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Campanha Social
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Dengue: análise e evolução de uma epidemia crescente no Rio
Por Augusto Morais


Dr. Sérgio Arouca
Uma epidemia de dengue assola as cidades do Rio de Janeiro, Niterói, São Gonçalo e municípios da Baixada Fluminense. Só no Rio de Janeiro quase 300 novos casos são registrados diariamente. No documento, o ex-secretário revelou que a prefeitura não possuía homens, veículos e equipamentos suficientes para se realizar operações de combate ao mosquito Aedes aegypti.

Outro ponto levantado por Sérgio Arouca faz referência ao despreparo da Comlurb para executar tal tarefa. "Já havia a previsão de uma epidemia e nada foi feito. Nunca se chegou a um verão com tanto despreparo para conter a dengue, como agora", lamentou.
Para Arouca, caso medidas emergenciais não sejam tomadas, a epidemia de dengue poderá atingir, em pouco tempo, o interior do estado. "Não temos como prever ao certo a proporção da epidemia. A tendência é aumentar até o outono. Podemos dizer que o problema é sério", explicou.


Arouca acredita que um outro fator importante na disseminação na dengue no Rio de Janeiro tenha sido a demissão, em 1988, de mais de 3 mil agentes de endemias pelo Ministério da Saúde. De lá para cá as prefeituras colocaram seus homens para fazer o mesmo trabalho. "O Rio nunca se recuperou do rombo causado pela demissão dos agentes. Algumas prefeituras, sem saber, contrataram até mesmo empresas de detetização para combater o mosquito da dengue", acusou.

A entrada do Exército e de agentes sanitários vindos de outras regiões são vistos por Arouca como uma saída emergencial para que o Ministério da Saúde consiga controlar a epidemia de dengue. No entanto, para ele a dificuldade está no fato dos técnicos de apoio desconhecerem a região onde iriam atuar. "A saúde pública exige um trabalho permanente. Os governantes não acreditam quando falamos em medicina preventiva. Esse tipo de ação não dá estatus e muito menos atrair negócios. As ações só surgem quando a epidemia já está implantada e fazendo várias vítimas.