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Outro
ponto levantado por Sérgio Arouca faz
referência ao despreparo da Comlurb para
executar tal tarefa. "Já havia a
previsão de uma epidemia e nada foi feito.
Nunca se chegou a um verão com tanto
despreparo para conter a dengue, como agora",
lamentou.
Para Arouca, caso medidas emergenciais não
sejam tomadas, a epidemia de dengue poderá
atingir, em pouco tempo, o interior do estado.
"Não temos como prever ao certo
a proporção da epidemia. A tendência
é aumentar até o outono. Podemos
dizer que o problema é sério",
explicou.
Arouca acredita que um outro fator importante
na disseminação na dengue no Rio
de Janeiro tenha sido a demissão, em
1988, de mais de 3 mil agentes de endemias pelo
Ministério da Saúde. De lá
para cá as prefeituras colocaram seus
homens para fazer o mesmo trabalho. "O
Rio nunca se recuperou do rombo causado pela
demissão dos agentes. Algumas prefeituras,
sem saber, contrataram até mesmo empresas
de detetização para combater o
mosquito da dengue", acusou.
A
entrada do Exército e de agentes sanitários
vindos de outras regiões são vistos
por Arouca como uma saída emergencial
para que o Ministério da Saúde
consiga controlar a epidemia de dengue. No entanto,
para ele a dificuldade está no fato dos
técnicos de apoio desconhecerem a região
onde iriam atuar. "A saúde pública
exige um trabalho permanente. Os governantes
não acreditam quando falamos em medicina
preventiva. Esse tipo de ação
não dá estatus e muito menos atrair
negócios. As ações só
surgem quando a epidemia já está
implantada e fazendo várias vítimas.
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