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Comércio deverá vender medicamentos a granel
Por Augusto Morais

Os consumidores poderão economizar na hora de comprar alguns tipos de medicamentos. A Comissão de Assuntos Sociais (CAS) do Senado acaba de aprovar parecer favorável, sob forma de substitutivo, do senador Tião Viana (PT-AC), referente ao projeto do ex-senador Ernandes Amorin.

Com o parecer do CAS as farmácias deverão vender medicamentos a granel, ou seja, na quantidade exata prescrita pelo médico. Assim os doentes não precisarão mais comprar medicamentos a mais do que o necessário, ao adquirirem as embalagens padronizadas comercializadas pela indústria farmacêutica.

Atualmente, segundo o parlamentar, os consumidores compram medicamentos muitas vezes além do indicado pelo médico. Tião Viana aponta o procedimento como desperdício para o bolso do consumidor, além de causar problemas com relação à validade dos medicamentos.

O projeto voltará para a comissão em turno suplementar. Caso seja aprovado, irá para a Câmara dos Deputados, se não houver recursos para que entre em votação. Além da venda a granel, o projeto também abrange insumos farmacêuticos, cosméticos e correlatos.

Rodrigo Otávio Paim, farmacêutico do Hospital da Lagoa, acredita que o projeto é valido, já que muitas vezes o paciente adquire algum tipo de medicamento e sempre sobra um pouco. Paim citou como exemplo desse desperdício os antibióticos.

No entanto, o farmacêutico lembrou que para fragmentar os medicamentos é preciso muita cautela e cuidados especiais. "Trabalho em um hospital onde está se implantando um projeto piloto de fragmentação de medicamentos. Esse procedimento ainda não é habito no Brasil, ao contrário do que ocorre em outros países, onde o produto é vendido na dose exata", explicou.

De acordo com Rodrigo Paim, para se fazer a fragmentação de medicamentos é preciso possuir uma sala limpa, com bancadas especiais e pessoas treinadas para o serviço. "Sei que manter esse tipo de serviço hoje é muito caro. Não sei se os proprietários de farmácias gostariam de arcar com esse gasto", enumerou.

O farmacêutico disse ainda que procedimentos como alteração da validade, a reembalagem e a colocação de novas etiquetas fazem parte da rotina do serviço de fracionamento de medicamentos. "Utilizar medicamentos na dose exata evita a perda do produto, bem como o seu desvio e a perda da validade", revelou.

 

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