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Soluções para resíduos de saúde através da pesquisa
Por Augusto Morais


Unidade de tratamento de resíduos
do Hospital dos Servidores
Cresce a cada dia a busca de soluções para minimizar os transtornos causados pela produção de resíduos de serviços de saúde. Constantemente o assunto é tema de conferências e pesquisas em vários países. No entanto, ainda há muito o que fazer para que o lixo hospitalar, como é vulgarmente conhecido, tenha um destino considerado ideal pelas organizações de saúde e meio ambiente.
A falta de conscientização sobre os resíduos hospitalares faz com que o país viva um grande atraso no que se refere à geração, acondicionamento, transporte e descarte desse tipo de material. Com isso, vários municípios brasileiros ainda não possuem locais especiais para o tratamento dos resíduos..
 
Cresce a cada dia a busca de soluções para minimizar os transtornos causados pela produção de resíduos de serviços de saúde. Constantemente o assunto é tema de conferências e pesquisas em vários países. No entanto, ainda há muito o que fazer para que o lixo hospitalar, como é vulgarmente conhecido, tenha um destino considerado ideal pelas organizações de saúde e meio ambiente. A falta de conscientização sobre os resíduos hospitalares faz com que o país viva um grande atraso no que se refere à geração, acondicionamento, transporte e descarte desse tipo de material. Com isso, vários municípios brasileiros ainda não possuem locais especiais para o tratamento dos resíduos.
 
De acordo com a administradora hospitalar e subgerente de Higiene Hospitalar da Comlurb, Glória Costa, há vários estudos em andamento para que os resíduos de serviços de saúde causem menos impactos na vida do homem moderno. Uma das propostas está sendo testada pelo município de São José dos Campos - SP. O projeto prevê passar os resíduos por um aparelho de microondas e, logo em seguida, triturá-los. Mesmo considerando-o ideal, Glória lamenta que a saída ainda seja de custo elevado.
 
Um grupo de estudiosos prega o tratamento dos resíduos hospitalares no próprio local de sua geração. Para esse pessoal, o ideal seria treinar toda a equipe — limpeza, manuseio e transporte — com palestras sobre educação ambiental e a maneira ideal de se descartarem os resíduos. Assim, esses profissionais aprenderiam a diferenciar o resíduo infectante dos demais, bem como conheceriam técnicas para se produzir menos lixo.
 
Os resíduos passariam por um processo de tratamento prévio, ainda dentro da instituição, antes de serem encaminhados para o aterro sanitário. Para isso, segundo Glória Costa, materiais como bolsas de sangue, restos de tecido humano e outros resíduos infectantes seriam esterilizados em uma autoclave e, posteriormente, enviados para um aterro sanitário comum.
 
Em setembro de 2001, a Comlurb recolheu, de 4,5 mil unidades de saúde da cidade do Rio de Janeiro, cerca de 1.440 toneladas de resíduos infectantes, que foram encaminhados para uma célula no aterro sanitário de Gramacho, em Duque de Caxias. Todos os resíduos infectantes são direcionados para esta célula especial, onde o material recebe um tratamento com argila. Para que aves de rapina não invadam o espaço destinado ao lixo, a empresa de limpeza do Rio o protege com cercas de fios de nylon.
 

Reciclar é preciso

Nem todo o lixo produzido em uma unidade de saúde é considerado resíduo infectante. Para Glória Costa, é importante que se reduza a geração dos resíduos não contaminados. "Muitas vezes, materiais como papelões e embalagens de medicamentos podem ser reciclados ou reaproveitados. Devemos tirar de nossas cabeças que em hospitais só há resíduos infectantes. Nem tudo está contaminado", explica.

 

Tipos de resíduo de serviço de saúde

A classificação dos resíduos de serviços de saúde ainda é um tema que causa divergência. As opiniões variam de profissional para profissional. Alguns acreditam que só pode ser chamado de resíduo infectante o proveniente das alas destinadas a pacientes com doenças contagiosas. Outros afirmam que todos os resíduos provenientes de unidades de saúde devem ser considerados como infectantes, inclusive restos alimentares de pacientes, filmes de raio X, medicamentos, enfim, qualquer tipo de material séptico potencialmente contagioso.

 

De acordo com a Resolução CONAMA 005/93 e a Organização Mundial de Saúde (OMS), os Resíduos de Serviços de Saúde estão divididos em biológicos ou infectantes, químicos, rejeitos radioativos e comuns. O primeiro tipo é o que possui alguma espécie de agente biológico, ou aquele que esteja contaminado por ele. Os resíduos químicos são os que apresentam risco à saúde pública ou ao meio ambiente, como, por exemplo, materiais contaminados por produtos químicos e medicamentos com data vencida. Os rejeitos radioativos são aqueles que contêm radionuclídeos. Já os resíduos comuns são semelhantes aos domésticos.

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