|

|
|
Origem
e prática da acupuntura em debate
Criada
há quase cinco mil anos na Índia,
pelos hindus, a acupuntura teve o seu desenvolvimento
na China, a partir do mapeamento do corpo
humano. De acordo com o professor Mário
Kioshi Kikuti, mestre em medicina oriental,
a ciência se difundiu pelo mundo à
medida que se descobria a eficiência
desta técnica.
Mesmo sendo uma ciência milenar, Mário
Kioshi afirmou que a acupuntura não
estagnou. Segundo ele, a prática oriental
teve de passar por adaptações
aos hábitos da sociedade ocidental.
"Na mentalidade oriental, a acupuntura
é utilizada na prevenção
de doenças. O pensamento da população
do Ocidente é outro. Só se procura
ajuda médica quando se está
doente", disse.
|
A
evolução da acupuntura no Oriente, na
concepção de Kioshi, deu-se através
do estudo dos problemas que afligiam sua população.
"A acupuntura precisa ser versátil. A
cada dia surgem novas doenças, e precisamos
estudá-las para poder tratá-las",
explicou. O acupuntor lamenta o fato de que 90% dos
pacientes que procuram ajuda desses profissionais
o fazem para eliminar dores e problemas já
existentes. "Quando só tratamos a dor,
acabamos assumindo o papel da alopatia. Mas o nosso
trabalho não deve ser paliativo. Precisamos
tratar todo o corpo, principalmente enquanto o paciente
é saudável", ensinou.
Novos
rumos
O professor
Mário Kioshi Kikuti tem observado atentamente
o projeto de regulamentação da prática
da acupuntura no país. Para ele, a medida se
faz necessária no momento em que a técnica
virou modismo, e muitos profissionais sem a devida
qualificação estão atuando no
mercado.
Kioshi, que há mais de 30 anos é formado
em medicina oriental, aprendeu a técnica da
acupuntura com mestres japoneses e é doutor
em Acupuntura pela Universidade de Barcelona "O
ensinamento da medicina oriental passa de geração
para geração. Por isso estudamos muito,
desde cedo. E dedicamos nossa vida a aprender mais
e mais. O ensinamento da acupuntura é infinito",
disse.
Mário
espera que, no processo de regulamentação
da acupuntura, criem-se dispositivos para se valorizarem
os profissionais sem formação acadêmica
em medicina. "Espero que se abram brechas na
legislação para que os que na China
são chamados "médicos dos pés
descalços" possam atuar. Não se
pode hostilizar esses profissionais que trouxeram
a técnica da acupuntura para o Brasil. Sabemos
que há uma proliferação de oportunistas,
mas os bons, que herdaram o conhecimento de seus antepassados,
devem permanecer", enfatizou.
|
|
|
|
|