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Campanha Social
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Marcos Moraes

Um dos grandes passos dados no tratamento de câncer no país teve a participação direta do cirurgião geral e oncológico Marcos Fernando Moraes. Durante o período em que foi diretor do Instituto Nacional de Câncer - INCA, o médico criou, em 1992, a Fundação Ary Frauzino, com a finalidade de dar apoio na arrecadação da instituição.

Marcos Moraes afirmou que, com a fundação, verbas vindas do SUS e de doações passaram a ser empregadas em benefícios para o INCA. Além disso, estes recursos ainda auxiliam na renovação do quadro de pessoal. Hoje, 1,4 mil dos 3 mil funcionários do instituto são pagos pela Fundação Ary Frauzino. "A idéia era montar uma fundação de suporte financeiro, baseada em experiências bem-sucedidas, como a Fundação Zerbini, do Incor, de São Paulo. Felizmente o nosso trabalho vem conquistando um enorme sucesso. Fico muito satisfeito com isso", revelou o presidente do Conselho de Curadores da Fundação Ary Frauzino.

Para o cirurgião, que durante quase uma década esteve à frente do INCA, a criação do órgão de apoio financeiro deixou a administração do hospital mais flexível. Desta forma, segundo ele, foi possível a criação de programas de qualidade, envolvendo todos os funcionários da instituição. "O mais importante de tudo é que se despertou nos profissionais o orgulho institucional.Desenvolvemos programas de valorização, premiando e dando diplomas para os bons funcionários", disse.

Atualmente, além da presidência do Conselho de Curadores da Fundação Ary Frauzino, Marcos Moraes divide o seu tempo entre os cargos de professor de cirurgia da Universidade Gama Filho (UGF) e professor da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), onde é coordenador do Programa de Oncobiologia. Além disso, possui uma rotina muito grande de cirurgias.

De acordo com Marcos Moraes, a oncologia tem evoluído muito, principalmente no que se refere à genética, à imunologia e à biologia molecular. "Hoje, 60% dos pacientes com câncer ficam curados. No entanto, cerca de 80% dos casos da doença surgem a partir do estilo de vida das pessoas. Acredito que, se o Ministério da Saúde desse maior ênfase à prevenção, muitas doenças poderiam ser evitadas", destacou.

Segundo o especialista, a redução da mortalidade infantil, o controle da Aids e a implantação do Programa de Saúde da Família, criado há cerca de 10 anos, foram os melhores fatos ocorridos na última década na saúde pública. O mesmo ele não pode dizer com relação à volta de algumas endemias, à deficiência na prevenção do câncer do colo do útero e a várias campanhas feitas sem programação. "Algumas doenças voltaram devido ao erro do Ministério da Saúde em atribuir o combate aos Estados e municípios. O mesmo podemos falar da deficiência do Programa da Saúde da Mulher e de diversas campanhas feitas sem o planejamento desejável", opinou.Marcos Moraes

Um dos grandes passos dados no tratamento de câncer no país teve a participação direta do cirurgião geral e oncológico Marcos Fernando Moraes. Durante o período em que foi diretor do Instituto Nacional de Câncer - INCA, o médico criou, em 1992, a Fundação Ary Frauzino, com a finalidade de dar apoio na arrecadação da instituição.

Marcos Moraes afirmou que, com a fundação, verbas vindas do SUS e de doações passaram a ser empregadas em benefícios para o INCA. Além disso, estes recursos ainda auxiliam na renovação do quadro de pessoal. Hoje, 1,4 mil dos 3 mil funcionários do instituto são pagos pela Fundação Ary Frauzino. "A idéia era montar uma fundação de suporte financeiro, baseada em experiências bem-sucedidas, como a Fundação Zerbini, do Incor, de São Paulo. Felizmente o nosso trabalho vem conquistando um enorme sucesso. Fico muito satisfeito com isso", revelou o presidente do Conselho de Curadores da Fundação Ary Frauzino.

Para o cirurgião, que durante quase uma década esteve à frente do INCA, a criação do órgão de apoio financeiro deixou a administração do hospital mais flexível. Desta forma, segundo ele, foi possível a criação de programas de qualidade, envolvendo todos os funcionários da instituição. "O mais importante de tudo é que se despertou nos profissionais o orgulho institucional.Desenvolvemos programas de valorização, premiando e dando diplomas para os bons funcionários", disse.

Atualmente, além da presidência do Conselho de Curadores da Fundação Ary Frauzino, Marcos Moraes divide o seu tempo entre os cargos de professor de cirurgia da Universidade Gama Filho (UGF) e professor da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), onde é coordenador do Programa de Oncobiologia. Além disso, possui uma rotina muito grande de cirurgias.

De acordo com Marcos Moraes, a oncologia tem evoluído muito, principalmente no que se refere à genética, à imunologia e à biologia molecular. "Hoje, 60% dos pacientes com câncer ficam curados. No entanto, cerca de 80% dos casos da doença surgem a partir do estilo de vida das pessoas. Acredito que, se o Ministério da Saúde desse maior ênfase à prevenção, muitas doenças poderiam ser evitadas", destacou.

Segundo o especialista, a redução da mortalidade infantil, o controle da Aids e a implantação do Programa de Saúde da Família, criado há cerca de 10 anos, foram os melhores fatos ocorridos na última década na saúde pública. O mesmo ele não pode dizer com relação à volta de algumas endemias, à deficiência na prevenção do câncer do colo do útero e a várias campanhas feitas sem programação. "Algumas doenças voltaram devido ao erro do Ministério da Saúde em atribuir o combate aos Estados e municípios. O mesmo podemos falar da deficiência do Programa da Saúde da Mulher e de diversas campanhas feitas sem o planejamento desejável", opinou.