Planejado
na década de 50 para oferecer 2 mil leitos,
em 220 mil m2 de área construída, o
Hospital do Fundão, como também é
conhecido, teve seu projeto inicial inviabilizado.
Inaugurado em março de 1978, o prédio
foi dividido ao meio para facilitar a ativação
da unidade.
Hoje,
em quase 25 anos de existência, um dos principais
projetos do diretor, o médico Amâncio
Paulino de Carvalho, é o término e a
ocupação total do complexo. Para isso,
seria necessária, inicialmente, a quantia de
R$ 7 milhões. Visando a concluir definitivamente
o HUCFF, o diretor pretende buscar parcerias no Ministério
da Saúde, na bancada federal do Rio de Janeiro
e na Prefeitura do Rio, entre outros. "Hoje o
hospital não tem folga no orçamento
para fazer qualquer investimento. Em nosso caso, as
parcerias são muito importantes. Estudos comprovaram
que, se o prédio não for finalizado,
toda a sua estrutura será comprometida",
revelou.
Grandiosidade
em saúde
Circulam
diariamente pelo HUCFF em torno de 6 mil pessoas,
entre pacientes, funcionários, alunos e fornecedores.
Mas os números não param por aí.
Tão grande quanto a sua estrutura é
o volume de atendimentos ambulatoriais e cirúrgicos.
São feitas mensalmente 2,5 mil consultas, em
90 consultórios, e 1,2 mil intervenções
cirúrgicas, em 21 salas. Pesquisas em várias
linhas saem dos 15 laboratórios da instituição,
como, por exemplo, a criação de uma
substância para substituir a heparina, responsável
por evitar a trombose pós-operatória.
O estudo vem sendo desenvolvido há dez anos
a partir do pepino-do-mar, um animal marinho.
Pioneiro
no transplante de fígado no Estado do Rio de
Janeiro, o HUCFF já fez mais de cem desses
procedimentos de alta complexidade. Além disso,
o hospital universitário ultrapassou a marca
dos 400 transplantes renais. De acordo com a chefia
do setor de Nefrologia, esse número poderia
ser triplicado, caso houvesse mais doações
de órgãos retirados de pacientes com
morte cerebral comprovada. Outro procedimento que
ganhou destaque são as cirurgias de implante
de válvula, denominadas de homoenxertos criopreservados.
Tanto é que há um projeto para se criar
um Centro Cardíaco Modular. A partir daí,
a capacidade de cirurgias passará de duas para
15.
O
Hospital do Fundão acaba de ganhar um setor
de Radioterapia, para atendimento a pacientes com
câncer. Em breve, o setor de Nefrologia passará
por uma reforma total. "Com investimentos do
BNDES, vamos melhorar os nossos serviços, além
de adquirirmos 12 novas máquinas para hemodiálise",
planejou Amâncio Paulino.
Excelência
em qualidade
Mesmo
operando com poucos recursos financeiros, o Hospital
do Fundão busca sempre a qualidade. Atualmente,
o HUCFF está empenhado na adoção
das normas do Consórcio Brasileiro de Acreditação.
De acordo com o professor Antonio Marinho, coordenador
do Programa de Qualidade, o hospital já conquistou
avanços. "Em conjunto com a Escola de
Belas Artes, estamos sinalizando o complexo. Além
disso, criamos a Cartilha dos Direitos do Paciente
e a Comissão dos Direitos do Paciente",
disse.
O
HUCFF também está buscando a certificação
da Joint Commission International (JCI). Na primeira
avaliação do órgão, em
1999, foram analisados 175 padrões. Destes,
55,9% estavam dentro das conformidades. Dois anos
depois, uma nova avaliação verificou
272 padrões. Dessa vez, a JCI aprovou 88,6%
deles. "O empenho de nossos profissionais é
tornar o hospital um centro de excelência para
assistência, ensino e pesquisa", destacou
Marinho.
Para
o futuro, Amâncio Paulino de Carvalho pretende
lutar pela criação de uma unidade de
emergência no HUCFF, já que, segundo
ele, não há nenhum hospital universitário
no Estado voltado para a formação de
profissionais com conhecimento no atendimento de emergência
a pacientes graves, principalmente traumatizados.
Em sua segunda gestão, Amâncio Paulino
de Carvalho espera em breve recuperar investimentos
previstos pelo Ministério da Educação
para a aquisição de um aparelho de ressonância
nuclear magnética. "Esse tipo de material
é muito importante em um hospital voltado para
pesquisa e procedimentos de alta complexidade, como
o nosso", enfatizou.
Ficha técnica:
Funcionários:
em torno de 3,5 mil (incluindo professores e acadêmicos)
Leitos: 456
Atendimento clínico e de alta complexidade
Especialidades: destaque para transplantes
e grandes cirurgias
Corpo clínico fechado
Telefone: (21) 2562-2789
Endereço: Av. Brigadeiro Trompowisky,
S/Nº - Ilha do Fundão - Rio de Janeiro
- RJ
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