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Dividido nos setores de Epidemiologia, Planejamento e Administração e Política em Saúde, o IMS possui mais de 20 linhas de pesquisa voltadas para a Aids, sexualidade, racionalidade médica, desnutrição, obesidade, violência, doenças crônicas e transmissíveis, entre outras, desenvolvidas por cerca de 300 alunos dos cursos de mestrado e doutorado em Administração Hospitalar e Medicina do Trabalho. Em três décadas de existência, os alunos do IMS já produziram mais de 400 teses de doutorado e dissertações de mestrado, auxiliados por um corpo docente composto por 48 profissionais, sendo 95% deles com títulos de PhD. Toda essa produção vem proporcionando a elaboração de políticas voltadas para gerar melhores condições de saúde no Brasil. De acordo com o diretor do IMS, professor João Regazzi Gerk, a instituição vem cumprindo o seu papel de forma correta, como foi idealizada pelo seu fundador, professor Américo Piquet Carneiro, formando dirigentes, educadores e pesquisadores de renome. "O IMS está funcionando da forma como foi planejado. Já passaram por aqui nomes que hoje se destacam na política nacional de saúde, como Ézio Cordeiro, ex-reitor da UERJ, Paulo Buss, presidente da Fiocruz, Maurício Almeida, vice-reitor da Universidade Estadual de Londrina - PR, Ana Tereza Camargo, secretária de saúde de São Gonçalo - RJ, entre tantos outros", enumerou. Novas propostas O Instituto de Medicina Social desenvolve a cada dia novas formas de qualificar profissionais para a área médica. A instituição, em convênio com a Universidade Federal do Rio Grande do Norte (RN), abriu a primeira turma de mestrado interinstitucional, na qual parte das aulas foram ministradas na universidade e parte no IMS. O mesmo curso acontecerá em uma parceria com a Universidade Federal de Juiz de Fora (MG), e há outras instituições interessadas no programa. Em breve o IMS deverá estar ministrando a disciplina "Metodologia Científica", aberta a alunos de todos os cursos da Universidade Estadual do Rio de Janeiro, onde está localizado. "Temos um grupo bem coeso, do qual os membros fazem parte há algum tempo e estão sempre empenhados em proporcionar o melhor para a saúde. Isso acontece mesmo com as dificuldades de dinheiro para a pesquisa e dos baixos salários pagos aos pesquisadores", revelou. Histórico Criado oficialmente em 1971, o Instituto de Medicina Social tem suas raízes três anos antes, quando o professor Américo Piquet Carneiro reuniu um grupo de professores da antiga Faculdade de Ciências Médicas e começou a traçar o que é hoje a instituição. Além de Piquet, os professores Moiséis Szklo, Nina Nunes e Ézio Cordeiro, todos assistentes da cadeira de administração hospitalar, foram os pioneiros do IMS. O sanitarista Nelson Moraes foi o primeiro diretor da unidade e ficou responsável pela escola até 1984, quando foi sucedido pelo médico Ézio Cordeiro. Segundo o atual diretor, João Regazzi, Moraes dirigiu o IMS no período mais crítico de sua existência. "Nelson Moraes conseguiu manter o IMS funcionando no período da ditadura militar, quando a pesquisa não era bem vista", disse.
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