Oftamologista acredita que novos genéricos democratizarão a saúde
Por Augusto Morais


O Ministério da Saúde, através da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA), acaba de liberar para a comercialização mais cinco remédios genéricos, sendo que quatro deles têm o princípio ativo inédito no país. A lista de genéricos possui hoje 313 medicamentos, produzidos por 25 laboratórios, representando 128 princípios ativos diferentes.

O Cetorolaco de Trometamina, que tem como referência o Acular, será produzido pelo Laboratório Cristália. O novo produto é um colírio anti-inflamatório. Outra novidade que recebe pela primeira vez o registro da ANVISA é o vermífugo Mebendazol + Tiabenzol, fabricado pela Fármaco Indústria Ltda, que reproduz o Helmiben.

O Fumarato de Cetotifeno será outro produto que em breve estará nas prateleiras de todas as drogarias brasileiras. Com referência no Zaditen, a droga serve para o tratamento de doentes com asma. Outro produto produzido pelo laboratório indiano Ranbaxy é a Lamivudina, com o princípio ativo do Epivir, um anti-retroviral, que faz parte do coquetel para o tratamento de Aids.

O ansiolítico Lorazepam, com referência no Lorax, será produzido pelo laboratório Ranbaxy. Atualmente ele é fabricado pelo SEM. Com isso já são 313 medicamentos. Os laboratórios responsáveis colocam no mercado 880 produtos, muitos deles comercializados nas versões comprimidos, ampolas, pó para solução injetável, gel e creme.

A liberação dos novos medicamentos genéricos para o mercado brasileiro está sendo bem recebida pelo médico Luis Fernando Jogaib Mainier. O oftalmologista acredita que a autorização do anti-inflamatório Cetorolaco proporcionará uma revolução no tratamento de doenças oculares. "Os genéricos são eficazes e de baixo custo. Infelizmente, a oftalmologia é uma das especialidades que possui um reduzido número desses medicamentos", lamentou.

Mainier disse que sempre receitou dois tipos de medicamentos similares, para que os seus pacientes pudessem optar pelo de preço mais acessível. "Muitos pacientes, por não terem condições de adquirir o remédio, acabam perdendo a aderência do tratamento. Assim toda a terapêutica é alterada e a sua doença pode ser mais agravada", disse.

O oftalmologista lembrou que pacientes com glaucoma, cujo o tratamento é mais demorado, são os mais deixam de consumir os medicamentos pelos seus altos preços. "Deixar de consumir remédios, para esses pacientes, pode causar uma perda da visão", alertou.

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