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Dermatologia, especialidade em crescimento

A dermatologia tornou-se uma especialidade muito procurada pelos jovens médicos, chegando a concorrência, em alguns casos, a até 25 candidatos para cada vaga. A afirmação é do presidente da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD), Fernando Almeida. Da mesma forma, a cosmiatria vem ganhando a adesão desses especialistas, que vêem na área um mercado promissor, já que, no mundo moderno, a beleza tem grande valor.

De acordo com Fernando Almeida, no Brasil a maioria das escolas médicas que forma dermatologistas requer que os candidatos tenham antes feito um ou dois anos de clínica médica e, depois, dois ou três anos na especialidade escolhida em serviços credenciados pela Sociedade Brasileira de Dermatologia.

Como a cosmiatria é uma área de atuação da dermatologia, o presidente da

SBD explicou que, de acordo com o Conselho Federal de Medicina e a Associação Médica Brasileira, somente profissionais com essa especialização podem clinicar na área.

Portal de Notícias - Quais são os aspectos relativos à formação de especialistas, bem como a cursos e obtenção de títulos no país?
Fernando Almeida - Não são todas as escolas que prestigiam a área de atuação da cosmiatria, fazendo com que muitos dos dermatologistas procurem cursos paralelos, em jornadas e congressos, para ter a formação necessária.

PN - Quais os níveis de intervenção e as anomalias tratadas?
FA - O especialista que opte pela cosmiatria vai encontrar casos como acne, envelhecimento, manchas, verrugas, pintas, nevos e todas as alterações envolvidas com a aparência.

PN - Qual é a abrangência dos serviços e a relação com a dermatologia clássica?
FA - A dermatologia clássica aborda todas as doenças relativas à pele e seus anexos (cabelos e unhas) e envolve também a área da cosmiatria. O que se dá hoje é que o conhecimento aumentou muito e não é possível para um mesmo médico saber todas as informações a respeito de todos os assuntos; portanto, a criação de subespecialidades tornou-se imperativa. Na prática, o que temos hoje são especialistas gerais e especialistas que se dedicam mais a algumas áreas.

PN - Qual é a diferença entre a terapêutica tradicional e a dermatocosmética?
FA - A terapêutica clássica é constituída de medicações que são utilizadas em outras áreas da medicina, como, por exemplo, os antibióticos e os analgésicos, entre outros. A terapêutica cosmiátrica atua muito mais externamente. Portanto, cremes, loções e medicamentos para uso externo são a maioria dos produtos utilizados, embora não os únicos. Hoje já temos remédios de uso interno, por via oral, que são utilizados nos processos contra o envelhecimento, nos casos graves de acne e na queda de cabelos. O arsenal terapêutico da dermatocosmética é muito amplo e envolve a manipulação e produtos industrializados.

PN - Quais os principais avanços tecnológicos nos últimos anos?
FA - Os principais avanços poderiam ser divididos em dois grupos. O primeiro refere-se aos recursos humanos. Cada vez mais médicos dermatologistas estão se preparando para esta área, o que amplia muito o conhecimento. E, em segundo lugar, a indústria descobriu um grande filão do mercado, que é o dos dermatocosméticos com qualidade de produtos farmacêuticos - os chamados cosmecêuticos. A indústria vem investindo muito na pesquisa e desenvolvimento de produtos que tenham a capacidade de penetrar na pele e levar os princípios ativos até as camadas onde eles devem agir. Portanto, a tecnologia, associada à pesquisa e ao mercado, tem feito surgirem propostas de tratamento altamente evoluídas.