Diet ou light, eis a questão!

Substituir açúcar natural por adoçantes artificiais tornou-se um hábito entre as pessoas que desejam manter uma vida saudável e entre os diabéticos, que encontraram um substituto para a glicose. A busca por produtos Iight e diet aumentou consideravelmente, assim como a preocupação com o consumo excessivo desses produtos e os abusos praticados pelos produtores.

A Regulamentação de Alimentos, além de instaurar regras, desde a sua publicação possui alguns pontos para controlar abusos e proteger o consumidor. Todas as empresas tiveram um ano para se adequar.


Entre os itens importantes da Regulamentação está a classificação, diferenciada entre alimentos diet e light, que não existia na legislação anterior. O novo texto esclarece a diferença: "Diet é isento de açúcar ou gordura, e light tem o teor reduzido desses dois componentes." Portanto, antes de comprar qualquer produto, o consumidor deve ler todas as informações que estão na embalagem, principalmente se fazem referência a produtos light ou diet. Uma atenção especial deve ser dada aos produtos classificados como light, que podem conter açúcar, não sendo indicados para diabéticos.

Todos os rótulos devem ser bem explicativos, com todas as informações pertinentes ao produto. No caso de informação enganosa, o produto é retirado do mercado, só havendo nova liberação após aprovação de uma nova embalagem, sem erros.

Produtos indicados para controle de peso devem ter nos seus rótulos a especificação de sua finalidade, seus componentes e quantidades de calorias. Já os exclusivos para diabéticos devem explicitar a que se destinam, e quais nutrientes são diet ou light. Nos destinados a praticantes de atividades físicas, os rótulos devem conter os cuidados específicos para as categorias, mediante o consumo do produto, além da frase: "A ingestão dos mesmos deverá ser acompanhada por orientação médica ou do nutricionista". E as crianças de até três anos só podem tomar leite em pó e leite semi-desnatado, contendo a seguinte observação na embalagem: "Uso exclusivo somente sob orientação de médicos e nutricionistas", e mais as regras da legislação para fins especiais, igual a dos adultos.

Os abusos mais comuns são de propaganda enganosa nos rótulos dos alimentos. A frase "não contém colesterol" é comumente encontrada nos óleos vegetais e é um bom exemplo, pois nenhum óleo vegetal contém colesterol, e a frase pode influenciar o consumidor.

A Regulamentação tem muitos pontos positivos, mas se não houver esclarecimentos, em alguns casos pode confundir o consumidor.

Um histórico dos adoçantes

Os adoçantes não-calóricos surgiram em 1879, com a descoberta da sacarina, que adoçava 300 vezes mais que o açúcar de cana (sacarose). A sacarina não é metabolizada pelo organismo humano, sendo eliminada pelos rins de forma inalterada. A ingestão diária permitida é de 2,5 mg/Kg do peso corpóreo.

Em 1937, surgiram os ciclamatos, que têm um poder adoçante de 30 a 50 vezes maior que o açúcar. Comparados à sacarina, os ciclamatos têm baixo poder adoçante, o que faz com que estejam sempre associados a ela. A quantidade diária de adoçantes com ciclamatos que pode ser ingerida em relação ao peso da pessoa é de 11 mg/Kg.

O aspartame, descoberto acidentalmente em 1965, é composto de fenilalanina e ácido aspártico, dois aminoácidos naturais normalmente encontrados nos alimentos (como carne de frango, leite e banana). O poder adoçante do aspartame é de 150 a 200 vezes maior do que o do açúcar, mas perde seu dulçor se levado ao fogo. A ingestão diária permitida é diretamente proporcional ao peso do indivíduo, ou seja, uma pessoa de 60kg pode ingerir 60g de aspartame.

A partir do açúcar, foi criado em 1981 o mais novo adoçante artificial, a sucralose. Com um gosto muito similar ao açúcar, é bastante estável, além de poder ser usado em altas temperaturas sem perder suas características. A maior parte da quantidade ingerida de sucralose é eliminada sem alteração nas fezes. Da pequena quantidade absorvida, a maior parte é eliminada inalterada na urina, em até 24 horas. A sucralose pode ser utilizada diariamente, da mesma forma e com a mesma medida do açúcar.

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