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As necessidades de proteínas podem ser estimadas apenas na ausência de determinação de equilíbrio nitrogenado.
Esta fórmula possivelmente traz benefício em pacientes com catabolismo intenso, politraumatizados, em sepses ou síndrome de falência de múltiplos órgãos, acidose láctica e hiperglicemia. A eficácia clínica não foi demonstrada. Portanto, esta formulação não deve ser usada fora de protocolo de pesquisa.
O uso dessa fórmula é baseado na teoria do neurotransmissor falso de James et al e na observação de que a concentração sérica de amônia freqüentemente está elevada na encefalopatia hepática. A teoria do neurotransmissor falso assume que o desequilíbrio entre BCAA Aminoácidos de Cadeia Ramificada Plasmáticos (leucina, isoleucina e valina) e AAA Aminoácidos Aromáticos (tirosina, fenilalanina e triptofano) leva a um aumento do afluxo de AAA no cérebro. BCAA e AAA competem pelo mesmo transportador de aminoácidos através da barreira hemato-liquórica (BHL). Gradientes relativos de concentração plasmática determinam os aminoácidos preferencialmente transportados através da BHL O aumento relativo em AAA plasmáticos leva a um aumento de AAA através da BHL e dentro do cérebro. As quantidades excessivas destes AAA são os precursores de "falsos neurotransmissores como octopamina e B-feniletanolamina, que são considerados desencadeantes do coma hepático. A abordagem terapêutica de usar uma fórmula rica em BCAA/pobre em AAA é uma tentativa de normalizar as concentrações plasmáticas relativas de aminoácidos. Além disso, fórmulas ricas em BCAA/pobres em AAA oferecem substratos que se ligam à amônia:
A leucina, especificamente,
estimula a síntese protéica e assim, possivelmente, o catabolismo de proteína
e da musculatura periférica, gerando, portanto, menos amônia.
Essa formulação consiste apenas em aminoácidos essenciais. A histidina é considerada um aminoácido essencial em casos de insuficiência renal. Embora teoricamente benéfica, estudos clínicos não demonstram nenhuma melhora na morbidade ou mortalidade, e nenhuma redução consistente na produção de uréia em comparação a soluções padronizadas de aminoácidos em quantidades equivalentes. Na melhor das hipóteses, apenas pequenas melhoras metabólicas são notadas. Essa fórmula, portanto, não deve ser usada fora de um protocolo de pesquisa. Pode existir benefício pelo uso de fórmulas renais especializadas durante CAVH, quando resíduos nitrogenados não são removidos. Entretanto, estas fórmulas não foram estudadas de maneira aleatória controlada durante CAVH.
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