
Sociedade
Brasileira de Dermatologia
Fundada
em 5 de fevereiro de 1912, sob a denominação
de Sociedade Brasileira de Dermatologia e Sifilografia,
a atual Sociedade Brasileira de Dermatologia
(SBD) possui hoje 4.751 médicos associados,
sendo a segunda maior sociedade dermatológica
do mundo. O trabalho da SBD está voltado
para o estudo, ensino e pesquisa da dermatologia,
bem como para propor medidas visando preservar,
disciplinar e fiscalizar o exercício
da especialidade.
A
SBD é presidida pelo médico Fernando
Almeida. Ele comanda a instituição
até dezembro deste ano, quando assumirá
Márcio Rutowitsch. Segundo Fernando Almeida,
estima-se que apenas 2% dos dermatologistas
brasileiros não pertençam à
Sociedade Brasileira de Dermatologia.
O
atual presidente definiu a SBD como sendo um
órgão que estará sempre
presente na fiscalização dos atos
do dermatologista e nos assuntos de interesse
do exercício da profissão. "A
entidade se manifestará, sempre que necessário,
sobre a definição de atos dermatológicos
e a delimitação da área
de atividade do dermatologista", explicou.
Fernando Almeida disse ainda que "a SBD
poderá propor às entidades competentes
medidas visando a preservar, disciplinar e fiscalizar
o exercício da dermatologia. Além
disso, procurará contribuir para a orientação
e solução dos aspectos médico-sociais
da dermatologia e domínios afins",
definiu.
A
SBD possui duas categorias de sócio:
o contribuinte e o efetivo. Para se tornar sócio
efetivo, é necessário que os sócios
contribuintes façam treinamento de dois
anos, em instituições credenciadas
pela SBD. Em seguida, devem se submeter ao exame
de Título de Especialista. Médicos
que fizeram estágio ou residência
no exterior ou em serviço não
credenciado pela Sociedade serão avaliados
caso a caso pela Comissão de Ensino.
Segundo
o presidente da SBD, a dermatologia hoje no
Brasil é uma das especialidades de maior
renome internacional. "Somos reconhecidos
no mundo todo e temos a primazia em algumas
áreas, especialmente envolvendo tratamentos
cosmiátricos". No entanto, quando
o assunto é tecnologia, Fernando Almeida
é enfático. "Ainda somos
basicamente compradores, especialmente dos Estados
Unidos e, em menor escala, da Europa",
disse.