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Cresce a cada dia a busca de soluções para minimizar os transtornos causados pela produção de resíduos nos estabelecimentos de saúde. Constantemente o assunto é tema de conferências e pesquisas em vários países. No entanto, ainda há muito o que fazer para que o lixo hospitalar, como é vulgarmente conhecido, tenha um destino considerado ideal pelas organizações de saúde e meio ambiente. A falta de conscientização sobre os resíduos hospitalares resulta em um grande atraso para o país no que se refere à geração, acondicionamento, transporte e descarte desse tipo de material. Isso faz com que vários municípios brasileiros ainda não possuam locais especiais para o tratamento desses resíduos. De acordo com a administradora
hospitalar e gerente de Higiene Hospitalar da Comlurb (Companhia de Limpeza
Urbana do Rio de Janeiro), Glória Costa, há vários
estudos em andamento para que os resíduos de serviços de
saúde causem menos impactos na vida do homem moderno. Uma das propostas
está sendo testada pelo município de São José
dos Campos, SP. O projeto prevê passar os resíduos por um
aparelho de microondas e, logo em seguida, triturá-los. Mesmo considerando-o
ideal, Glória lamenta que a saída ainda seja de custo elevado.
Nem todo o lixo produzido em uma unidade de saúde é considerado resíduo infectante. Para Glória Costa, é importante que se reduza a geração desses resíduos. "Muitas vezes materiais como papelões e embalagens de medicamentos podem ser reciclados ou reaproveitados. Devemos tirar de nossas cabeças que em hospitais só há resíduos infectantes. Nem tudo está contaminado", explicou.
A classificação
dos resíduos de serviços de saúde ainda é
um tema que causa divergência. As opiniões variam de profissional
para profissional. Alguns acreditam que só pode ser chamado de
resíduo infectante aquele gerado nas alas destinadas a pacientes
com doenças contagiosas. Outros afirmam que todos os resíduos
provenientes de unidades de saúde devem ser considerados como infectantes,
inclusive restos alimentares de pacientes, filmes de raios-X, medicamentos,
enfim, qualquer tipo de material séptico potencialmente contagioso. Mais sobre o assunto no HOSPITALGERAL.com:
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