Artigo 
  Associação de Classe
  Colunas e opiniões
  Cremerj
  Depoimento
  Excelência
  Gestão
  Hospital do Mês
  Novas tendências
  Oftalmologia
  Personalidade
  Quem diria
 
  Expediente
  Edição anterior
  Charge
  Conheça estes sites
  Eventos
  Livros Recomendados
 
  Página Inicial

Campanha Social
Campanha Social


Polícia Civil do Rio revela Inquérito Musical

A música sempre esteve presente na vida da médica Silvia Helena Pinto de Araujo. Aos nove anos, após ouvir uma amiga tocar violão, descobriu a vocação para o que ela considera como um ato gratificante e prazeroso. Hoje, anos depois de dar seus primeiros acordes, a diretora do Hospital da Polícia Civil José da Costa Moreira, no Rio de Janeiro, faz parte da banda Inquérito Musical, na qual é vocalista e toca violão.

Entusiasmada, a médica conta que seu ingresso no grupo musical foi quase por acaso. Mas hoje, passados pouco mais de três meses da formação da banda, Silvia faz planos para o futuro. Ela e seus 10 parceiros estão preparando um repertório para a gravação do primeiro CD da Inquérito Musical. "Nossa idéia é utilizar o que arrecadarmos com a venda de nosso primeiro trabalho em benefício do Hospital da Polícia Civil, que está em reforma desde que assumi a diretoria", planejou.

Silvia Araujo não pensou duas vezes ao ler um anúncio no Boletim da Polícia Civil do Rio de Janeiro convocando policiais para a formação de um grupo musical. "Achei fantástica a idéia do chefe de Gabinete da Polícia Civil, Pedro Paulo Pinho, incentivado pelo Chefe de Polícia Civil, Zaqueu Teixeira", disse.

Música nas veias

A história musical de Silvia teve início muito cedo. Aos nove anos, começou a aprender violão. Em seguida, aprofundou seus conhecimentos em música através de aulas com um professor particular, que prosseguiram até os 18 anos. Nesse período, apresentou-se em shows beneficentes, teatros e concursos de poesia. Ao ingressar na faculdade de medicina, porém, Silvia priorizou os estudos acadêmicos. No entanto, continuava a tocar e cantar nas horas de folga em casa, tendo como platéia parentes e amigos.

Hoje, casada e mãe de dois filhos, a cirurgiã decidiu retomar com toda a força sua paixão pela música. Seu tempo vago é destinado aos ensaios com os companheiros da banda. "O bom é que estou relembrando tudo o que aprendi no passado e que por algum tempo tive que deixar de lado", explicou.

Inquérito Musical

A banda Inquérito Musical é formada por delegados, inspetores e outros profissionais da Polícia Civil do Rio de Janeiro. Há pouco mais de três meses na estrada, os músicos se apresentaram pela primeira vez no dia 29 de setembro, em homenagem ao Dia do Policial Civil. Outros shows já estão agendados.

De acordo com Silvia Araujo, a iniciativa de se criar um conjunto musical na Polícia Civil contribuiu para humanizar a corporação, além de aproximar os colegas de trabalho. "A música é maravilhosa. Ela cria um bom relacionamento entre as pessoas. Em nosso caso, ela ainda serve para humanizar a Polícia Civil, já que somos muito visados. Dessa forma, mostramos que temos alma", enfatizou.

No momento, os componentes da Inquérito Musical estão procurando novos músicos para se unirem a Silvia, Gilson, Pedro Paulo, Ana Rosa e Leonardo (vocal), Aranha (vocal e guitarra), Guaraci (percussão), Paulo (bateria), Altair (sax), Dalton (sax e flauta) e Zetermam (teclado e direção musical). Dessa vez, os funcionários civis da corporação também serão aceitos.

Nos primeiros ensaios, a MPB prevalecia no repertório do grupo. Mas, com a convivência, foram-se descobrindo talentos criativos entre os componentes. Hoje, das 11 músicas ensaiadas pela Inquérito Musical, todas são de autoria dos integrantes.

Com três composições próprias, Silvia Araujo lembra que a banda não tem o objetivo de ser comercial. "Queremos apenas mostrar que podemos oferecer um lazer saudável, sem atrapalhar nosso trabalho", disse. A Inquérito Musical se apresenta gratuitamente. No entanto, os convites para shows só serão aceitos mediante a disponibilidade de cada integrante.

Silvia e seus amigos não têm medo de que a mudança de governo no Estado do Rio de Janeiro influencie na vida da banda. "A Inquérito Musical não é institucional. Não depende de resoluções internas para sobreviver. Além disso, é uma coisa boa. Por isso, é difícil de terminar", concluiu.