Mineiro
de Três Corações, Ronaldo Gazola
tinha 67 anos e se formou em medicina pela Universidade
Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), tendo feito sua residência
médica no Hospital Universitário Pedro
Ernesto (HUPE). Em seu currículo também
constam a função de professor assistente
da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ) e
a chefia de equipe do Hospital Rocha Maia, durante 20
anos.
Vida
Pública
Mas
foi em 1983 que a vida de Ronaldo Gazola tomaria um
novo caminho. A convite do então governador do
Rio de Janeiro, Leonel Brizola, o médico assumiu
a Coordenadoria de Serviços de Saúde.
E ainda no primeiro mandato de Brizola, passou ao cargo
de subsecretário. Em 1992, fez parte da administração
do prefeito Marcello Alencar, como secretário
de saúde. Dando continuidade na mesma função,
atuou nos governos dos prefeitos César Maia e
Luiz Paulo Conde.
De
acordo com o amigo, o advogado Roberto Soares de Souza,
Gazola teve uma atuação brilhante como
secretário de saúde. "Um dos pontos
marcantes foi ter conseguido fazer com que os preços
dos medicamentos adquiridos pela prefeitura do Rio de
Janeiro fossem os menores do país", destacou.
Roberto disse ainda que, a partir daí, o Tribunal
de Contas da União e o Tribunal de Contas do
Estado adotaram a tabela de preços carioca como
parâmetro para os valores praticados por outros
municípios. "O modelo de compra da Secretaria
de Saúde do Rio de Janeiro passou a ser aplicado
por outras prefeituras", disse.
Foi
na gestão de Ronaldo Gazola que a prefeitura
do Rio começou a pôr em prática
o sistema de cooperativas de trabalhadores, visando
a melhorar a qualificação dos profissionais,
bem como do serviço prestado nos hospitais e
postos de saúde. Nessa mesma época, os
postos de atendimento passaram a funcionar 24h, podendo-se
fazer a marcação de consultas médicas
por telefone.
Amor
ao próximo
Helena,
esposa de Ronaldo Gazola, destacou que a vida do seu
marido sempre esteve voltada para o auxílio aos
mais necessitados. Como médico, o fato era rotina.
Em agosto de 1995, assumiu a direção do
Educandário Social Lar de Frei Luiz, no bairro
de Jacarepaguá. Na instituição,
que presta serviços a crianças e idosos
carentes, mais uma vez pôde contribuir para que
pessoas menos favorecidas tivessem uma vida mais digna.
"Ele deixou uma história muito bonita. Além
de pensar no próximo, era um bom chefe de família
e um bom pai", disse Helena. Para o amigo Roberto
Soares, Gazola soube compatibilizar a profissão
com seus dons mediúnicos. "No Lar de Frei
Luiz, ele encontrou uma boa oportunidade para desenvolver
o bem. Ele sempre procurou conhecer o homem como um
todo: corpo e espírito", definiu.
Certa
vez, entrevistada pelo jornal Portal de Notícias,
a professora do COPPEAD/UFRJ, Heloísa Leite,
disse que a administração de Ronaldo Gazola
na Secretaria de Saúde do município teria
sido o melhor fato acontecido nos últimos anos
na Prefeitura do Rio de Janeiro. "Gazola soube
instalar de forma eficaz o SUS", afirmou.
Homenagem
póstuma
O
reconhecimento do trabalho deixado por Ronaldo Gazola
foi concretizado em homenagens póstumas. Seu
nome foi dado à Policlínica da Universidade
Estácio de Sá, e também, de acordo
com declarações do prefeito César
Maia, batizará um hospital ainda em construção
no bairro de Acari.
| "Gazola
vem merecidamente recebendo muitas homenagens.
Nossa admiração por este homem público
e por sua dedicação às causas
da saúde coletiva nos faz rogar aos céus
que ele continue em espírito um mensageiro
de luz, compaixão e caridade".
Carlos
Hiran Goes de Souza, gestor do site HOSPITALGERAL.com |
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