|
|
|
|
|
|
|

|
Antraz
é utilizado como arma bioterrorista
|
Depois
de os Estados Unidos sofrerem atentados terroristas no último dia 11 de
setembro, mais uma vez o mundo se volta para aquele país. No entanto,
agora a guerra é silenciosa e quase invisível. Os americanos estão sofrendo
com ataques bioterroristas. O antraz, que até pouco tempo era algo desconhecido
de grande parte da população mundial, passa a causar medo em todos depois
que a bactéria passou a ser espalhada via correio.
Com a contaminação de várias pessoas nos Estados Unidos e na Argentina,
os outros países passaram a criar milícias para combater um possível ataque
biológico e o surgimento de vítimas da bactéria Bacillus antracis.
O antraz é uma doença comum entre o gado bovino, camelos, ovelhas, antílopes,
cães e cabras, que se contaminam através da alimentação.
Tratamento e contaminação
As vítimas do antraz podem ser tratadas facilmente através da ingestão
de antibióticos a base de ciprofloxamina, desde que o diagnóstico
seja feito de forma rápida. Em alguns casos, a penicilina também é indicada.
Segundo especialistas, ainda não existem formas de identificação eficientes
dos casos, o que poderia fazer com que as unidades de saúde só recebessem
pacientes já em um estado avançado.
O antraz, genericamente chamado de carbúnculo hemático, pode atacar
o homem na forma cutânea, digestiva e respiratória. Na primeira, a mais
comum delas, o bacilo contamina o indivíduo pela pele, geralmente através
de um ferimento. Na segunda, a mais rara, a contaminação se dá através
da ingestão de alimentos com o Bacillus antracis. Já na forma respiratória,
depois de inspirada, a bactéria cai na corrente sangüínea, provocando
edemas, hemorragias e necrose dos órgãos.
Os primeiros sintomas do antraz muitas vezes, são confundidos com os da
gripe e, por isso, pode haver dificuldade no diagnóstico. Febre, tosse
e mal estar podem durar de horas a dias. Já numa segunda fase, a doença
se apresenta de uma forma mais violenta, com febre alta, dificuldade para
respirar e parada cardíaca.
O antraz não é contagioso. Dessa forma, não pode se disseminar de pessoa
para pessoa, o que impossibilitaria, de alguma forma, uma epidemia. No
entanto, suas partículas são tão pequenas que é quase impossível saber
se alguém as inalou.
Arma bacteriológica
O antraz está sendo usado uma arma biológica em potencial. O Bacillo
antracis, causador da infecção, pode resistir ao calor e frio intenso
durante décadas, apenas aguardando as condições adequadas para a sua germinação.
Torná-la uma arma não é tarefa nada simples. Portanto é possível concluir
que o trabalho dos cientistas que de dedicaram ao estudo foi árduo e bem
focado em seus objetivos.
De acordo com a Associação Médica Americana (AMA), há pelo menos 17 países
que desenvolvem programas de armas biológicas, sendo alguns deles produtores
do antraz. Há muitos anos, cientistas americanos e soviéticos desenvolveram
técnicas de fragmentação do antraz em minúsculas partículas, o que aumenta
o seu poder de contaminação.
Historiadores acreditam que uma das pragas que atingiram o Egito, descritas
no Velho Testamento, seja o antraz, um problema endêmico em grandes regiões
da Ásia, África e América Latina.
Antraz ou antrax
O nome da doença vem do grego, anthrax, que quer dizer carvão.
Ele faz alusão à brasa, que servia para designar as pústulas avermelhadas
sobre a pele e um dos mais belos rubis da cor de sangue.
Desde que a palavra foi inserida na língua portuguesa, ela é escrita com
a letra "Z" ao final. O fato pode ser comprovado em pesquisas nos dicionários
Aurélio, Houaiss, Caldas Aulete, Morais e Lacerda.
Anthrax vem da língua inglesa e, segundo o professor Cláudio Moreno,
"a grafia dá força expressiva e sinistra muito maior do que a do nosso
antraz, evocando essas entidades maléficas que povoam os videogames
e jogos de RPG".
|
|
|