O
ministro da Saúde, José Serra, afirmou que o resultado
da primeira etapa da campanha de vacinação contra a poliomielite,
acontecida no último dia 9 de junho, foi bom em todo o território
nacional. A meta prevista de imunizar 16,7 milhões de crianças
de zero a cinco anos foi ultrapassada.
Em agosto, quando acontece a segunda etapa da vacinação
anti-pólio, os pais têm mais um compromisso com a saúde
de seus herdeiros. A ação é realizada em conjunto com as secretarias
estaduais e municipais de saúde de todo o país. Com as campanhas, o
governo federal pretende continuar garantindo a erradicação da doença
no Brasil.
O último caso de poliomielite registrado no país foi em 1989, na cidade
de Sousa, no estado da Paraíba. De lá para cá, a campanha de vacinação,
segundo a Fundação Nacional de Saúde (Funasa), tem alcançando 100% da
meta prevista. No entanto, a doença ainda é comum em 30 países do mundo:
Angola, Irã, Índia e Haiti são alguns deles.
Na primeira fase, a Funasa adquiriu 32 milhões de doses de vacina, sendo
27 milhões delas para o combate à pólio. O restante é destinado
ao calendário básico de vacinação, como a tríplice viral (rubéola, sarampo
e caxumba) e a SPO (sarampo). As doses que não foram utilizadas nessa
etapa serão aproveitadas na vacinação de rotina. O governo está investindo
R$ 23 milhões na campanha, dos quais R$ 11 milhões na aquisição das
doses, R$ 6 milhões em publicidade e o mesmo valor para que os estados
coloquem em prática suas campanhas.
Pediatra fala sobre a importância das gotinhas
De acordo com Maria Amélia Sayeg Porto, pediatra e professora adjunta
da Universidade Federal do Rio de Janeiro - UFRJ, a vacinação contra
a poliomielite é muito importante. A médica define a campanha como as
gotinhas quem têm evitado uma triste doença, causadora de seqüelas irreversíveis
que, em muitos casos, levam as crianças ao óbito.
"Há cinco anos o Brasil não registra nenhum caso novo de poliomielite.
No entanto, há dois anos, foram registrados dois casos da doença em
pessoas vindas de Angola, onde estava ocorrendo um surto. São apenas
algumas gotinhas que valem uma vida", disse.
Maria Amélia disse ainda que, no primeiro ano de vida da criança, ela
deve receber três doses da vacina antipólio; no ano seguinte, são
necessárias duas doses e, ao completar 15 meses de idade, mais
uma. No entanto, a pediatra revela que as doses de rotina não impedem
as crianças de zero a cinco anos de participarem da campanha nacional.
"Nenhuma criança pode ficar fora da campanha, mesmo as que já
que tenham sido vacinadas. É importante que todas as crianças do país
recebam o medicamento. Para que haja a imunização, é essencial a vacinação
correta", explicou.
Para
saber mais sobre todas as vacinas e o calendário de vacinação,
consulte nossa seção ,
em Comunidade, ou o site http://www.zegotinha.dialdata.com.br/porque/calendario.asp,
da Secretaria de Estado da Saúde - SP.