experiências tendem a ser repassadas para cerca de 3 pessoas. O impacto causado pela comunicação boca-a-boca é muito importante, tanto para a imagem da empresa como para as expectativas dos clientes existentes e potenciais — e é um fator determinante no comportamento de compras futuras.

   Veja também
   
Marketing e saúde Nossos serviços
Administração do marketing hospitalar A instituição e os serviços — conceitos básicos
Processo de administração de marketing Ambiente de marketing
Planejamento estratégico de marketing Funções administrativas do marketing


   


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