A
cosmetologia é um dos segmentos que mais
crescem no setor industrial brasileiro. A afirmação
é da química Cristina Fernandes, representante
da Associação Brasileira de Cosmetologia
(ABC), no Rio de Janeiro. Hoje, essa indústria
não se limita, como no passado, a fabricar
batons, xampus e esmaltes. Sua produção
avançou e se sofisticou ao longo dos anos.
Além de uma extensa lista de insumos voltados
para o público feminino, há também
as linhas masculina, bebê e criança.Uma
pesquisa encomendada pela ABC descobriu que, numa
família, quem decide o que comprar são
as mulheres e, conseqüentemente, são
elas que consomem mais. Na avaliação
de Cristina Fernandes, a cosmetologia tem como função
básica a promoção da beleza.
"Nossos produtos possuem diversas aplicações.
Há linhas voltadas para o tratamento de peles
oleosas e secas, produtos coadjuvantes na terapêutica
das acnes, atenuantes de estrias, destinados à
prevenção do envelhecimento, entre
tantos outros", explicou.
Busca
pelo respeito
A
Associação Brasileira de Cosmetologia
vem buscando passar para os milhares de consumidores
brasileiros de cosméticos a sinceridade dos
produtos que estão à disposição
no mercado. Para isso, Cristina Fernandes revelou
que esse segmento industrial segue as normas previstas
na Lei de Cosmetologia, do Manual de Vigilância
Sanitária, fiscalizada pelo Ministério
da Saúde.
Para
ser lançado no mercado, todo produto fabricado
pela indústria de cosméticos passa
por uma bateria de testes antes de chegar às
prateleiras dos mercados e lojas especializadas.
Nesse momento, laboratórios credenciados
pelo Ministério da Saúde elaboram
um dossiê técnico de cada nova linha
cosmética. Ficam fora da exigência
os cosméticos da Classe 1, como as deocolônias
e xampus. No entanto, segundo Cristina o mesmo não
acontece com os protetores solares. É preciso
que o fabricante prove a eficácia do novo
cosmético. "No caso dos clareadores
de pele (hidroquinona), o texto de rotulagem deve
deixar claro para o consumidor que o produto é
foto-sensível", explicou.
Outra
estratégia que a indústria de cosméticos
vem desenvolvendo, segundo Cristina Fernandes, é
manter um bom relacionamento com os dermatologistas.
Dessa forma, além de conhecer os produtos,
os especialistas passam também a indicá-los
aos pacientes. "Os médicos nos ajudam
a verificar o que funciona no dia-a-dia. Assim temos
um retorno maior. Com isso, conseguimos uma grande
evolução em nosso segmento industrial",
disse.