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   Ferramentas da Qualidade

Carta de Controle Fluxograma
Carta de Tendência Histograma
Diagrama de Causa e Efeito Programa 5S
Diagrama de Dispersão Ferramentas auxiliares
Diagrama de Pareto  

   Carta de Controle
 

APLICAÇÃO:Verificar quanto de variabilidade do processo se deve à variação aleatória e quanto é determinado por causas comuns/ações individuais, a fim de determinar se o processo está sob controle estatístico.

A carta de controle é simplesmente um gráfico de acompanhamento com uma linha superior (linha superior de controle) e uma linha inferior (linha inferior de controle) em cada lado da linha média do processo. Todos os dados são estatisticamente determinados.

Estes limites são determinados considerando-se a operação normal do processo (isto é, sem controles especiais), coletando-se amostras e aplicando-se a média destas amostras à fórmula apropriada. Daí se pode locar as médias das amostras na carta para verificar se os pontos estão fora dos limites de controle ou se formam padrões “não definidos”. Se qualquer um destes casos ocorrer, o processo é considerado “fora de controle”.

A flutuação dos pontos, dentro dos limites de controle, resulta de uma variação intrínseca ao processo. Esta ocorre devido a causas comuns dentro do sistema (ex: projeto, equipamento, manutenções preventivas, etc.), e somente acontece por uma mudança no próprio sistema.

Eventualmente, porém, pontos caem fora dos limites de controle e refletem causas especiais (ex: erro humano, acidentes, etc), que não são ocorrências originais do processo. Estas são as causas que devem ser eliminadas antes de se utilizarem as cartas de controle como ferramentas de monitoração. Feito isso, o processo estará “sob controle”, e poderão ser tiradas amostras em intervalos regulares, para se ter certeza de que o processo não sofre mudanças fundamentais.

OBS: Atingir um certo nível de “controle” não significa necessariamente que o produto ou serviço atenderá às expectativas. Significa apenas que o processo é consistente (podendo ser consistentemente ruim ou bom).

Exemplo para Administração/Serviços
Carta np
Atrasos na sala de cirurgia /Dia

   Carta de Tendência

Emprega-se a carta de tendência para representar dados visualmente. Consiste em uma ferramenta simples de construir e atualizar. Os pontos são marcados no gráfico à medida que estejam disponíveis.

A carta de tendência é utilizada para monitorar um sistema, a fim de se observarem, ao longo do tempo, alterações na média esperada. Um de seus usos mais eficazes é para identificar tendências significativas ou alterações acima da média. Por exemplo, quando monitoramos qualquer processo, é esperado que encontremos certa quantidade de pontos acima e abaixo da média. Porém, quando nove pontos aparecem em apenas um dos lados, isto indica um evento estatístico não usual e a conseqüente variação na média. Estas mudanças devem ser sempre investigadas. Se a causa da variação é favorável, deve ser incorporada. Se não, deve ser eliminada.


Exemplo para administração/serviços
Admissão à sala de emergência

   Diagrama de Causa e Efeito
 

APLICAÇÃO: Identificar, explorar e ressaltar todas as causas possíveis de um problema ou condição específica.


O diagrama de causa e efeito foi desenvolvido para representar a relação entre o “efeito” e todas as possibilidades de “causa” que podem contribuir para tal resultado. O efeito ou problema é colocado no lado direito do gráfico, e os grandes contribuidores ou “causas” são listados à esquerda. É importante notar que, para cada efeito, existem inúmeros conjuntos de causas.

As causas principais podem ser agrupadas em quatro categorias, conhecidas como os “4 M”; método, mão-de-obra, material e máquina. Nas áreas administrativas talvez seja mais apropriado utilizar os “4 P”: políticas, procedimentos, pessoal e planta (layout). No entanto, estas são apenas sugestões. Pode-se usar qualquer classificação que auxilie as pessoas a pensarem criativamente.

Um diagrama de causa e efeito bem detalhado terá a forma de uma espinha de peixe – daí o nome alternativo de “diagrama espinha-de-peixe”.


A partir uma lista bem definida de possíveis causas, as mais prováveis são identificadas e selecionadas para uma melhor análise. Quando examinar cada causa, observe desvios da norma ou dos padrões. Lembre-se de eliminar a causa e não o sintoma do problema, investigando-a tão a fundo quanto possível.

ETAPAS PARA A CONSTRUÇÃO DO DIAGRAMA DE CAUSA E EFEITO:

1. Estabeleça de comum acordo uma definição que descreva o problema selecionado nos seguintes termos: o que é, onde ocorre, quando ocorre, e sua extensão.

2. Faça a pesquisa das causas por um dos seguintes métodos:

a) Um brainstorming (“tempestade de idéias” – ver Índice) sobre as possíveis causas, sem preparação prévia;

b) Uso da folha de verificação (ver Índice) pelos membros do grupo, para detectar causas e examinar as etapas do processo mais de perto.

3. Construa o diagrama:

3.1 coloque o problema já definido no quadro à direita;

3.2 desenhe as categorias de causa – tradicionais (método, material, mão-de-obra e máquina) e/ou outras – que auxiliem na organização dos fatos mais importantes;

3.3 aplique o resultado do brainstorming às categorias principais apropriadas;

3.4 para cada causa, questione “por que isso acontece?”, considerando as respostas como contribuidores da causa principal.

4. Proceda à interpretação do gráfico, no sentido de pesquisar as causas básicas do problema:

4.1 observe aquelas que aparecem repetidamente;

4.2 obtenha o consenso do grupo;

4.3 colete os dados para determinar a freqüência relativa das diferentes causas.

 

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