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Melhorar a aparência física pode resgatar a alegria de viver

A cada dia, mais e mais pessoas se preocupam com a sua beleza, em maior ou menor grau. Mas o fato é que cuidar da estética acaba se tornando uma rotina diária, levando alguns ao extremo de se tornarem "prisioneiros" do espelho, e se sentirem até mesmo tristes quando não se consideram dentro dos padrões ditos ideais de beleza.

Diante de tamanho culto à beleza, o jornal Portal de Notícias ouviu o cirurgião plástico Ricardo Cavalcanti. Na ocasião, o médico, que é mestre em cirurgia pela Universidade Federal Fluminense, membro titular da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica e do Colégio Brasileiro de Cirurgiões, revelou que, ao contrário do que muitos pensam, hoje não são somente pessoas de alto poder aquisitivo que se submetem a cirurgias estéticas. O especialista afirmou que, após passar por uma intervenção cirúrgica, o paciente pode a melhorar a sua qualidade de vida, já que muitas vezes a correção de um detalhe que não agrada em seu corpo consegue devolver-lhe a alegria de viver.

Portal de Notícias - Quem são os prováveis clientes de um cirurgião plástico?
Ricardo Cavalcanti - Pessoas de ambos os sexos que procuram uma melhora em sua forma física, seja ela por motivos estéticos ou reparadores. Hoje em dia, superada a falsa premissa de que somente as pessoas de alto poder aquisitivo poderiam se submeter a cirurgias estéticas, é cada vez maior o número de pacientes que procuram os serviços profissionais de um cirurgião plástico.

PN - Quais as técnicas mais utilizadas hoje, e para que servem?
RC - Como técnicas utilizadas podemos citar o VASSER, que é a lipoaspiração com emprego de ultra-som pulsátil, tendo como diferencial o pós-operatório, e o QUANTUM, um tipo de laser para a remoção de manchas e olheiras.

PN - Quais os problemas mais comuns entre os seus pacientes?
RC - Eu não diria problemas, e sim anseios; basicamente, de uma melhor aparência, de se sentir feliz com o seu corpo etc. No caso das mulheres, são preocupações referentes aos seios, principalmente nos casos de mastectomia (extirpação dos seios), em que o implante de silicone devolve a auto-estima e a satisfação com sua aparência.

PN - De que forma a medicina estética é utilizada para melhorar a saúde de um paciente?
RC - Já tratei de crianças e adolescentes vítimas de queimaduras, que, com a cicatrização não atendida por médicos, ficaram impossibilitados de movimentar os braços e pernas. Com uma pequena cirurgia reparadora, os movimentos foram totalmente restabelecidos, proporcionando a esses jovens uma vida saudável.

PN - Há alguma relação entre a beleza e a melhora na qualidade de vida de uma pessoa? Pessoas que se sentem feias, ou com problemas estéticos, têm a auto-estima baixa?
RC - Em alguns casos, sim. Há pessoas que se sentem infelizes por um pequeno detalhe... detalhe este algumas vezes imperceptível para os outros, mas que se torna motivo de infelicidade para o seu portador, gerando baixa auto-estima e problemas de relacionamento afetivo. Uma pequena correção pode devolver a estas pessoas a alegria de viver.

PN - Os homens estão cuidando da beleza? O que eles desejam quando procuram um especialista como o sr.?
RC - Sim, em uma sociedade competitiva, na qual, queiramos ou não, a aparência é um fator decisivo até para a obtenção de um emprego, é cada vez maior o número de homens que procuram as clínicas de cirurgia estética em busca de uma melhor aparência, principalmente no que se refere ao tratamento da calvície e à diminuição do abdômen através da lipoaspiração.

PN - Como profissional responsável por deixar as pessoas mais bonitas, já fez ou faria uma cirurgia estética para reparar algo, como, por exemplo, os efeitos da idade?
RC - Sim, desde que me sentisse feliz com os resultados pretendidos com a cirurgia, eu a faria. Quanto aos efeitos da idade, a cirurgia não os repara, mas atenua.