Descoberta uma vacina contra a mais grave forma de infecção hospitalar - 14/02/02
Novo Código Profissional de Conduta Médica é criado - 08/02/02
Novo método pode detectar anomalias nos fetos ainda nos primeiros meses - 01/02/02
Estudo cria novo tipo de tratamento cardíaco menos agressivo - 29/01/02
Pílula do dia seguinte pode ajudar no tratamento do câncer no endométrio - 16/01/02

 

Descoberta uma vacina contra a mais grave forma de infecção hospitalar -14/02/02

Cientistas norte-americanos vão publicar na edição de fevereiro do "The New England Journal of Medicine" o possível desenvolvimento de uma vacina contra o Staphylococcus aureus, uma das bactérias mais resistentes a antibióticos e que causa a forma mais grave de infecção hospitalar.

A bactéria é o principal agente de diversas infecções na pele e pode causar também problemas graves no sangue, coração e pulmões, além de ser responsável pela origem de casos da síndrome de choque tóxico.

A nova vacina reduziu em 57% os riscos de contaminação dos pacientes submetidos a hemodiálises, considerados os mais vulneráveis a este tipo de infecção.

Pesquisadores afirmam que só nos Estados Unidos, mais de 2 milhões de pacientes desenvolveram uma infecção durante sua passagem pelo hospital. No Brasil, segundo o Ministério da Saúde, este tipo de infecção atinge 13% dos internos. A taxa de mortalidade durante a infecção é de 10% a 25% dos casos.


 

Novo Código Profissional de Conduta Médica é criado - 08/02/02

Médicos americanos e britânicos se uniram e montaram o novo Código Profissional de Conduta Médica, que é uma atualização do juramento de Hipócrates, de quase 2.500 anos.

O Código foi desenvolvido para ajudar os médicos a atenderem as necessidades dos pacientes no século 21, lidar com os problemas éticos do mundo moderno e reafirmar o compromisso de colocar as necessidades do paciente em primeiro lugar.

Questões como a autonomia e a escolha do paciente, o trabalho em equipe e o respeito a outros profissionais, que são relevantes para os médicos hoje em dia, são alguns dos temas abordados no Código, mas que não eram tratados no juramento de Hipócrates na Grécia antiga.

 

Novo método pode detectar anomalias nos fetos ainda nos primeiros meses - 01/02/02

Cientistas franceses afirmaram ter criado um novo método para detectar se um feto possui determinadas anomalias ainda nos primeiros meses de gravidez. O novo sistema pode vir a substituir os atuais, como a amniocentese ou a biópsia, que são prejudiciais à gestação, causando abortos involuntários em 1% dos casos.

O novo método é não agressivo e detecta as anomalias através de coleta de sangue do feto e da mãe. Os cientistas estudam as células do fetom, que são mais grossas que as da mãe, e por isso podem ser diferenciadas.

Em condições normais, o feto deixa passar uma célula por mililitro de sangue materno. Se o número de células que passarem for maior, o feto possui algum tipo de anomalia. A técnica é capaz de identificar anomalias genéticas como a Síndrome de Down e certas formas de atrofia muscular.

Os cientistas afirmam que o novo tipo de exame ainda precisa ser aperfeiçoado, e que em mais alguns anos estará pronto para ser utilizado.



Estudo desenvolve novo tipo de tratamento cardíaco menos agressivo - 29/01/02

Uma pesquisa norte-americana desenvolveu uma nova técnica que torna a desobstrução das artérias mais simples e menos traumática para o organismo. Esta nova técnica, se tiver sua eficiência realmente comprovada, pode vir a substituir a angioplastia no tratamento de doenças cardíacas.

A nova técnica, chamada de "crioplastia" ou "angioplastia no gelo" é basicamente igual a angioplastia, na qual um cateter é introduzido na artéria coagulada e um balão é inflado dentro do organismo para reabrir e desobstruir o vaso. A diferença entre as duas técnicas ocorre na forma de inflar o balão. Na angioplastia tradicional, o balão é inflado com uma solução salina; já na crioplastia, é utilizado o óxido de dinitrogênio, conhecido também como gás hilariante.

Quando o gás chega a uma temperatura de 10 graus abaixo de zero, a placa é congelada e inicia-se um processo chamado de apoptose, uma espécie de morte da célula. Com isso, reduz-se o risco de inflamação após o tratamento.


 

Pílula do dia seguinte pode ajudar no tratamento do câncer no endométrio - 18/01/02

O anticoncepcional conhecida como "pílula do dia seguinte" está sendo estudado por pesquisadores americanos que querem provar ser este medicamento eficiente contra o câncer do endométrio uterino. Os efeitos positivos da pílula do dia seguinte no tratamento contra o câncer de mama já foram comprovados cientificamente. Agora, os pesquisadores querem provar que a pílula é capaz de combater tumores que possuem receptores para o hormônio progesterona, e reduzir o crescimento dos vasos sanguíneos utilizados pelos tumores para se desenvolverem.

O câncer do endométrio (mucosa que cobre a cavidade uterina) é o quarto mais freqüente entre as mulheres e a oitava maior causa de mortes por câncer.

A pílula, que só foi legalizada nos Estados Unidos em setembro de 2000, foi fortemente criticada por ser utilizada para colocar fim à gravidez desde o primeiro momento em que acontece a fecundação.


 

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